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Condensação das “Sete Virtudes Burguesas” de Deirdre McCloksey, expostas em seu artigo “Virtudes Burguesas?” (Bourgeois Virtues?). A tradução em português do texto foi retirada do blog Capitalismo Cultural.

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A principal virtude burguesa é, eu admito, a Prudência para comprar barato e vender caro. Mas também é a prudência para comerciar ao invés de invadir, para calcular as consequências, para atingir o bem com competência – Herbert Hoover, por exemplo, energicamente salvando belgas da fome após 1918.

E outra é a Moderação para poupar e acumular, é claro. Mas é também a moderação para educar a si próprio nos negócios e na vida, para ouvir ao consumidor, para resistir às tentações da trapaça, para perguntar calmamente se pode haver um acordo – Eleanor Roosevelt negociando a Declaração de Direitos Humanos da ONU em 1948.

Outra é a Justiça para insistir na propriedade privada adquirida honestamente. Mas é também a justiça para pagar voluntariamente por bom trabalho, para honrar o esforço, para acabar com os privilégios, para valorizar pessoas pelo que elas podem fazer ao invés de por quem elas são, para ver sucesso sem inveja, fazendo inovação funcionar desde 1776.

Outra é a Coragem para arriscar em novas formas de negócio. Mas também é a coragem para superar o medo da mudança, para lutar contra a derrota até a falência, para ser cortês às novas ideias, para acordar na próxima manhã e encarar trabalho duro com animação, resistindo ao desesperado pessimismo de muitos intelectuais à direita e à esquerda desde 1848.

Outra é o Amor para tomar conta do que é seu, sim. Mas também é o cuidado burguês para com seus empregados, parceiros, colegas, clientes e concidadãos, desejando o bem da humanidade, encontrando o humano e uma conexão transcendental.

Outra é a para honrar sua própria comunidade de negócios. Mas também é a fé para construir monumentos ao passado glorioso, para sustentar tradições de comércio, de aprendizado, de religião, encontrando identidade em Berna, Chicago e Osaka.

E outra é a Esperança para imaginar uma melhor máquina. Mas também é a esperança para infundir no dia de trabalho um objetivo, vendo o trabalho de alguém como um chamado glorioso. De 1533 para o presente.