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Acabei de ler o artigo do Reinaldo Azevedo em seu blog na Veja sobre os resultados da pesquisa eleitoral para presidente em 2014, que nos traz péssimas noticias para quem espera livrar o Brasil da ditadura bolivariana.

Como entender os números da pesquisa Ibope, que não surpreendem os leitores — e eleitores — deste blog

O artigo toca em um ponto crucial do principal motivo do monopólio esquerdista e do domínio politico dessa corrente no país:

É evidente que o resultado é ruim para o PSDB — na verdade, para as oposições. Aécio oscila negativamente num momento em que a propaganda política tucana, de que ele é estrela única, está no ar. Seria o caso de reavaliar o tipo de abordagem? Marqueteiros têm uma lógica muito particular, que desafia — e isso é bom — o senso comum. Mas não é raro que desafie também o bom senso, e isso não é. Li uma entrevista de Renato Pereira, que cuida da área no PSDB. Ele se mostra, acho, sensato, inteligente, ponderado.

“Tudo está muito no começo ainda”, dirá alguém. É verdade. Mas parece que já dá para saber o que funciona e o que não funciona. Tudo indica que esse negócio entre o bom-mocismo e o didatismo, por mais bem-feito que esteja (e está), pode não ser lá muito eficiente. “Mas, então, qual é a receita?” Não tenho. A minha questão com a oposição é de mais fôlego, como sabem. Não vejo por que o Brasil deva ser uma jabuticaba universal, constituindo-se na única democracia do mundo a não ter um partido conservador forte. Mas isso, é evidente, não é coisa que se resolva para a próxima campanha. Como o PSDB não é nem quer ser esse partido, as coisas ficam difíceis. Já escrevi muito a respeito. Partidos que são alternativas de poder são mais do que indivíduos talentosos, habilidosos ou competentes. São, antes de mais nada, um conjunto de valores. Por mais que se possa detestar o PT — e vocês sabem o que eu penso a respeito —, a sigla transita muito bem nessa área. Mesmo Marina Silva, sem cargo e sem máquina — e falando, a meu ver, coisas incompreensíveis —, se sustenta num patamar apreciável, dado que não tem ainda partido, porque “simboliza” algumas causas.

Resume bem a esquizofrenia da “oposição” seguir a cartilha imposta pela esquerda de que só é valido defender valores e ideais socialista ou ser “pragmático” que é o termo que designa nossa oposição “nem de centro, nem de esquerda e nem de direita”, uma massa amorfa e idiotizada que só serve para dar ares de democracia a ditadura branca que vivemos, o que de interesse dos atuais detentores do poder para continuar com seu projeto bolivariano de ditadura velada.

De nada adianta manifestações contra “tudo que esta ai” sem oferecer uma alternativa a todos esses problemas, sem ter representantes políticos. Quando vejo esses indivíduos reclamando de todas mazelas que vivemos em função do socialismo e ao mesmo tempo demonizando a politica e quem deveria nos representar, sinto que o futuro do país é sombrio.

Enquanto não houver oposição real não sairemos deste ciclo vicioso, sem assumir a defesa de ideais e valores continuaremos órfãos de representantes na politica e reféns do monopólio esquerdista e de partidos fisiológicos.