Bravos Militares

POR RODRIGO VIANA

Como ainda há quem ousa falar de nossos militares do passado? Esbravejar contra seus governos, suas ações e gerência em toda a sociedade? Decerto são pessoas de valores dúbios, contra a família, de gente a favor de terroristas e do socialismo.

Quem em sã consciência estaria contra grandes obras de suma importância? Diga-se de passagem, promovidas por políticas estatistas que faria inveja ao estado soviético (até o Lula elogiou tais empreitadas). Ora, o que poderia dar de errado numa centralização econômica? Vejam as hidrelétricas, seus abastecimentos de energia e como funcionam bem. É verdade que quando elas param, metade do país fica sem eletricidade, tendo até que recorrer a racionamentos. Mas e daí? Não são elas belas e úteis?

Quem disse que não havia questões políticas sendo elaboradas e debatidas no país? Só porque um golpe de estado destruiu o corpo democrático? Vamos ser sinceros, era uma democracia rudimentar que foi restaurada após uma outra ditadura. Não me parece tão necessária e importante assim.

Se há algo que existia, era liberdade. Que grande liberdade tinha os brasileiros! Podia-se andar nas ruas com suas famílias, trabalhar, comprar seus produtos e ver seu futebol sem ser incomodado. Bem, através de decretos foi criado um estado policial que tornava cidadãos em inimigos em potencial. Mas veja bem, eram leis que tinham que ser colocadas em prática. Dado que grande parte dos brasileiros eram cidadãos de bem, gente que seguia as leis, não teria do porque se preocupar.

A economia do país estava de vento a popa! O país crescia e muito e havia muitos tratados comerciais sendo executados. Como, por exemplo, os tratados comerciais feitos com países socialistas africanos. Sim, eu entendo que estes países foram tomados por esquerdistas genocidas. Genocidas estes com ideias semelhantes aos grupos de esquerda ligados ao terrorismo no Brasil, do qual os militares da época se propuseram a exterminar em solo tupiniquim. Mas gente, pensa no dinheiro que trouxe ao país!

O país saltou de posições amargas para uma das principais economias do mundo! O globo começou a prestar atenção em nós. Quem pode negar tal crescimento durante a década de 70? Claro que foi um crescimento criado artificialmente pelo estado, através de gastos gigantescos e resultando em uma dívida colossal. Como resultado, houve a década de 80 perdida por uma estagnação criada por tais políticas? Bom, há de concordar que houve. A inflação subiu para níveis catastróficos? Subiu. O estado jogou, criminosamente, a conta nos bolsos dos brasileiros através de controle de preços e inflacionando a moeda em suas impressoras oficiais? Sim, sim. Os mais prejudicados foram os pobres, tendo diminuído o nível de riqueza dos cidadãos e ajudando a criar ainda mais pobreza? Err… gente, quem não se orgulha das grandes estatais? Orgulho nacional, certo?

Tempos bons aqueles. A ordem e o progresso juntos… Lema emblemático do pensamento positivista abraçado pelo exército. Um pensamento autoritário? Ninguém nega, mas ainda sim bons tempos.
Também reconheço que, por causa desse pensamento, certos grupos militares se levantaram por uma ditadura. Mas era uma ditadura para a defesa da democracia! Assim como foi necessário um levante golpista, tendo apoio do autoritário Carlos Lacerda, contra o perigoso governo de Kubitschek (golpe este que infelizmente não deu certo), também foi necessário um golpe contra Jango. De fato, Jango não era comunista mas como se daria seu governo, não é mesmo? Liberdade demais é perigoso.

A vida política existia sim. E funcionava!
Mesmo que o governo militar tenha destruído a pluralidade política, perseguido políticos com carreira feita e abolindo partidos, o povo estava bem representado. Tinha-se partidos para representar o povo, como não? Dois partidos apenas para suportar diferenças políticas e ideológicas enormes mas ninguém pode dizer de que não havia partidos.

