Quem deve a Quem? Ou: Porque as cotas raciais não se justificam perante a escravidão (Parte 2)

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Por. Alessandro Barreta Garcia

Conforme Risério (2004):

Na África, o tráfico gerou riquezas incrementou divisões sociais preexistentes, consolidou formações estatais. Os reis do antigo Daomé e a classe dominante dos grupos nagôs ou iorubás disputaram entre si o monopólio da exportação de escravos para o Brasil, despachando até diversas embaixadas oficiais à Bahia e a Portugal para tratar do assunto. (RISÉRIO, 2004, p. 65).

Para Risério (2004) até em Palmares existiam escravos, pois, vários homens eram capturados para trabalharem nas plantações dos quilombos. Ganga Zumba e Zumbi tinham por exemplo, seus próprios escravos.

Paiva (2009) acrescenta que:

Escravos e a enorme população de ex-escravos e de seus descendentes diretos nascidos livres também legitimaram o regime escravista, uma vez que tornar-se proprietário de escravos foi alvo primeiro em suas vidas, desde, inclusive, o período de cativeiro. Muitos lograram alcançar o objetivo, até mesmo antes de se libertarem, saliente-se (PAIVA, 2009, p.18).

Giordani (2008) lembra que o povo hebreu foi libertado da escravidão egípcia por Moisés no qual recebeu a missão de Javé. Segundo Souza (2003), os egípcios escravizam outros povos desde 2680 a/C. A glória do faraó era também expressa pela quantidade de escravos capturados. Ou seja, a África era também uma grande produtora de escravos. Ademais os escravos africanos eram vendidos por africanos tanto para mundo islâmico, Índia como também para as Américas. Antes dos colonizadores, não só africanos eram vendidos, más também escravos brancos.

Parte (1)

Parte (3)

Parte (4)

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Autor: Alessandro Barreta Garcia

37, anos. É mestre em educação, tendo como filósofo predileto o grande mestre Aristóteles. É autor dos livros: Educação grega e jogos olímpicos, Aristóteles nos manuais de história da educação e Educação física e regime militar: Uma guerra contra o marxismo cultural.

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