Tags

, , ,

Artigo de Sarah Jean Seman

As armas podem ser assustadoras, especialmente para aqueles indivíduos que não têm nenhuma ideia de como usar uma arma de fogo. Em um vídeo recente do Townhall, um homem argumentou que portar armas veladamente em Washington DC seria perigoso, porque “mais pessoas portando armas de fogo significam mais oportunidades para as armas serem usadas.”

Os indivíduos que utilizam a lógica mais armas mais crime” estão usando as pesquisas de má qualidade como base para a sua argumentação.

Se você olhar para a informação do Departamento de Justiça, eles têm dados chamado de Pesquisa Nacional de crimes com Vitimas. O que você encontra na pesquisa é que as armas de fogo são usadas cerca de 250.000 vezes por ano para cometer crimes.John R. Lott Jr., economista, professor de Yale, e presidente do Crime Prevention Research Center, disse ao Townhall.

Se você olhar para pesquisas semelhantes, de pessoas que usam armas defensivamente, são cerca de dois milhões de vezes por ano. Então, basicamente, as pessoas estão usando armas defensivamente para impedir crimes cerca de quatro a cinco vezes mais a cada ano do que armas são usadas para cometer um crime. A maioria das pessoas não percebem isso.

A verdade é que os indivíduos com armas licenciadas cumprem as leis rigorosamente. Menos de um por cento dos detentores de armas de fogo licenciadas tiveram suas licenças revogadas devido a delitos.

O Centro de Pesquisa de Prevenção do Crime informou sobre as estatísticas da Flórida, Texas e Michigan (os três estados onde mais de 2,5 milhões de 11 milhões de licenças de arma dos Estados Unidos estão em vigor):

Durante quase três décadas, a partir de 01 de outubro de 1987 a 31 de maio de 2014, a Florida emitiu quase 2.660.000 licenças para os cidadãos. Estas licenças foram revogadas por violações relacionadas a armas de fogos em uma taxa anual de apenas 0,0003 por cento. Para todas as revogações (outros motivos), a taxa anual na Flórida é de 0,012 por cento.

Os números são igualmente baixos no Texas. Em 2012 (o ano mais recente de que os dados de criminalidade estão disponíveis), havia 584.850 titulares de licenças ativas. Destes, 120 foram condenados por algum delito ou um crime qualquer, uma taxa de 0,021 por cento. Apenas alguns desses crimes envolveram uma arma de fogo.

As revogações e suspensões ocorrem quando as pessoas são acusados ​​de um crime, mas apenas cerca de 5 por cento ou menos dos casos resultam em condenação e, portanto, as pessoas são elegíveis para ter suas licenças reintegradas.

Enquanto 120 foram condenados por algum crime em 2012, 905 pessoas tiveram suas licenças de revogadas, uma taxa total de 0,15% de todas as licenças ativas.

Ao longo dos últimos cinco anos em que dados de revogação estão disponíveis (2009 a 2013), a taxa é um pouco menor, de 0,13%.

Em Michigan, a taxa de revogação total para os cinco anos a partir de 01 de julho de 2010 a 30 de junho de 2014 é um pouco maior, mas ainda assim baixa, de 0,26%

As agências de notícias raramente noticiam casos de crimes evitados pelas vitimas, Lott explicou. Afinal, o aspecto interesse jornalístico do narrativa não ocorreu.

Quase todos as armas usadas defensivamente sequer necessitam de um disparo; em 95 por cento dos casos simplesmente brandir a arma resolve. Agressores são mortos menos de uma em cada 1.000 vezes que uma arma é usada de forma defensiva. E esses são basicamente as únicas histórias que vão receber a cobertura dos meios de comunicação de qualquer maneira.”

Ainda assim as pessoas com o porte de arma estão parando crimes e salvando vidas. Aqui estão apenas alguns exemplos relatados no Townhall: No estado de Washington, um passageiro de ônibus que portava uma arma veladamente abateu um pistoleiro. No Texas, um cidadão armado impediu um homem de assaltar a bolsa de uma mulher. Em Nova York, um entregador de pizza salvou sua própria vida por estar armado quando bandidos atacaram ele à noite.

Não é à toa que o presidente Obama tem uma teoria errada sobre o controle de armas, já que ele parece ouvir tudo sobre o assunto através da mídia. É essencial para os legisladores, no entanto, reconhecer a gama de consequências não intencionais que possam resultar do desarmamento dos cidadãos cumpridores da lei.

Oficial de Polícia dos EUA – “Eu nunca prendi um membro da NRA”