O Socialista que não É

O que é um socialista, em última instância? Um socialista é uma pessoa que crê que o Estado tem o poder e o dever de organizar a vida em sociedade em praticamente todos os seus aspectos, inclusive os seus pormenores econômicos como a produção e a distribuição de alimentos, roupas, habitações, etc. Qualquer um que recuse esta premissa não é um socialista. O termo “anarco-socialismo”, por exemplo, é uma contradição em termos: se há anarquia não há Estado e se não há Estado não há socialismo.

O fundador teórico do socialismo foi o pensador católico Tomas Morus, que o descreveu em sua obra Utopia, mas o socialismo enquanto prática da vida política já era aplicado em algumas sociedades, como a dos incas. Distintas formas de socialismo surgiriam posteriormente, e a vertente marxista é somente uma delas, embora seu nome tenha virado praticamente sinônimo de socialismo. Quando marxistas afirmam que o nacional-socialismo não é socialista, querem dizer que ele não é marxista, portanto.

Como já foi dito, qualquer um que recuse a premissa de que o Estado tem o poder e o dever de organizar a vida em sociedade não é um socialista. E um dos exemplos notórios de pessoas que não são socialistas mas são comumente descritas como tal é o atual presidente do Uruguai, José Pepe Mujica.

Conhecido pela sua vida simples, Mujica vive em um pequeno sítio com a esposa, dirige um fusca e doa a maior parte do seu salário para a caridade. A modéstia icônica do sujeito poderia servir para um “meme”: o esquerdista coerente. É o tipo de pessoa que faz falta na esquerda política brasileira, certamente, mas há de se fazer uma ressalva com relação a suas posições políticas.

Nota-se, em suas entrevistas, um verdadeiro desdém pelo Estado planificador e pela sanha coletivista, sobretudo a nacionalista. Sobre nacionalismo, perguntado sobre o papel de vilão que os EUA costumam desempenhar no teatro político sul-americano, afirmou com todas as letras que este foi apenas cúmplice “por que a maioria das vezes foram os oligarcas ou militares criollos que abriram as portas aos marines, à CIA e às companhias mineradoras e frutículas”. E continua: “não compartilho a visão de vilão do filme porque com estas classificações nada se resolve. Aliás, seria injusto meter no mesmo saco um líder da estatura de Marin Luther King com um autêntico desastre como George W. Bush.”

Quando lhe perguntaram se reconhecia que o capitalismo havia derrotado a revolução, respondeu:
“faço uma distinção entre o capitalismo selvagem do salve-se quem puder e o liberalismo de tradição humana que postal o fair play como regra básica nas relações econômicas. Direi algo que talvez te surpreenda: a nós uruguaios, o velho liberalismo inglês tratou muito bem.”

Sem radicalismos, afirmou a El País que “O homem tem um lado conservador e um lado de mudança; é parte da condição humana. O homem viverá com esta contradição. O lado conservador, que tem suas razões muito sérias, porque não se pode viver mudando todos os dias, quando se torna crônico e demasiado fechado, deixa de ser conservador e se torna reacionário. O lado de esquerda, quando é tremendamente radical, se torna infantil.”

Afirma que “Há duas forças que estão na cabeça humana, o egoísmo e a solidariedade. A afirmação do indivíduo e a afirmação do coletivo. Só a cultura pode fazer primar a solidariedade.” Moderado, afirma que “não fizemos nenhum governo revolucionário nos últimos anos”.

Em entrevista à BBC, afirmou que: “[…] a revolução liberal e os valores que trouxe não podem ser jogados no lixo nem podem ser um recurso de ocasião. Haverá uma humanidade melhor a partir de afirmar e respeitar isso.”

Sobre a economia, sua visão parece muito mais próxima dos social-democratas: “A grande diferença da esquerda para a direita é que a esquerda entende que há que forçar a repartição na sociedade e basicamente todos os homens tem direito a uma vida digna. Mas por outro lado há que desenvolver as forças produtivas e não se pode repartir o que não se tem”.

