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Esclarecimento do ‘consermangina’ aos paladinos da Real: partindo do princípio que escrevo para adultos, acho desnecessário informar que o artigo se trata de uma sátira quando o seu conteúdo deixa isto óbvio. Mantida a animosidade cordial e bem-humorada, mimimis a parte, podem criar quantas combinações puderem imaginar entre as palavras conservador, liberal e mangina. Até recomendo algumas que talvez queiram usar: liberal-manginismo, conservador-manginismo, manginacon, manginalib, liberagina, conservagina, libermangina, etc.


Se você é homem e está cansado da promiscuidade feminina engendrada pelo feminismo mas não quer abrir mão da tradicional promiscuidade masculina, o masculinismo é a ideologia de gênero feita para você. Chega de ficar na friendzone com cara de bunda sem comer ninguém, una-se à legião da real e reavive o poder macho que existe em você!

Se você não sabe o que o masculinismo brasileiro é, este artigo elucidará para você as três principais vertentes deste robusto sistema político-filosófico e o que você pode aprender com cada uma delas.


As três principais vertentes do masculinismo tropical são as seguintes:

Masculinismo Catreano – O representante honoris causa do emergente masculinismo nas periferias cariocas é Mister Catra. Polígamo e pródigo reprodutor, tem três esposas e vinte filhos. Sua vida artística não destoa de seus inabaláveis princípios:

Passa nela, passa nela , passa o pau na cara dela
Passa nela, passa nela, passa na cara dela, na cara, na cara
Na cara, na cara dela .
Passa nela, passa nela, passa na cara dela,
Passa nela, passa nela , passa na cara dela , passa na cara, na cara , na cara,
Na cara dela

Também não esquece de reafirmar a natural e legítima autoridade dos homens sobre as mulheres, pois é para o patrão (no caso das que tem emprego porque estão solteiras) que elas devem ceder, como fica bem explícito no trecho “ela dá pra nóis que nóis é patrão”.

A principal contribuição do masculinismo catreano é a reafirmação de um direito masculino já quase esquecido que é o de ter quantas mulheres lhe aprouver, bem como o másculo dever de legar para a posteridade uma grande leva de descendentes para honrar o nome da família.

Masculinismo Wilkeriano – Popularizado por José Wilker, quando interpretou o ícone masculinista Coronel Jesuíno da novela Gabriela, apesar de todo mundo saber que macho que se presta não assiste novela. O típico pater familias é um exemplo de homem linha-dura que não dá o braço a torcer para ninguém, bota a esposa no seu devido lugar – que é o do cumprimento do dever matrimonial – e manda matar os seus desafetos.

O legado do masculinismo wilkeriano é a recolocação do homem no seu merecido lugar que é o de chefe de família e senhor de sua mulher, bem como a reafirmação do seu direito a legítima vingança em defesa da honra.

Masculinismo Magaliano – Ressurgido das cinzas dos anos 70, esta figura representa o autêntico latin lover descompromissado e conquistador. O típico “galinha” e “cachorro” pelo qual as mulheres amam ser enganadas nos traz de volta velhas noções de conquista, e habilidades notoriamente necessárias para a predação sexual como a dança, a camuflagem e a preparação das armadilhas (vulgo “clima romântico”).

Sua herança para o masculinismo é mais prática que teórica, uma vez que encarnou o arquétipo do sedutor latino, romântico e violento.

Conclusão
Agora que você já tem os modelos masculinos nos quais se espelhar e está decidido a deixar de ser um mangina, é só começar a meter a real na mulherada. Se não funcionar, culpe o feminismo.