Antigos generais, como não se emocionar ao lembrar de seus feitos? Realmente burocratas sentados em seus gabinetes não tem como ter o conhecimento disperso na sociedade, para saber o que é realmente viável ou não. Como a faraônica Transamazônica, um verdadeiro desperdício econômico insustentável. Sabe lá Deus se meus netos verão essa rodovia funcionando de verdade. Mas mesmo assim não deixa de ser emocionante tal obra.

Ainda precisa agradecer a esses competentes senhores pelo legado anti-livre mercado que eles mesmos ajudaram a propagar na sociedade. Conceitos vazios como “entreguismo”, algo totalmente refutado pela teoria econômica, continua bem vivo na nossa mente em em todas as esferas políticas. Não é pouca coisa.

Chamar a Contra Revolução de 64 de ditadura é de um exagero sem tamanho. Soa melhor chamá-la de “ditabranda”. Vejam o Chile. Pinochet matou muito mais pessoas que os governos militares brasileiros. E o nacional-socialista Hitler que dizimou a população judaica? Stalin, gente. Stalin e seus estadistas comunistas bateram recordes de assassinatos na história humana!
E tem gente que compara os cemitérios clandestinos criados pelos governos dos militares com o holocausto e as gulags. O que é isso?! Os nacional-socialistas e os comunistas exterminaram infinitamente mais pessoas. Moralmente, essas ações do governo militar está no mesmo nível dos governos desses loucos. Mas matou menos, vai?

Além disso é preciso salientar o ótimo trabalho referente a educação. Época fascinante onde as escolas ensinavam coisas boas de verdade. Com métodos de engenharia social, estes homens do poder impunham nobres valores como o famoso lema autoritário “ame-o ou deixe-o”. Doutrinações do bem através da importante matéria escolar Educação Moral e Cívica. Verdadeiro orgulho nacional.

Saía-se nas ruas sem problemas, não tinha esse pavor de assaltos e mortes como há em nossos dias. Sentíamos seguros! Embora a criminalidade crescesse de modo imperceptível, como o caso pouco comentado do início das operações do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Essa facção criminosa nasceu debaixo dos “narizes” militares no poder? Nasceu. A criminalidade teve um aumento considerável durante o empobrecimento social nos anos 80, referente às políticas econômicas estatistas/ intervencionistas adotadas nos anos 70? Sim, teve. Mas daí já não era problema desses militares, e sim, dos governos democráticos que sucederam no poder e não souberam atuar na Segurança Pública. É importante salientar isso.

Homens inteligentes e cultos. Atuaram de modo enfático contra o comunismo. Mesmo sem ter noção de que a esquerda adotara outros métodos de propagação para suas ideias, com a qual estamos absorvidos hoje. Mas fora tudo isso, foram totalmente competentes.

A iniciativa privada nunca florescera tanto. Multinacionais viam no país grandes chances de um mercado promissor. Claro que as empresas teriam que se virar através de um crescimento burocrático absurdo. As empresas nacionais sofriam para conseguirem seus lugares ao sol de tanto carimbo em documentos. Porém a liberdade de empreender existia, não existia? Gente, compara com Cuba, Coreia do Norte e ex-Alemanha Oriental pra ter uma ideia.

O que dizer do protecionismo nacionalista em amparo às nossas indústrias? Políticas sensatas para a defesa de nossa economia! Sim, foi se mostrando desastroso pouco a pouco como a Lei da Informática, que era uma resposta para a defesa de nossa soberania. Claro que quando se começou a abrir timidamente o mercado, gigantes da tecnologia quase acabou com certos mercados já existente. Empresas tradicionais que serviam o consumo interno, boa parte com produtos de qualidade “pré-histórica”, foram perdendo terreno (ou falindo) por causa de empresas estrangeiras. Empresas que ofereciam serviços e produtos de qualidade, com aceitação superior no mercado. Com essa invasão, o nosso orgulho por empresas nacionais já não era a mesma coisa. O que esses estrangeiros tem de melhor? Quem liga pra produtos com preços mais baratos e de qualidade superior feitos lá fora?