Pepe Mujica é indubitavelmente de esquerda. Mas, pelo que até agora se percebe, não é socialista. É um esquerdista pragmático. No máximo, um social-democrata e no mínimo um social-liberal. Sorte dos uruguaios que, enquanto não caírem sob a loucura socialista como venezuelanos e argentinos, continuarão gozando de uma sociedade de paz, justiça e liberdade.


Referências:

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Autor: Renan Felipe dos Santos

Indie Game Localizer.

12 comentários em “O Socialista que não É”

    1. Exato Daniel, é lobo em pele de cordeiro, uma vez terrorista, sempre terrorista.

      Aborto, desarmamento e a maconha estatal?! se isso não é socialismo, não sei o que é?

      Esse individuo sempre esta nas reuniões do foro de São Paulo, estava naquele encontro de marxista (Cristina Kirchner, Evo Morales, Dilma Roussef e cia) para reconhecer o neo ditador da venezuela Nicolas “Podre”.

      1. Aos Sr.s Daniel Pereira e Guilherme Frederico:
        “Aborto, desarmamento e a maconha estatal?! se isso não é socialismo, não sei o que é?”
        – Na minha opinião, uma alternativa extremamente ANTI-demagoga à problemática inerente a esses temas. [Btw, se tu for considerar demagogia por “A Política”, como corrupção da democracia, eu diria que esconder-se por trás de conceitos morais do século I e ignorar quaisquer outros fatores – seja a revolução científica seja séculos de diferença de pensamentos – é a demagogia em sua mais perfeita forma. Conduzir uma massa a pensar tais questões citadas de forma maniqueísta e ignorante não é exatamente o contrário do que o Mujica está fazendo? Enfim…]

        Mas, na real? Foda-se a minha opinião, assim como foda-se a tua. Para falarmos (principalmente de forma depreciativa) sobre alguém, temos que ter argumentos sólidos. Então, deixemos de achismos e pecuinhas infantis e partamos para estes:
        1º – Desde quando questões concernentes a liberdade individual, conservadorismo nos costumes definem direita ou esquerda? Capitalismo ou socialismo? Não posso nem chamar de falácia pq isso é ignorância mesmo.
        .:. Maconha estatal – O consumo controlado pelo estado, com regulamentação, medidas sanitárias cabíveis, é realmente um absurdo. Certo mesmo é deixar que o tráfico (o que poderia ser comércio) aconteça e ficar nessa tentativa frustrada ad aeternum de controlá-lo, alimentando a corrupção, violência, injustiças. A maconha é um problema, mas certamente o desdém com que a sociedade trata esse tema é algo ainda pior. Fingir que um problema não existe não vai fazê-lo desaparecer, mas entendo que a moral judaico-cristã de alguns que se dizem liberais seja um impedimento para a discussão do tema. Apontar medidas alternativas que efetivamente amenizem os traumas que essa situação acarreta é algo perigoso, uma vez que se fará necessário repensar pontos de vista, enxergar novas questões, enfim, modernizar-se, informar-se, reformular dogmas entranhados no pensamento conservador retrógrado. Aliás, o resgate e apreciação de valores tradicionais, que parte da direita se fundamenta, é algo completamente diferente de interferência na soberania sobre si.
        .:. Aborto – Quando o Uruguai optou pela legalização do aborto, também foi estabelecido que a mulher que decidiu por abortar seja assistida por uma equipe de profissionais como psicólogos, ginecologistas e assistentes sociais. Após essa primeira etapa é dado de cinco dias para a chamada “fase de reflexão”, antes de se concluir o procedimento. São diversos os motivos que fazem com que uma mulher opte por passar por esse procedimento que é sempre traumático para ela, mas uma coisa é certa: Se ela optou pela realização do procedimento, é porque essa criança, naquele momento, não é desejada. Independente de qualquer coisa, essa mãe que deseja abortar não tem estrutura psicológica para cuidar dessa criança indesejada de maneira apropriada. Muitas vezes essa mãe não tem alguma estrutura at all, seja essa psicológica, econômica, socio-cultural, sanitária,infra-estrutural. E são em casos como estes que é preferível que a mãe opte por não ter a criança, por quais motivos que sejam, a parir uma criança que será completamente desassistida de saúde, carinho, amor, educação.
        A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NÃO É A SOLUÇÃO, mas uma medida paliativa que visa além de tudo diminuir a miséria, criminalidade, abuso infantil, abandono.
        A solução seria investir em planejamento familiar, em educação, ampliar o acesso à informação. É bem sabido que mudanças nessas esferas não acontecem do dia para noite, em contrapartida, não é justo nem inteligente que deixe-se as crianças que nasçam nesse meio tempo, no qual as medidas são implementadas, sofram com maus-tratos e tudo mais que se tenta erradicar enquanto isso.
        PS: No Art. 3º da CFB está:
        IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
        Mas também:
        III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
        Ora, sem planejamento familiar, informação, educação de qualidade, ou seja, enquanto houver crianças indesejadas nascendo a torto e a direito, abandonadas em ambientes completamente insalubres quanto a conceitos de ética e moral pelo menos, haverá crianças marginalizadas sim, que se tornarão adultos quase esquizofrênicos, completamente alheios a realidade, amorais, não necessariamente maus, mas que sem dúvidas trarão inúmeros malefícios a sociedade em geral. E isso é cíclico e exponencial. Para se “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais” tem de haver uma política que consiga de alguma maneira controlar que essas crianças indesejadas e marginalizadas desde a concepção nasçam. Para não ficarmos na DEMAGOGIA do “devemos fazer isso e aquilo” “bla bla bla é necessário o planejamento familiar, educação bla bla bla” tomou-se uma decisão que prepara o terreno e ameniza questões sociais para que tais medidas sejam possíveis de serem implementadas.

