Ocidente Inerte: Parte II – Alteridade

Um dos maiores corruptores da civilização ocidental durante o século XX foi o pensamento da Escola de Frankfurt. Apesar de se mostrarem como “socialistas moderados”, pessoas em busca de uma “terceira via”, seu modelo não apenas sedimentou-se como bastante pendente a um dos extremos (socialismo), mas adotou uma economia semelhante à fascista (que tanto diziam repudiar) e caminha cada vez mais no sentido de restringir as liberdades individuais e submeter totalmente o cidadão ao Estado. Essa escola de pensamento introduziu no Ocidente, com bastante sucesso, a ética da alteridade.

Parece nobre, em um primeiro momento. Uma ética que busca olhar para o outro, colocar-se em seu lugar para entender sua situação. Ajudá-lo. Fosse apenas isso, mostraria-se algo que fortaleceria nossa sociedade e formaria uma coletividade ainda mais forte, com o máximo respeito não apenas pela individualidade própria, mas por toda expressão da individualidade. Todos os indivíduos e todas as culturas seriam respeitados. Mas não é isso o que ocorre.

“Conhece-te a ti mesmo”, é o que estaria escrito no Oráculo de Delfos. Não há como conhecer o outro sem conhecer, primeiramente, a si. O conhecimento do exterior passa, sempre, primeiramente pela individualidade. Mas não há esse compromisso dos intelectuais em conhecer de forma sincera o Ocidente, quando usam-se da alteridade para justificar e tomar como modelo práticas de outras culturas. Isso porque já partem de um pressuposto negativo à respeito de sua própria civilização, a vilã do Planeta Terra. Já acreditam saber, de antemão o que são as instituições e o que cada uma delas supostamente mascara. Não buscam uma análise fria e racional.

O resultado disso é que sua alteridade não é desinteressada. O que querem não é o bem do outro, mas a destruição de si. Deve existir respeito a toda manifestação cultural, menos àquela que é tradicional. Deve existir respeito a todas as civilizações, menos à ocidental. Acusa de etnocentrismo o Ocidente, mas ignora que essa é uma característica inerente a todos os agrupamentos humanos: ver o mundo e as outras culturas com os próprios olhos. Afinal de contas, julgar ser capaz de, mesmo estando fora, ver o mundo com os olhos do outro, seria de uma extrema presunção. Essa alteridade já possui como pressuposto um opressor e um oprimido e, ao invés de buscar ver a situação de um “excluído” e incluí-lo, busca incitar o ódio entre dois polos de uma opressão inventada.

Existem conceitos interessantes de alteridade. Inclusive, a uma sociedade fundada em preceitos judaico-cristãos, a alteridade não é estranha. Apenas o que ocorre é que aquele que ajuda, que se coloca na situação do “outro”, não precisa se ver como vilão, pois não é responsável pela situação do “outro”. Não é um opressor. O ódio entre as supostas classes não é natural, é criado e incitado. Não há porque rechaçar a noção de alteridade, de que o ser humano interage e interdepende de outros seres humanos, de que existe uma coletividade e que ela é saudável para o indivíduo. Apenas essa nova alteridade que julga que “o outro é sempre bonitinho” (Como disse Pondé, não com essas exatas palavras).

Uma consideração sobre “Ocidente Inerte: Parte II – Alteridade”

  1. Acredito que apoderam-se do discurso e e terminam por fazer exatamente o diserta no último parágrafo, mas isso quem faz são os interessados, que vão dos socialistas de carteirinha e principalmente financistas e orientais( médio, Rússia) interessados na dominação intelectual da maioria, é o amordaçamento via ações afirmativas de ONGs, financiadas por eles, é o desmantelamento da consciência crítica.É a vida de gado de Zé Ramalho, agora contra um viés socialista, é a inversão da via.

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