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Vejam a matéria que vai abaixo, Rubens Ometto, presidente da Raízen e conselheiro da UNICA (UNIÃO DA INDUSTRIA DE CANA DE AÇÚCAR) falou sobre os absurdos do protecionismo estatal, da carga tributaria e o intervencionismo no setor privado, defendendo o livre mercado:

SAFRAS (29) – Os subsídios à gasolina e ao diesel no Brasil são “muito constrangedores” para aqueles que prezam o mercado, constituindo” um acinte, um aleijão que agride a Petrobrás, o produtor de etanol eaçúcar, e ilude o consumidor brasileiro.” Assim se manifestou Rubens Ometto Silveira Mello, conselheiro da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e presidente do conselho da maior empresa do setor sucroenergético nacional, a Raízen, em discurso como convidado de honra do tradicional Sugar & Ethanol Dinner. O jantar de gala para mais de 800 convidados de diversos países foi realizado no dia 23 de outubro na Sala São Paulo.

O empresário descreveu a intervenção governamental sobre os preços de combustíveis nos últimos anos como errática e algo que só atrapalha a ação do setor privado, que necessita de regras claras, transparentes e estáveis para investir seu capital de risco. Ele descreveu o ressurgimento da interferência governamental como uma recaída de décadas, geradora de prejuízos para o setor.

“(O governo) não investe mas cria dificuldades para o investimento privado, mudando as regras do jogo no meio da partida. Ressuscita em tempos modernos o controle de preços da gasolina que vigorou na década de 80, extingue gradualmente o valor da CIDE (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico) sobre a gasolina, repassando-o apenas para a Petrobrás e trazendo uma efetiva, real, perda de competitividade para o etanol,” frisou.

Para Silveira Mello, o resultado da interferência governamental está na gasolina e o diesel subsidiados, no gás natural com diferentes preços e na energia elétrica de diversas fontes tratadas como se fossem todas iguais, sem levar em conta os impactos positivos ou negativos de cada uma delas: “São impostos sem racionalidade econômica.”

Ele lembra que a efetiva desregulamentação do setor, particularmente para o etanol, só foi possível com a criação da CIDE, tributo federal com alíquotas incidentes sobre a gasolina e o diesel. Foi o que permitiu, segundo o empresário, que o etanol competisse de forma justa com a gasolina.

Apesar do retrocesso, Silveira Mello afirmou que continua acreditando no setor, que tem como bem mais precioso uma demanda em expansão para açúcar, etanol e energia: “Como maior produtor, mais que o dobro do segundo colocado, quero manter a Raízen a todo vapor, investindo, ganhando produtividade, moendo mais a cada safra. Afinal, essa é a nossa praia, a nossa cachaça. Mas o Brasil e o mundo precisam de greenfields e, como estamos, eles serão postergados e oportunidades serão certamente perdidas.”

Ele concluiu confirmando que no médio e longo prazos, a racionalidade econômica acaba prevalecendo sobre as distorções que a política possa criar.

“Não posso deixar de dizer que há, mundialmente, uma profunda preocupação com políticos e política,” afirmou, e concluiu citando palavras do empresário Antonio Ermírio de Moraes: “Os políticos passam e o Brasil fica.”

As informações partem da assessoria de comunicação da UNICA. (FR)

Estou de pleno acordo com o mérito da questão, o mal do Brasil é falta de livre mercado, o excesso de regulamentação estatal que inviabiliza a constituição e sobrevivência de muitas empresas, consequentemente mata a concorrência, a carga tributaria é absurda, os serviços péssimos. Tudo correto, não deveria haver nenhum controle de preços estatal, países que adotam essa politica acabam tendo desabastecimento e inflação. Mas o que ele esquece de dizer?

Que o etanol também é subsidiado pelo Estado, através da mistura obrigatória de 25% de Etanol na gasolina, sendo um absurdo sem tamanho já que pagamos um preço altíssimo por uma gasolina impura e de péssima qualidad, carregado de tributos que a torna uma das mais caras dos mundo. Nos EUA os impostos sobre a gasolina são de 13%, aqui 55%. O setor é um dos contemplados pelo “Bolsa BNDES” e pela propaganda estatal, figurando entre os maiores financiadores do PT:

O setor sucroalcooleiro surpreendeu como um dos principais doadores de Dilma. Foram mais de R$ 10 milhões, o que representa cerca de 8% das doações totais. Os maiores doadores individuais do segmento foram Cosan, Copersucar e Açúcar Guarani.

Lembrando que a Cosan agora é a Raízen.

No mérito da questão esta correto, o Brasil não progride em função do protecionismo, desse capitalismo de estado “Chines”, onde o governo escolhe os “Campeões Nacionais” para receber bolsa BNDES que é pago através dos impostos do contribuinte. Essa defesa seletiva de “livre mercado” é uma vergonha.

Toda medida protecionista deve ser eliminada, o livre mercado deve determinar o preço de todos os produtos e serviços, não de forma seletiva e hipócrita.

O protecionismo em alguns setores do agronegócio prejudica outros que vivem de acordo com a leis de oferta e demanda, o livre mercado, pois cria uma concorrência desleal.

Agora que o barco socialista começa afundar os ratos fogem. A politica de campeões nacionais esta indo para o brejo, o “garoto de ouro do PT” esta perto da falência, o preço das politicas populistas/assistencialistas sera cobrado com juros mais cedo ou mais tarde, a consequência natural de uma economia Keynesiana é a falência, afinal dinheiro não da em arvores. Ate então os beneficiários dessas politicas ficaram calados, assistindo de camarote o país ser consumido pelo câncer socialista, agora começam ver seus “negócios insustentáveis” fazer água, estão em busca de “outra muleta” para apoiá-los.