        .:. Desarmamento – Mais uma vez.
        Vejo que alguns indivíduos que se auto-intitulam “de direita” andam confundindo o conceito de socialismo com algo que é apenas um modo natural de enxergar as mudanças que acontecem no mundo. A não estagnação do pensamento. A receptividade à novas informações. A visão desmistificada de inovações científicas e tecnológicas. O ponderar quando algo que foge ao padrão é apresentado como solução para determinada temática. Essa “nova” corrente de pensamento, essa nova tendência, se chama BOM-SENSO.
        Seguindo essa linha de raciocínio, não ha nenhuma proibição quanto a posse de armas, mas sim uma campanha estruturada. “O programa de desarmamento cria incentivos, brindando os cidadãos que devolverem armas de fogo. ‘O cidadão que entregar uma arma recebe outra: uma arma para a vida. Pode ser uma arma de conhecimento, a ceibalita, ou uma para a saúde e exercício, a bicicleta’.
        Além da troca, o ministério irá enviar ao Parlamento uruguaio uma nova legislação sobre armas para FACILITAR A LEGALIZAÇÃO DE CIDADÃOS QUE POSSUEM ARMAS IRREGULARES.

        Por fim: Leia e se informe mais antes de maldizer algo ou alguém. Saia da ignorância. (Até pq, além de tudo, é mto deselegante) 😉

  1. Parei de ler a Sra. Priscila, quando fez uso de palavrões. Pra mim é falta de educação, de argumentos e se assemelha por demais, com o discurso batido da esquerda.
    Esta página esta mais para ‘esquerdas já”.

    1. “Mas, na real? Foda-se a minha opinião, assim como foda-se a tua.”

      Ok, realmente, fiz uso palavrões para externar irresignação. Por isso, minhas sinceras desculpas se ofendi tanto a ponto de não conseguirem levantar qualquer tese para refutar os argumentos que mencionei.

      Redigirei de novo o texto, sem uso de palavras ofensivas, e os senhores, por favor, argumentem. Porque é muito fácil discordar por discordar, com argumetos do tipo “Ela é esquerdista” “Ela não sabe o que diz”, é muito vago e pobre.