A cultura era muito valorizada e, claro, sua liberdade de criação também. Ou vai me dizer que as liberdade civis foram tiradas da população através de censura? Que pessoa de respeito foi censurada? Não conheço.
Realmente houve pequenos deslizes no governo mas nada que fosse de grande importância. Pouca coisa mesmo. Claro que centrais de jornalismo eram constantemente vigiadas. Com certeza houve pessoas da imprensa sendo levadas para as delegacias. Mas e daí? Cantores e bandas tiveram faixas de músicas riscadas literalmente em seus álbuns. Ou quando não, músicas proibidas de serem gravadas. Como também escritores proibidos de lançarem seu livros. Até houve teatros sendo invadidos por policiais, proibindo peças de serem encenadas. E manifestações públicas sendo finalizadas por uma ou outra repressão. Mas cá entre nós, eram ações necessárias.

Vamos confessar uma coisa, o poder estava sendo exercido de modo comedido. Há muita gritaria em torno disso. Claro que o estado, sob o comando dos militares, estava com poder centralizado, quase que sem limites. Mas foi para uma boa causa. Não conheço nenhum pai de família que fora torturado ou assassinado. Se bem que, por utilizar de justiçamentos e de condenações arbitrárias e clandestinas, não dava pra saber de fato quem era ou não inocente. Afinal, muitas dessas pessoas tiveram seus direitos espoliados e não foram levadas a um tribunal para serem julgadas justamente. Sistema este utilizado em qualquer nação civilizada.
Sejamos realistas. Se os terroristas, os bandidos, os assassinos e todo esse tipo de gente imoral utilizava de métodos semelhantes, porque os militares, estando no poder, não poderiam utilizar? A lei deve ser una para todos, mas há exceções, poxa.

Que a ditadura dos militares seja sempre lembrada. Bravos militares!

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13 comentários em “Bravos Militares”

  1. Pingback: Temp | Annotary
  2. Quase pensava que era esquerdasja. Verdadeiramente o autor do texto viveu em outro país, ou como vi em sua idade, não tem vivência nem maturidade para descrever o período, baseando-se em leituras ou relatos de terceiros.

    Contudo é verdade do caráter socialista da economia neste período, e dos desatinos administrativos em algumas feições, mas triste de nós, se os vermelhos tivessem chegado ao poder naqueles irresponsáveis anos 60 e 70. Até hoje, a maior parte da malha viária do país é oriunda dos militares, bem como da nergia elétrica e aeroportos.

    Pecados todos temos, mas deixemos em paz os generais que governaram este aglomerado humano chamado Brasil, em que alguns teimam em chamar de nação, pois viveram e morreram com o dinheiro de seus soldos e aposentadorias, bem ao contrário dos civis que os sucederam.

    Menos jovem missivista, bem menos.

    Conheça a realidade estrutural do Brasil antes e depois de 64.

    Só uma dica: De Natal a João Pessoa, a estrada era de barro até 1967.

    1. Paulo Oliveira
      O início do seu comentário já mostra que você, pra defender tal questão, utiliza de meios desesperados pra atacar a posição alheia. Quer porque quer desqualificar o autor de algum modo pra declarar vitória. Baseia-se num ad hominem contra a minha pessoa e não as ideias expostas. Idade? Maturidade? Leituras de terceiros? Enfim…

      Claro que os militares fizeram muitas coisas para esse país através de suas políticas públicas. Até hoje existem obras desse tempo sendo usadas. Mas a que preço? Baseado numa teoria econômica torpe, deixaram milhares de pessoas vivendo longe das benesses que uma economia próspera poderia oferecer.
      Através de toda esse “progresso”, a inflação da década de 80 acabava com os salários dos trabalhadores. Todo mês vindo reajustes insolúveis, claro, consequência natural do processo inflacionário. Poder aquisitivo sempre decaindo. Os ricos ficando menos ricos e os pobres ficando miseráveis. Um capitalismo selvagem, como é todo o capitalismo onde seus mercados não estejam livres.
      O Banco Central já não sabia mais o que fazer de tanto plano monetário que inventava.

