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Fico honrado em publicar o artigo de um nobre professor e amigo que honra a profissão e nos faz ter esperança no futuro do país:

Itamar Flávio da Silveira*

Em conversas com alguns amigos socialistas (eles preferem ser chamados de socialista democráticos, do que de comunistas) noto que eles não se sentem vencedores e nem se sentem felizes. Trata-se de um fato, no mínimo, curioso. Ora, venceram todas as trincheiras, como dizia Gramsci, e não conseguem comemorar.
Se analisarmos com cuidado, observando a pauta do marxismo cultural e leninista, vamos perceber que já está tudo dominado e que eles hoje são vencedores incontestáveis.

Vejamos: dominam toda a imprensa brasileira; escrevem todos dos livros didáticos utilizados nas escolas públicas e particulares; dão o norte político de quase toda a produção nacional de filmes; tem hegemonia na produção televisa brasileira, escapando apenas alguns programas de humor, afinal eles também precisam rir de suas próprias patifarias; dominam todas as revistas científicas das áreas das ciências humanas; controlam todos os sindicatos e as centrais sindicais; impuseram a nova língua do politicamente correto a todos os segmentos da sociedade; compraram algumas dezenas de milhões de pobres com a Bolsa Família; compraram outro número astronômico de jovens com o PROUNI (Programa Universidade para Todos), com o Ciência Sem Fronteiras; apossaram de outros milhões com o programa subsidiado do Minha Casa Minha Vida; compraram os empresários com a bolsa BNDES; ditam todas as regras da educação nacional, inclusive impondo a antecipação para 4 anos de idade o início obrigatório da criança no ensino regular; governam o país há 11 anos no plano federal; controlam o Congresso Nacional, com seus próprios parlamentares e com a compra dos adversários através dos repasses de propinas (mensalões) e da liberação de verbas de emendas ao orçamento; impuseram ao país a agenda da engenharia global; esgarçaram por completo os valores ocidentais judaico-cristãos; convenceram todos os formadores de opinião da agenda mentirosa anticapitalista do IPCC, sobre o aquecimento global; deram todo poder aos delinquentes ao impossibilitar a punição da quase totalidades dos criminosos; transformaram o Ministério Público num trincheira de luta contra o capitalismo; aparelharam o Poder Judiciário, dando aos juízes o poder de legislar em favor das causas “sociais justas” ao invés de se limitar ao cumprimento da lei, para apressar a execução da agenda gramsciniana; estabeleceram normas para que a marginalidade possa crescer, florescer e se multiplicar e aterrorizar as pessoas de bem.
A escalada da luta anticapitalista continua crescendo mas, mesmo assim, eles não estão felizes. Por que será que os socialistas continuam com suas caras amargas? Será que são vitoriosos e não sabem? Apesar do sucesso acachapante, tem um detalhe muito chato: eles estão piorando a sociedade, eles tomaram como parceiros os piores membros da sociedade, têm como companheiros de jornadas as pessoas mais vis, mais inescrupulosas e mais violentas que, são capazes de tudo.

Eles se confundem com seus aliados porque eles são igualmente perversos. Eles sabiam disto tudo, mas aboletados pela adrenalina de poder atropelar o pensamento conservador muitos não calcularam que a sociedade revolucionária é bem mais entediante e brutal do que imaginavam.

Não é possível ir ao inferno apenas para dar uma voltinha, é preciso sentar no colo do capeta. Talvez seja por causa disto que eles não manifestam felicidade. Nasceu o esperado filho, mas a mamãe não consegue se empolgar, não consegue regozijar com o rebento. Nasceu o Bebê de Rosimary, lapidado pelos adorados intelectuais Hebert Marcuse, Jean-Paul Sartre, Antonio Gramsci, Georg Lukács, George Bernad Shaw, Sidney e Beatrice Webb e idealizado por Marx, Engels, Lênin, Trótski etc.

*Professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Maringá (UEM).