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Uma esforçada ativista lutando contra o imperialismo e a exploração aritmética. Ela vai chegar ao resultado 2 + 2= 5.

De vez em sempre, esquerdistas simpáticos ao marxismo nos dizem
que os regimes comunistas que se instauraram na URSS, China,
Camboja, Vietnã e etc. não representam o verdadeiro comunismo,
pois desvirtuaram a teoria original. Bom, eu concordo plenamente
que o regime instaurado nesses países não se deram como Marx um dia imaginou. Mas tal fato nada faz para tornar a teoria marxista aceitável (o que me parece ser o objetivo de quem usa esse argumento). Afinal, o que temos aqui é uma teoria que prevê um resultado que jamais poderá ser alcançado. Para entender isso, lancemos mão de uma analogia.

Imagine que alguém proponha a seguinte teoria: 2 + 2 = 5. Não
importa o quão bem intencionada seja a pessoa que formulou esta teoria, ou quão bem intencionados sejam os que procuram colocá-la em
prática… o resultado jamais será 5, porque 2 + 2, na prática,
sempre será 4.

Aqui está o ponto cômico da história. Quando os marxistas dizem
algo como “nestes regimes ditatoriais não se instaurou o
verdadeiro comunismo e, portanto, devemos continuar tentando”,
estão essencialmente dizendo o seguinte: “Nestes regimes, 2 + 2 deu
4. Mas esta não é a verdadeira teoria contra a opressão aritmética. Na verdadeira teoria, 2 + 2 é 5. Portanto, vamos continuar tentando colocar a verdadeira
teoria em prática”.

Conclusão: Mesmo que isso custe a vida de milhões de pessoas e a
liberdade de dezenas de países, não devemos parar de lutar contra o imperialismo e a opressão do maldito sistema aritmético. Se a teoria diz que 2 + 2 deve ser igual a 5, então 2 + 2 será igual a 5. E quem reclamar, vai pro Gulag.