Diferença entre Patriotismo e Nacionalismo

Patriotismo é quando o amor por seu próprio povo vem primeiro; nacionalismo, quando o ódio pelos demais povos vem primeiro

General Charles de Gaulle

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Autor: Guilherme Frederico

Produtor rural e agro empresário.

2 comentários em “Diferença entre Patriotismo e Nacionalismo”

  1. É chamado de patriotismo a prática de lealdade, amor devotado, identificação, apoio ou defesa de um determinado país. Originalmente, o termo era utilizado para descrever alguém que apoiava os direitos do país ou da terra, em detrimento do rei e sua corte. O verdadeiro patriotismo se traduz no impulso para defender a pátria ou modo de vida contra uma injusta opressão estatal.
    Em alguns casos, o indivíduo pode acreditar nos princípios sobre os quais um país foi fundado, mas pode ao mesmo tempo acreditar que seu atual governo se desviou desses ideais. Este tipo de pessoa pode acreditar que seria patriótico, portanto, de se opor ao atual governo e forçá-lo a retornar aos seus princípios fundadores.

    Ao longo da história, o amor à pátria vinha sendo considerado um simples apego às características físicas do solo. Tal noção mudou no século XVIII, quando os ideais de democracia, as teorias do socialismo e do comunismo emergiram do pensamento político. O conceito de patriotismo ainda se traduzia em um amor a um país por meio de conexões com a terra e as pessoas, mas passou a assimilar noções de costumes e tradições, o orgulho da própria história e a devoção ao seu bem-estar.

    Embora patriotas geralmente concordam com a definição básica de patriotismo, eles nem sempre concordam sobre como um patriota deve agir quando confrontado com uma decisão de apoiar ou resistir às decisões e políticas do governo. Noções pessoais, opiniões políticas, condição na sociedade, crenças religiosas ou ainda experiências de vida podem afetar a ideia sobre o que significa ser patriota. A devoção de uma pessoa para com o seu país, por exemplo, pode não ir longe o bastante ao ponto de apoiar a decisão da nação de participar de uma guerra. O cidadão pode reagir de maneiras diferentes, tais como participar de manifestações públicas contra a guerra, apoiando o país a rumar em uma direção diferente ou então recusando-se a se tornar um soldado para lutar pela nação. Já outros certamente entenderiam que a demonstração de verdadeiro patriotismo em tal situação seria a de aceitar a decisão da nação de ir à guerra, recusando-se a protestar publicamente, apoiando as forças armadas ou mesmo se alistar no exército.

    A religião também pode afetar a definição pessoal de patriota. Os membros de uma religião que são cidadãos de países governados por outra religião, muitas vezes demonstram patriotismo só até um certo ponto, porque suas crença os orienta a seguir sua religião antes de seguir o governo. Pessoas que são tratadas como cidadãos de segunda classe também podem também adotar diferentes definições patriotismo.

  2. Recebe o nome de nacionalismo a ideologia baseada na premissa de que a lealdade do indivíduo e devoção ao estado-nação deve necessariamente estar acima dos outros indivíduos ou grupo de interesses. Na verdade, o nacionalismo como movimento é um fenômeno moderno, apesar de o sentimento puro e simples ser antigo como o próprio mundo civilizado. Ao longo da história há inúmeros exemplos de pessoas que cultivam um sentimento de ligação à sua terra natal, às tradições de seus antepassados e costumes em geral, mas cujo pensamento não necessariamente se traduz em nacionalismo. Foi apenas no final do século XVIII que o conceito de nacionalismo começou a ser percebido como uma noção capaz de moldar a vida dos cidadãos, influenciando tanto os aspectos privado e público, constituindo-se num dos fatores de mudanças mais importantes da história moderna.
    Antes de tudo, é necessário distinguir nações de estados: enquanto uma nação geralmente consiste de uma coesa comunidade étnica ou cultural, o estado é uma entidade política com um alto grau de soberania. Enquanto muitos estados são nações em algum sentido, existem várias nações que não são estados plenamente soberanos. Como exemplo, o grupo étnico Kongo, do sudoeste da África constitui uma nação, mas não formam um estado, uma vez que eles não possuem a autoridade política necessária sobre seus assuntos internos ou externos, estando seus componentes distribuídos por três estados soberanos. Se os membros da nação Kongo iniciassem um movimento para formar um estado soberano, num esforço para preservar a sua identidade como povo, eles estariam exibindo um nacionalismo de tipo estatal.

    Outra questão pertinente é: quando pela primeira vez aparecem as nações: a corrente nacionalista argumenta que as nações são fenômenos atemporais; quando o homem saiu do lodo primordial, ele imediatamente começou a criar nações. Já outra grande escola de pensamento, a dos perenialistas, argumenta que as nações se fazem presentes há um longo tempo, apesar de assumirem diferentes formas, em diferentes pontos da história. Os pós-modernistas e marxistas, por sua vez, também opinam nos debates que cercam este tema, sendo que sua teoria é atualmente a que mais apelo tem nos círculos acadêmicos. Eles vêem a nação como um conceito totalmente moderno e artificial.

    Nos últimos anos, o foco do debate sobre o nacionalismo migrou em direção às questões de justiça internacional, provavelmente em resposta a mudanças globais. Sangrentas guerras nacionalistas como as da ex-Iugoslávia se tornaram menos visíveis, enquanto que as questões de terrorismo, de “choque de civilizações” e de hegemonia na ordem internacional têm vindo a ocupar a atenção do público.

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