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A árvore da liberdade deve ser regada de quando em quando com o sangue dos patriotas e dos tiranos. É o seu adubo natural.

– Thomas Jefferson

A imagem que ilustra este post é a “bandeira de guerra à morte” usada por Simón Bolívar e pelos patriotas sul-americanos durante o processo de emancipação da coroa espanhola. Ela tem sido hasteada em diversas partes da Venezuela para sinalizar que o povo não está mais disposto a negociar e muito menos ser governado por um psicopata. O primeiro e mais importante direito político do povo, o de rebelar-se, está em curso na Venezuela e pode ter um final nunca antes visto na história da América Latina.

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A luta contra o tirano socialista Nicolás Maduro segue na Venezuela. Já foram 38 mortos pela repressão contra os protestos. Os manifestantes, armados apenas de coragem, vem sendo assassinados pela polícia política venezuelana, pelo exército e por milícias partidárias denominadas “colectivos”. A maioria delas foi morta com tiro na cabeça. Somemos a isso os inúmeros presos, torturados e até estuprados. Nicolás Maduro poderia ter renunciado antes, mas não o fará porque tiranos só saem do poder de duas maneiras: depostos ou mortos. Maduro sabe que merece o mesmo destino de um Ghadafi, de um Ceausescu, de um Mussolini, e é por isso mesmo que está desesperado para reprimir a qualquer custo as manifestações que só tem aumentado no país. Contando com apoio militar dos “vespas negras” (tropas de elite) cubanos, com a negligência dos órgãos internacionais de fiscalização dos direitos humanos e com a omissão conivente de seus aliados sul-americanos (Humala, Morales, Dilma, Kirchner), o governo socialista da Venezuela segue matando seus cidadãos.

Quem quer que, a esta altura, se oponha à retirada violenta de Maduro do poder, é um hipócrita. É alguém que, “em nome da paz”, defende o direito de um “Estado soberano” massacrar seu próprio povo. É aquela velha neutralidade interesseira em favor da ditadura, da repressão e da violência. Neste momento, o governo de Maduro não tem absolutamente nenhuma legitimidade para governar, muito menos para querer conduzir negociações de paz: a soberania saiu de suas mãos e retornou às mãos do povo venezuelano que agora age em legítima defesa contra a tirania. E em legítima defesa, o povo venezuelano pode e deve depôr Maduro (já que esse, afrontando a soberania popular, nega-se a renunciar) e, se ele resistir, matá-lo.

John Locke já havia explicado em seu Segundo Tratado sobre o Governo Civil como a legitimidade de um governo reside no consentimento dos governados. No Tratado, também, Locke traz ao mundo uma revelação que nos tempos do absolutismo parecia absurda: o povo tem o direito de rebelar-se e depor um governo tirano. Os ingleses fizeram uso desse direito e executaram o rei Charles I. Os romenos usaram desse direito e executaram o ditador socialista Nicolae Ceausescu. Os italianos, executaram Mussolini. Recentemente foi a vez dos líbios punirem Muammar Ghadafi. Chegou a hora de Maduro enfrentar sua sentença na mão dos venezuelanos.