      Lembro das pessoas comprando aparelhos simples como um videocassete, máquina de lavar ou TV através de consórcios. Que empresa faz consórcio hoje em dia para vender uma torradeira que seja?
      Ou então das filas quilométricas de carros estacionados, dando volta em quarteirões, esperando chegar sua hora na bomba de gasolina para encher o tanque. Afinal, no dia anterior o preço aumentaria absurdamente. Carro é bondade em dizer, carroças seria o termo correto (parafraseando um certo presidente). Sem adentrar na questão do mercado de telefonia, isso seria piada para a geração acostumada a I-Phones.
      Bom, mas eu não tenho idade nem vivência pra descrever tais acontecimentos…

      O grande progresso dos militares foi ter saído do poder e, sabiamente, os governos posteriores terem privatizados muitas das empresas. Privatizações, aliás, feitas de modo torpe através do intervencionismo costumeiro.
      Um dos maiores legados dos militares foi mostrar pro país que o estatismo (não esquecer do autoritarismo) não funciona. Por exemplo, que fim deu Telebrás? As centenas de rodovias que hoje estão entregues, via concessão (uma mal menor), para a iniciativa privada?

      Deixar em paz os militares? Como assim tentar esconder da memória do país um dos períodos mais conturbados da nossa história? Não, eu quero saber sim o que aconteceu com milhares de pessoas assassinadas e jogadas em “cemitérios”. Por isso a Comissão da Verdade é importante em existir mas não essa feita pela esquerda. Baseada num revanchismo onde apenas um lado fala. Não, eu quero ver os podres cometidos tanto pelos terroristas civis quanto os do estado. O Brasil merece isso.

      Mas confesso que um discurso desse tipo cause espanto mesmo já que ele não se enquadra no que diz a Direita tradicional e a Esquerda. Não apenas esse mas qualquer pronunciamento feito por um libertário.
      Tudo bem se você defende ditaduras, seja de que tipo ache melhor. Eu suporto conviver com pessoas assim. Porém eu defendo a liberdade.
      Mas antes que pense que tal coisa seja apenas uma briga ideológica, tais considerações tem muito se baseado no que historiadores revisionistas tem se manisfestado: de que o golpe e a ditadura não foi “para o povo e pro povo” mas aos próprios militares, já que eles tinham planos próprios. Ué, então a Direita serviu apenas como “laranja” pro plano dos milicos? Xiii…
      Seria de muita ingenuidade acreditar que os milicos tomaram o poder pra defender a democracia, já que eles saíram de lá após 20 anos e através de muito esforço.
      Como não se lembrar do golpista Carlos Lacerda, ao criar sua “choradeira” chamada Frente Ampla?

      Mas enfim, são apenas palavras de um jovem missivista mas que vem ganhando força através certos grupos, com base em vários estudiosos.

      Até a próxima.

      1. Meu caro missivista, também poderia fazer uso de uma retórica mais rebuscada para explicitar meu ponto de vista sobre o seu texto, contudo prefiro ser objetivo nas colocações. Não sou a favor de ditaduras, acredito piamente na democracia e seus efeitos, mas não posso concordar com as suas alegações sobre os governos militares, pois, como disse anteriormente, estão carregadas de falta de um conhecimento aprofundado da realidade brasileira pré-64. Penso que apontar os fracassos na economia da forma simplista como foi exposto, é errado, afinal este país era um grande curral, aonde estávamos passando pela 2ª fase da nossa revolução industrial, com 150 anos de atraso, além do mais, não conheço país pobre e atrasado que tenha conseguido o nível de industrialização e infraestrutura parecidos ou próximos ao Brasil daquele período, que não tenha vindo a reboque um elevado endividamento.
        Concordo 100% com a alegação da forma capitalista de mercado fechado que nos foi implementado, contudo a idéia original era termos uma indústria forte e competitiva, mas que foi perdida pela inocência com relação ao empresariado brasileiro, que nunca foi afeito a trabalho e empreendedorismo, e via na forma econômica o seu salva-guardas. Quanto a eu defender que deixem em paz os finados presidentes, é por que existe uma lei da anistia, que está sendo forçada pelos marginais de ontem, a ser desrespeitada. Crimes foram cometidos de ambos os lados e tortura em prisões, até hoje é prática corriqueira do aparato policial, logo não é uma exclusividade dos sanguinários militares.