      Articulem com alguma fundamentação, contextualizem, ao menos leiam o que escrevi e, caso consigam fomentar seus argumentos ultra-conservadores e adaptá-los a realidade, o façam.

      “Aborto, desarmamento e a maconha estatal?! se isso não é socialismo, não sei o que é?”
      – Na minha opinião, uma alternativa extremamente ANTI-demagoga à problemática inerente a esses temas. Considerando demagogia por “A Política”, como corrupção da democracia, eu diria que esconder-se por trás de conceitos morais do século I e ignorar quaisquer outros fatores – seja a revolução científica seja séculos de diferença de pensamentos – é a demagogia em sua mais perfeita forma. Conduzir uma massa a pensar tais questões citadas de forma maniqueísta e ignorante não é exatamente o contrário do que o Mujica está fazendo?

      Para falarmos (principalmente de forma depreciativa) sobre alguém temos que ter argumentos sólidos. Então, deixemos de achismos e pecuinhas infantis e partamos para estes:
      1º – Desde quando questões concernentes a liberdade individual, conservadorismo nos costumes definem direita ou esquerda? Capitalismo ou socialismo? Não posso nem chamar de falácia pq isso é ignorância mesmo.

      .:. Maconha estatal – O consumo controlado pelo estado, com regulamentação, medidas sanitárias cabíveis, é realmente um absurdo. Certo mesmo é deixar que o tráfico (o que poderia ser comércio) aconteça e ficar nessa tentativa frustrada ad aeternum de controlá-lo, alimentando a corrupção, violência, injustiças. A maconha é um problema, mas certamente o desdém com que a sociedade trata esse tema é algo ainda pior. Fingir que um problema não existe não vai fazê-lo desaparecer, mas entendo que a moral judaico-cristã de alguns que se dizem liberais seja um impedimento para a discussão do tema. Apontar medidas alternativas que efetivamente amenizem os traumas que essa situação acarreta é algo perigoso, uma vez que se fará necessário repensar pontos de vista, enxergar novas questões, enfim, modernizar-se, informar-se, reformular dogmas entranhados no pensamento conservador retrógrado. Aliás, o resgate e apreciação de valores tradicionais, que parte da direita se fundamenta, é algo completamente diferente de interferência na soberania sobre si.

      .:. Aborto – Quando o Uruguai optou pela legalização do aborto, também foi estabelecido que a mulher que decidiu por abortar seja assistida por uma equipe de profissionais como psicólogos, ginecologistas e assistentes sociais. Após essa primeira etapa é dado um prazo de cinco dias para a chamada “fase de reflexão” antes de se concluir o procedimento. São diversos os motivos que fazem com que uma mulher opte por passar por esse procedimento que é sempre traumático para ela, mas uma coisa é certa: Se ela optou pela realização do procedimento, é porque aquela criança, naquele determinado momento, não era desejada. Independente de qualquer coisa, essa mãe que deseja abortar não tem estrutura psicológica para cuidar dessa criança indesejada de maneira apropriada. Muitas vezes essa mãe não tem alguma estrutura at all, seja essa psicológica, econômica, socio-cultural, sanitária,infra-estrutural… E são em casos como estes que é preferível que a mãe opte por não ter a criança, por quaisquer motivos que ela acredite que revelam que naquele momento o mais correto é a opção pelo aborto, a parir uma criança que será completamente desassistida de saúde, carinho, amor, educação.
      A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NÃO É A SOLUÇÃO, mas uma medida paliativa que visa além de tudo diminuir a miséria, criminalidade, abuso infantil, abandono.
      A solução seria investir em planejamento familiar, em educação, ampliar o acesso à informação. É bem sabido que mudanças nessas esferas não acontecem do dia para noite, em contrapartida, não é justo nem inteligente que se deixe as crianças que nascerem nesse meio tempo no qual as medidas são implementadas sofrendo maus-tratos e tudo mais que se tenta erradicar enquanto isso.
      PS: No Art. 3º da CFB está:
      IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
      Mas também:
      III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
      Ora, sem planejamento familiar, informação, educação de qualidade, ou seja, enquanto houver crianças indesejadas nascendo a torto e a direito, abandonadas em ambientes completamente insalubres quanto a conceitos de ética e moral pelo menos, haverá crianças marginalizadas sim, que se tornarão adultos quase esquizofrênicos, completamente alheios a realidade, amorais, não necessariamente maus, mas que sem dúvidas trarão inúmeros malefícios a sociedade em geral. E isso é cíclico e exponencial. Para se “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais” tem de haver uma política que consiga de alguma maneira controlar a dimensão populacional dessas crianças indesejadas e marginalizadas desde a concepção. Para não ficarmos na DEMAGOGIA do “devemos fazer isso e aquilo” “bla bla bla é necessário o planejamento familiar, educação bla bla bla” tomou-se uma decisão que prepara o terreno e ameniza questões sociais para que tais medidas sejam passíveis de serem implementadas.

