Tags

, , , , ,

Artigo de Pedro Pedrossian Filho que trata do cenário politico estadual de Mato Grosso do Sul, mas que jornais comprometidos com o PT E PMDB se recusaram publicar por se tratar de uma crítica. A situação local reflete o problema nacional.

Na democracia, o direito à divergência não alcança as regras do jogo. Um democrata, em nome dos seus princípios, não deve conceder a seus inimigos licença, que estes, em nome dos deles, a ele não concederiam se chegassem ao Poder. Reinaldo Azevedo

A grandeza do Estado democrático está na sua pluralidade de opiniões, de interesses, de vontades e alternativas, pois, o respeito pela liberdade implica necessariamente em reconhecer aos cidadãos o efetivo papel de protagonistas de sua sorte.


É atributo da democracia, oferecer aos cidadãos, um quadro político com diversidade de candidatos, projetos e ideologias divergentes que permita a expressão da vontade popular. Na medida em que contamos com apenas duas candidaturas majoritárias: – PT versus PMDB- uma que reside no eterno retorno do mesmo, ou seja, a permanência do “status quo” e na outra ponta, outro continuísmo por já figurar no cenário político nacional há anos e que já não atende mais ao desejo e clamor popular que anseia por mudanças. Assim, caminhamos rumo à situação patológica do despotismo.


Os outros partidos por sua vez, ao invés de criarem novas formas de idealizar um futuro que permita vislumbrar a permanente construção da independência política, de propor e elaborar novas formas de pensar e agir, formando assim, novas lideranças políticas para atender o desejo da sociedade, esses partidos ao contrário, se digladiam a qualquer custo para se aliarem aos mesmos, contrariando o anseio da população, visando única e exclusivamente a satisfação de seus interesses particulares momentâneos.


Desse modo, assistimos a patologia política que impede a manifestação da pluralidade, reduzindo o nosso estado e o resto da nação a um rebanho de animais passivos e diligentes no qual o governo é seu “pastor”.
As consequências da conjunção entre políticos semelhantes e partidos de aluguel pode levar o Estado democrático à servidão. Estando os políticos voltados para sua própria esfera privada, cada um adquire o sentimento de não dever nada a ninguém, a não ser, chegar ao cargo almejado, custe o que custar.


Por outro lado, o cidadão suplica por mudanças, entretanto permanece inerte e sua omissão faz com que, voluntariamente, deixe escapar seus direitos políticos, na medida em que considera inútil e inconveniente o exercício da deliberação conjunta sobre a coisa pública. Há uma frase atribuída a Gandhi que diz que “temos de nos tornar a mudança que queremos ver”. Assim, convido o leitor a se engajar mais no que diz respeito a sua própria vida, e não existe nada que implique mais em nossa própria vida do que a política.

*Pedro Pedrossian Filho – Graduado em Filosofia, político e produtor rural.