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Rodrigo Constantino publicou recentemente um artigo escrito por Gil Diniz, agente dos Correios, em que o autor evidencia as mazelas e desmandos da estatal. Os Correios pediram um “direito de resposta”, o qual foi publicado com um comentário sobre os correios nos EUA, onde não existe monopólio estatal do setor como aqui no Brasil. Logo me lembrei da imagem que vai abaixo, E UMA IMAGEM VALE MAIS DO QUE MIL PALAVRAS, ela ilustra bem o que estamos evidenciando:

61593_338030189663499_487275614_n Governamental versus Privado

Estado de bem-estar social, Escolas Publicas, seguridade social estão falindo… Então vamos deixar o Estado assumir a indústria de saúde. O que poderia dar errado???

Publiquei aqui o excelente e corajoso artigo de um carteiro contra a politicagem e a corrupção nos Correios. O autor, Gil Diniz, pedia por sua privatização, o que sem dúvida iria melhorar a qualidade de seu serviço, impor mais rigor no uso dos recursos e instituir uma meritocracia hoje ausente em boa parte na empresa. Em meu livro Privatize Já escrevi:

Podemos usar os exemplos de outros países também. Nos Estados Unidos, a estatal USPS teve seu monopólio quebrado no segmento de encomendas, e gigantes como a Fedex e UPS nasceram, ocupando o espaço com muito mais eficiência. Juntas, estas duas empresas valem cerca de US$ 100 bilhões, lucraram mais de US$ 5 bilhões em 2011 e empregam algo como 650 mil funcionários.

Enquanto isso, a estatal, com um quadro de pessoal similar ao das duas outras somadas, fatura cerca de US$ 60 bilhões apenas. Em 2003, um relatório de uma comissão presidencial concluiu que o cenário para o “mamute” das cartas não era dos melhores, com o serviço postal em declínio e os custos em alta. Para piorar, a USPS também é vítima de escândalos de corrupção. Em 2004, um gerente aceitou US$ 800 mil de propina para favorecer empresas em contratos com a gigante estatal.

A maior empresa do mundo desse setor é a alemã Deutsche Post DHL. Ela é resultado da privatização da Deutsche Bundespost em 1995, e possui quase 70% de seu capital em mãos privadas. A empresa atua em mais de 200 países, e faturou mais de 50 bilhões de euros em 2010, com cerca de 420 mil funcionários.

Compare-se a estes números o caso de nossa EBCT. Com mais de 100 mil funcionários, metade sendo formada por carteiros, a receita em 2010 foi de apenas R$ 13,3 bilhões. A receita por empregado dos Correios é 60% menor do que a média de empresas como Fedex, UPS e DHL.