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As pessoas não estão nem aí para as “suas intenções” ou para “quem você realmente é”, menos ainda para o que você quer “lá do fundo do seu coração”. O que é relevante para as pessoas é o que você, concretamente, externaliza, aquilo que você faz acontecer.

Para uma pessoa não é relevante que você seja bom, honesto e a ame… é relevante que você demonstre isso em atos quando ela efetivamente precisar de você, sem desculpas (“eu queria ajudar”). Para uma pessoa necessitada, não é relevante que você queira coisas abstratas como “o fim da miséria no mundo” e “a paz mundial”, é relevante que você a ajude concretamente com alimentos não perecíveis e serviços médicos ou removendo minas antipessoal em algum lugar destroçado pela guerra.


Enfim, você não tem um valor intrínseco que todos (além da sua mãe) deveriam apreciar. Você só tem valor na medida que agrega valor à vida dos outros e é nisto que se baseia toda a “injustiça social” deste mundo: no fato de que se você não trabalha, não produz, não colabora, não anima, não alegra, enfim, não faz nada de útil e agradável para terceiros, você é sim descartável. E, provavelmente, substituível.

Pare de chorar porque ninguém aprecia sua arte, porque você está na “friendzone”, porque ninguém está aceitando sua opinião, porque seu trabalho é mal remunerado (todo mundo acha que ganha pouco porque, na verdade, supervaloriza aquilo que faz e subvaloriza o que os outros fazem). Entender que o mundo não gira em torno de você e que os outros não tem a obrigação de apreciar qualquer porcaria que você faz é um passo fundamental para o amadurecimento e, consequentemente, para uma resposta realista frente às necessidades da vida, o que em última instância pode trazer o pouco de felicidade que é possível e suficiente obter nesta vida.


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