        Na boa, se passasem fogo nos traficantes e políticos corruptos deste país, acho que você não ficaria triste, eu pelo menos não, de forma que era este mesmo sentimento que tinhamos no período em relação aos terroristas e mequetrefes vermelhos financiados pela URSS e Cuba.

        Um abraço.

      2. Você não é a favor de ditaduras mas… teve que existir tal golpe, certo? Ou seja, a favor de democracia enquanto o sol brilhar mas na tempestade, o velho e “funcional” autoritarismo. Exagerei? No meu dicionário o nome disso é “relativismo moral”.
        E ainda bem que nem todos anti-comunistas, como o extinto Partido Libertador, eram golpistas e anti-democráticos. Um partido que, mesmo ao lado da UDN, possuía feições bem distintas desse último. Fico feliz em saber que naquela época existia oposição até mesmo entre uma aliança momentânea. Verdadeiros defensores da liberdade, tão desconhecidos nesse país.

        Eu não entendi o da “falta de um conhecimento aprofundado da realidade brasileira pré-64” já que o texto foca principalmente na era dos militares. As únicas questões que comento da época pré-golpe diz em relação a democracia deixada pela ditadura de Vargas e sobre os devaneios de Lacerda contra Kubitschek. Por acaso é novidade isso?

        Mas eu acho que você não entendeu o texto corretamente. Ele não foi escrito como um tratado, apenas como comentários de fatos (que até agora nada foi refutado por ti) que realmente aconteceram na época. Até porque o fato de algo ser simples não configura como equívoco.
        Pra falar a verdade nem tenho pretensão em apontar, de modo profundo, os fracassos de tal período dado tanto de documentos já lançados sobre isso. Mas se você não conhece países com um desenvolvimento real que estavam no nível semelhante ao do Brasil, sugiro então dar uma pesquisada na história econômica dos Tigres Asiáticos.

        Eu sei que a intenção dos militares era de propor uma zona industrial fortíssima no país. Porém baseando-se numa visão estúpida e infrutífera que é o nacionalismo, impregnou esse pensamento absurdo até mesmo nas políticas econômicas. Pra isso, despediu gente como Roberto Campos, adotando um discurso de “contrário ao entreguismo”, com respaldo tanto pelas elites conservadoras, nacionalistas e comunistas. Até Pinochet, com seu regime ainda mais desumano, entendeu o recado nestas questões.

        Como disse, as cicatrizes estão aí e merecem sim ser reabertas. Por isso sou totalmente favorável a uma “Comissão da Verdade Verdadeira”.A constituição possui inúmeras leis e mesmo assim, moralmente, as renego tanto quanto essa Lei da Anistia. Um papel assinado não possui valor por si só.

        E se metessem fogo em traficantes, de forma arbitrária, e em políticos corruptos eu ficaria triste sim. O estado é uma instituição imoral por sua própria natureza. Ele deve ser a última instituição a dizer quem vive ou quem deixa de viver, independente do crime. O estado moderno deve ter por princípio defender a vida e não usurpá-la.

        Acho que é isso. Até.

  3. Temos que ter cuidado senão os socialistas vêm aqui no site e acham que esse texto é uma crítica positiva aos ditadores militares. Depois, imprimem e colam nos murais das universidades públicas acusando a Direita de ser à favor de ditaduras. Eu acredito que eles são tão burrinhos a ponto de fazerem isso. ashuashuashuashua

    1. Bruno
      Acredito que toda a oposição contrária ao esquerdismo não deve (ou pelo menos não deveria) ficar quieta em suas propagações de ideias. Independente da conotação. Que a esquerda pode utilizar de fraudes para fazer-se ouvidos entre a população, disso eu não tenho dúvida. O marxismo nasceu deste modo entre os seus propagandistas. São riscos que devemos correr, é a vida.

