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A pagina Libertarianismo no Facebook publicou um ótimo artigo sobre um lado da Suécia e países escandinavos que não é mostrado ao publico com clareza e objetividade.

Devido ao formato do Facebook, esse material acaba se perdendo na timeline das paginas, sem uma ferramenta eficiente de busca para encontra-lo, segue o artigo abaixo:

Qualquer pessoa que acredite que a Globo tem uma linha jornalística voltada para a defesa dos mercados, da livre iniciativa, em suma, da liberdade, deveria ao menos passar a duvidar um pouco dessa crença depois da “reportagem” exibida ontem no Globo Repórter.

O paraíso social-democrata foi descrito como um lugar em que tudo é de graça, pais podem se ausentar do trabalho durante meses para cuidarem dos seus filhos, e toda essa sociedade maravilhosa funciona de forma harmônica graças ao estado gigante que cuida de tudo em troca de altos impostos (com direito a Gloria Maria repetindo diversas vezes com uma entrevistada que: “aqui os impostos são bem aplicados”).

Apesar da Suécia ter uma renda média menor que trinta-e-nove dos 50 estados americanos (http://goo.gl/TyqAjR), não há dúvidas que é um ótimo lugar para se viver. O erro da Globo é esquecer o essencial – como os suecos chegaram até lá – e glorificar o atual estado das coisas como maior responsável pela boa vida daquela população. Seria como se Gloria Maria fosse escalada para fazer uma reportagem sobre a Microsoft e atribuísse todo o sucesso da companhia ao Windows 8.

Em 1870, os suecos eram mais pobres, viviam menos e em piores condições de que os seus semelhantes no Congo. Era uma época em que qualquer problema na colheita era garantia de mortes em série por inanição. O que mudou? Três anos antes, pela primeira vez na história após um século inteiro de debate, os liberais tinham se tornado hegemônicos na população e no governo, e desta forma puderam enfim fazer e/ou aprofundar suas reformas. Regulamentações foram derrubadas, direitos de propriedade foram protegidos, tarifas foram abolidas, guildas encontraram o seu fim, a liberdade de imprensa e discussão se tornou algo sagrado, entre outras coisas.

Em 1950, quando o país já era famoso por seu padrão de vida, os gastos públicos e os impostos ainda eram menores que os do resto da Europa e dos Estados Unidos.

Isso tudo mudou quando por volta de 1970, com os cofres cheios graças a um período de 100 anos liberalismo, partidos com ideais sociais-democratas e intervencionistas (tanto à esquerda, quanto à direita) passaram a expandir os gastos e o escopo da ação estatal. Em menos de vinte anos os gastos públicos quase dobraram, e com isso os impostos e a estagnação econômica.

Na década de 90, com uma crise batendo em sua porta, a sociedade sueca voltou seus olhos de novo para a liberdade e desde então vem realizado reformas pró-mercado, e este não é apenas um fenômeno exclusivo da Suécia, é algo que vem sendo realizado por todos os países nórdicos.

Mais do que ver como a Suécia e outras joias do estado de bem-estar social são hoje, a imprensa, a classe política, o cidadão comum, todos deveriam se perguntar como ela chegou lá.

‪#‎estagiário‬

Para saber mais sobre o país:

Como o laissez-faire enriqueceu a Suécia – http://goo.gl/hmP0hY
Os mitos do Estado de bem-estar social da Suécia – http://goo.gl/mZv2uH
A marcha da Suécia para o capitalismo – http://goo.gl/ykN7Qj
A aurora nórdica para o capitalismo – http://goo.gl/9VEzge