      .:. Desarmamento – Mais uma vez.
      Vejo que alguns indivíduos que se auto-intitulam “de direita” andam confundindo o conceito de socialismo com algo que é apenas um modo natural de enxergar as mudanças que acontecem no mundo. A não estagnação do pensamento. A receptividade à novas informações. A visão desmistificada de inovações científicas e tecnológicas. O ponderar quando algo que foge ao padrão é apresentado como solução para determinada temática. Essa “nova” corrente de pensamento, essa nova tendência, se chama na verdade BOM-SENSO.
      Seguindo essa linha de raciocínio, não ha nenhuma proibição quanto a posse de armas, mas sim uma campanha estruturada. “O programa de desarmamento cria incentivos, brindando os cidadãos que devolverem armas de fogo. ‘O cidadão que entregar uma arma recebe outra: uma arma para a vida. Pode ser uma arma de conhecimento, a ceibalita, ou uma para a saúde e exercício, a bicicleta’.
      Além da troca, o ministério irá enviar ao Parlamento uruguaio uma nova legislação sobre armas para FACILITAR A LEGALIZAÇÃO DE CIDADÃOS QUE POSSUEM ARMAS IRREGULARES.

    2. ” Parei de ler a Sra. Priscila, quando fez uso de palavrões. Pra mim é falta de educação, de argumentos e se assemelha por demais, com o discurso batido da esquerda. ”

      Já que veio com “ad hominem” (e provavelmente nem leu direito, como todo comunistalha frente aos artigos liberais e centristas)…

      Acabou de carimbar com ferro quente tua pele com a seguinte frase: “HIPÓCRITA”.
      Até porque Olavo de Carvalho, que muito provavelmente seja teu guru, usa e abusa de palavrões!

  2. O único comentário que se aproveita é o da Priscila. O resto é a reacionária de sempre, moralista e hipócrita de sempre. Os conservadores sequestraram o liberalismo e, como disse Ayn Rand, com suas bizarrices fazem a irracionalidade socialista parecer racional. Aliás, conservadores e socialistas são muito parecidos, em muitos aspectos, sobretudo no fanatismo.Se nós conseguíssemos que o espectro político tivesse como extremos, à esquerda, a social-democracia e, à direita, ao liberalismo não conservador, acho que a humanidade teria enfim alguma paz de espírito. Enquanto estivermos aí no fla-flu entre socialistas e conservadores o futuro permanecerá no mínimo tempestuoso.

    1. O conservadorismo de valores, morais e costumes nos dias atuais é uma proposta absolutamente descabida. Concordar com uma posição conservadora no que se refere a economia e organização política, por mais que considere complicado e inefetivo, ainda vá lá, a proposta ainda consegue fazer algum sentido, mas pregar o conservadorismo da MORAL? Ética? Costumes? Isso é retroagir!

      Tudo que se conquistou em relação a liberdades individuais, progresso científico – é abdicar disso tudo e voltar para a ignorância. Por isso escrevi tanto e por isso estou aqui novamente. Enxergar que pessoas se quer consigam pensam dessa forma é absurdo e triste.

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