      Mas sobre a Direita não ser a favor de ditaduras, eu não teria tanta certeza disso. Pelo menos do caso do cenário brasileiro. São pouquíssimos direitistas brasileiros contrários ao fiasco de 64. Mas pra dizer que não estou puxando saco do outro lado, grande parte dos socialistas também defendem ditaduras (o que não quer dizer que um justifica o outro). Vide o caso da Yoani no Brasil, onde surgiu autoritários de todo o tipo para defender um autoritarismo inútil.

      São poucos os grupos que apoiam a liberdade nesse país. Uma minoria está na “direita pró-liberdade”, grupo quase que inaudível, e a grande maioria entre os libertários.

      Abraços.

  4. Rodrigo: como os libertários teriam resolvido a situação à época (do contexto de 64)?, partindo do pressuposto de que:
    – o presidente do Executivo, chefe máximo de todas as forças armadas nacionais planejava, de fato, implantar uma ditadura comunista no país — ou, ao menos, facilitar sua instauração;
    – tal concentração de poder tornava inútil qualquer tentativa de se apelar para as instituições democráticas em busca de paz e estabilidade;
    – havia pessoas com treinamento militar, adquirido em países sob jugo comunista, dispostas a e com a intenção de matar — matar — outras pessoas que não comungassem do mesmo pensamento totalitário, em especial aquelas declaradas “burguesas”, “reacionárias” ou “de direita”;
    – imaginar um sistema de organização social, seja de direita, de esquerda, libertário, não transforma a natureza do Homem; em outras palavras, dizer que “tudo ficaria bem ‘se’ não existissem os comunistas, ou reacionários; teríamos liberdade, a economia cresceria etc.” não muda o fato de que EXISTEM — e existiram, à época — pessoas dispostas a tirar sua — e dos seus amigos, familiares, conhecidos etc. — vida por uma razão qualquer e um direito auto-concedido. Tentar advogar sua liberdade apresentando estudos, argumentos e sarcasmo contra sujeitos armados e dispostos a te mandar para uma vala coletiva é inútil.

    Gostaria que você respondesse ao meu questionamento: o que os libertários teriam feito à época?

    1. EduardoSA

      Antes preciso dizer que, diferente de um conservador, um libertário acredita que a liberdade é a mãe da ordem. Isso é importante saber porque dá a entender a natureza de onde se vem as políticas liberais.

      Dizer que o presidente da época queria implantar uma ditadura comunista é exagero. Jango não era comunista, mas um típico populista latino. O que não quer dizer que não havia um receio de seu governo por ele andar próximo de comunistas. Mas dizer que ele entregaria o país aos comunistas é apenas raciocínio especulativo.

      A “concentração de poder” não me parece estar nesse nível dito por ti. A concentração de poder existiu de fato quando os militares entraram no poder. Bem ou mal, ainda havia os corpos democráticos e a divisão do poder no período Jango. Claro que esses mecanismos não garantem nada, a democracia é um instrumento dos mais falhos. Mas ainda assim é um empecilho pra criação de uma ditadura “moderada”.

      Sobre a os comunistas terem tido financiamento internacional para fomentar uma tomada de poder, concordo inteiramente contigo. Estávamos na época da Guerra Fria e o perigo comunista era uma realidade.

      De modo algum eu renego o cenário da época. Tampouco acredito numa transformação da natureza humana. Por eu ser um liberal, apenas tenho uma concepção de natureza humana diferente do que os conservadores enxergam.

      Então o que teria feito os libertários na época?

      Bem, não posso falar por um grupo mas apenas a mim mesmo. Como acredito que a liberdade é o caminho para se chegar numa sociedade menos conflituosa, eu não defenderia uma revolução para a manutenção da ordem. Ao contrário, eu defenderia uma revolução para a defesa da liberdade. Como? Através da secessão.

