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Enquanto o Mercosul e a Unasul seguem patinando, com seus maiores membros desperdiçando recursos  humanos, naturais e financeiros em políticas do tempo da União Soviética, a Aliança do Pacífico, com menos de 2 (dois) anos de existência já está mostrando a que veio.

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Na VII Cúpula da Aliança do Pacífico, realizada em Cali (Colômbia), foi aprovada uma série de medidas que o Mercosul não logrou aprovar em praticamente duas décadas:

1. As linhas gerais para adesão de novos países e formação de um grupo de trabalho para garantir que a Costa Rica cumpra os procedimentos e seja o primeiro país observador a integrar o bloco.

2. O ingresso de sete novos países observadores: Equador, El Salvador, França, Honduras, Paraguai, Portugal e República Dominicana.

3. Embaixadas conjuntas entre os membros em Gana e Singapura.

4. Ampliação dos escritórios conjuntos de promoção comercial.

5. Exoneração, por parte do Peru, do visto de negócios para países membros da Aliança.

6. Criação do “Visto Aliança do Pacífico” que permitirá a turistas estrangeiros ingressar em qualquer país da Aliança com um único visto.

7. Criação de um fundo para promover os quatro países como destino turístico.

8. Instruções para reduzir os impostos de importação entre os países e zerar a taxa para pelo menos 50% dos bens que ingressam neles.

9. Encerramento da negociação sobre facilitação de comércio e cooperação alfandegária, reduzindo custos e trâmites e aumentando a segurança.

10. Avanço no compromisso de reduzir barreiras sanitárias, fitosanitárias e regulatórias, o que gerará novas oportunidades entre os países e facilitará o movimento de bens e serviços.

11. Em matéria de serviços e capitais serão concluídas as negociações de proteção aos investimentos e a promoção de serviços, incluindo os serviços financeiros, de telecomunicações e de transporte marítimo e aéreo.

12. O compromisso de todos os membros com a transparência fiscal.

13. O estabelecimento de um Fundo de Cooperação.

14. A consolidação de uma rede de pesquisa científica sobre mudanças climáticas.

15. Será realizado em Cali o primeiro macrocircuito de negócios, de 19 a 20 de junho deste ano.

16. Estabeleceu-se o diálogo com o Conselho Empresarial.

Como podemos ver, enquanto Argentina, Brasil e Venezuela (os três maiores membros do Mercosul) ficam brincando de violar propriedades, controlar preços, maquiar estatísticas e sustentar ditaduras jurássicas, Chile, Colômbia, México e Peru parecem pavimentar o caminho do futuro na América Latina. Fazia falta neste continente uma zona de livre comércio mais preocupada com livre comércio do que com a manutenção do poder nas mãos de ditadores personalistas e partidos populistas.

FONTE: Decisiones de la VII Cumbre de la Alianza del Pacífico.