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Por Edmund Burke. Trecho retirado de Letter to the Sheriffs of Bristol, on the Affairs of America (1777). Traduzido e adaptado para o português do Brasil por Renan Felipe dos Santos. Uma cópia em inglês pode ser lida no site do Gutenberg Project. Para ler o original, completo e em inglês, clique aqui.

Liberdade civil, cavalheiros, não é, como muitos se esforçaram para persuadi-los, algo que jaz escondido nas profundezas de uma ciência obscura. É uma benção e um benefício, não uma especulação abstrata (…) Longe de guardar qualquer semelhança com aquelas proposições da geometria e a metafísica que não admitem meio-termo, mas devem ser verdadeiras ou falsas em toda a sua extensão, liberdade civil e social, como todas as outras coisas da vida comum, são misturadas e modificadas, experimentadas em níveis muito diferentes e moldadas em uma diversidade infinita de formas, de acordo com o temperamento e as circunstâncias de cada comunidade. A liberdade extrema (que é sua perfeição abstrata, mas sua imperfeição real) não se obtém em parte alguma, nem deve ser obtida em qualquer lugar (…) Pois a liberdade é um bem a ser aperfeiçoado e não um mal a ser diminuído. Não é apenas uma bênção privada de primeira ordem, mas uma fonte vital e a própria energia do Estado, que tem tanta vida e vigor quanto mais liberdade há nele.