      O direito a secessão é um direito legítimo para qualquer povo ou pessoa. Se o governo do qual tal pessoa ou comunidade está envolvida se mostra ilegítimo, então a separação desse governo é a mais correta do ponto de vista moral e funcional.
      O separatismo nesse caso é perfeitamente moral porque ele demonstra que ninguém deve ser “súdito” por um grupo do qual seu poder seja exercido de modo ilegítimo. É moral porque respeitaria o corpo democrático da época, dado que Jango entrou no poder de modo legítimo. É funcional porque a liberdade se mantém com mais liberdade e não com concentração de poder. A história mostra claramente que concentrar poder por uma questão de guardar sua liberdade é um ato perigosíssimo. E o pais vivenciou isso claramente com os militares.

      Mas esse não é um mecanismo defendido apenas por libertários, mas por conservadores também. Conservadores pró-liberdade também defendem tal política por entender que a concentração de poder é um perigo para a sua comunidade, para suas instituições e para sua própria liberdade pessoal.
      E libertário defende tal posicionamento porque acredita que a concentração de poder é um perigo para a autonomia do indivíduo.

      Como o Brasil nunca teve uma tradição de liberdade, é até aceitável entender o porque a Direita da época apoiou uma ação estatista em vez de uma pró-liberdade. Mas estavam errados, simplesmente. Adotaram a pior estratégia possível.
      Só pra lembrar, as colônias inglesas na América saíram do jugo britânico não por uma revolução em tomada da Inglaterra, mas pela autonomia própria. Assim nasceu os EUA.

      Infelizmente o Brasil é muito influenciado pelo vírus do estatismo/ nacionalismo. Defender um separatismo aqui é visto como piada. Um conservador pró-liberdade defende a manutenção do estado porque ele mantém a ordem de suas instituições tradicionais e do povo. Se esse estado é do tamanho de um continente ou de uma cidade, pouco importa.
      A Direita brasileira tradicional, estatista por natureza, defende o estado nacional pelas coisas ditas acima mas também por ter uma fé cega de que o estado nacional desintegrado constituiria a perda de sua autonomia ou qualquer outra coisa parecida. Ridículo isso. A sociedade local com sua vivência e instituições políticas permaneceriam do mesmo jeito. É no federalismo onde se nasce o compartilhamento de valores tão defendidos pelos conservadores. Logo, a autonomia de uma sociedade está embasada de modo local e não continental.

      Espero ter esclarecido minha posição. Até.

  5. Adoro entrar nesse site pra dar umas boas risadas de textos tão “inteligentes”. A parta da Transamazônica é a mais hilária.
    “Como a faraônica Transamazônica, um verdadeiro desperdício econômico insustentável. Sabe lá Deus se meus netos verão essa rodovia funcionando de verdade. Mas mesmo assim não deixa de ser emocionante tal obra.”
    Essa obra é a a ignorância dos militares materializada, simplesmente um ícone!
    E nunca entendi o argumento direitista de que a Ditadura Militar ‘salvou’ o país de uma ditadura de esquerda. Então é assim, pra te salvar de um tiro no joelho esquerdo te dou um no direito?
    Mas mesmo assim, site muito engraçado!

  6. É ISSO AÍ,SÓ OS MILITARES,NÃO OS VENDIDOS,OS CAPACHOS DO pt,MAS OS MILITARES SÉRIOS E HONESTOS PODEM SALVAR O BRASIL DESSA QUADRILHA DE VAGABUNDO comunopetistas,TOMAR O PODER E FUZILAR ESSES CANALHAS,SÓ ASSIM O BRASIL VOLTA A SER UMA PÁTRIA.

  7. Em 11 anos de miseravel socialismo do PT, temos 50 mil mortes ao ano! Temos asaltos,roubos,crimes,sequestros,prisões cheias de pobres,favelas,13 milhões de analfabetos,drogados e mais de 3 Milhões de Pederastas,bichas,biolas e viados só em São Paulo na parada gay!Enquanto o Povo morre nos miseraveis coredores do INSS, os exploradores socialistas do PT, vão para o Sírio Libanês em São Paulo! Nenhum vagabundo socialista do PT, usa o SUS!!!

  8. Uma coisa se torna evidente lendo estes comentários, se os esquerdistas permitissem discussões como estas em seus blogs, com certeza seriamos um pais mais democrático.

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