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Por Jack Donovan. Traduzido e adaptado para o português do Brasil por Renan Felipe dos Santos. Conteúdo retirado do site do autor. Para ler o artigo original, em inglês, clique aqui.

Quando as pessoas falam sobre armas em consequência de uma tragédia como os massacres em escolas, elas discutem sobre o que “nós” deveríamos fazer sobre as armas na América.

“Nós deveríamos limitar a capacidade das lojas. Ninguém precisa disparar centenas de balas.”

“Deveríamos banir rifles de assalto. Ninguém precisa deste tipo de arma. Ela foi desenvolvida para uso militar.”

“Deveríamos impedir as pessoas de comprar coletes a prova de balas. Ninguém precisa deste tipo de proteção.”

“Deveríamos impedir pessoas “mentalmente instáveis” de ter acesso a armas.”

Se você diz coisas como estas, você deve estar fora da casinha.

Quem é este “nós”? Você e o seu voto? É você e seus representantes eleitos no Congresso – aqueles morais bem-feitores que tem uma taxa de aprovação beirando os 20%? É você e eles? Os seus trutas?

Quando você diz “nós” devemos controlar as armas, você está efetivamente dizendo que “eles” deveriam controlar as armas. Afinal, a menos que você seja um legislador ou oficial da justiça, você não vai escrever ou aplicar leis, ou mesmo controlar as armas. Outra pessoa vai estar fazendo isso. E esta pessoa terá uma arma, ou estará na frente de alguém que tenha.

Quem vai decidir quem é mentalmente instável? Você é que não.

Quem vai decidir quanta munição você precisa ou quanto de proteção você precisa? Você é que não.

Eles cuidarão disso para você. Você não terá poder de parar eles. Você não terá poder para fazer qualquer outra coisa a não ser gritar, chorar e “protestar”. E tome cuidado, porque se você gritar demais, eles podem te declarar mentamente instável. Quem vai pará-los? Quem poderia? Você é que não.

Recentemente, o documentarista Michael Moore fez um emocionado discurso na televisão sobre a necessidade de mais leis para controlar as armas. Moore se especializou em filmes sobre a corrupção do Estado e de grandes empresas. Se os americanos concordarem amanhã em entregar pacificamente as suas armas para o Estado, esta corrupção acabaria? As corporações globais, os interesses estrangeiros e os extremamente ricos parariam de influenciar as políticas públicas?

É claro que não.

Moore também foi um dos apoiadores do movimento “Occupy Wall Street” que criticava o “um porcento” dos americanos que controlavam praticamente a metade da riqueza da nação. O “um porcento” sem dúvidas é responsável por boa parte da injustiça e , obviamente, desempenha um grande papel na corrupção estatal. Se o “um porcento” controla o Estado, também controla a maioria das armas por procuração. Afinal – se Moore e outros devem ser acreditados – a América não vai à guerra principalmente para proteger os interesses financeiros do “um porcento”?

As pessoas dizem que querem “igualdade”. Bem, armas são ótimos equalizadores.

Não é importante para os cidadãos ter armas para caçar ou praticar tiro esportivo. Auto-defesa é uma boa razão para ter uma arma, mas não é a mais importante. A mais importante razão para cidadãos terem armas é como uma forma de impedimento contra a corrupção e a tirania do Estado. O Estado não luta com espadas ou varinhas mágicas. Ele luta com armas. Americanos precisam de rifles de assalto precisamente porque foram desenhados para uso militar. Americanos precisam de armas porque sem elas americanos nunca poderão fazer o que os seus Founding Fathers fizeram. Sem armas, americanos nunca mais serão capazes de dizer CHEGA de um modo que importa. Claro, poderão gritar, chorar e protestar. Mas, o que acontece com protestantes quando são confrontados com poder de fogo superior? Eventualmente eles vão para  casa ou para a cadeia. O que mais poderiam fazer? Não obtém nada, porque não tem o poder que importa. O “um porcento” permanece no comando. As armas mudam as coisas a favor dos “noventa e nove porcento”.

Mao Zedong escreveu uma citação famosa: “o poder político nasce do cano de uma arma.” Ele estava certo. Violência é ouro. Dar ao Estado o completo controle sobre tal poder significa dar cem porcento do poder ao “um porcento” que controla o Estado corrupto.

Homens sem armas estão à mercê dos homens que tem armas. Se o Estado controla todas as armas, as pessoas estão à mercê do Estado. Tudo que elas podem fazer é implorar. Homens que não tem permissão e acesso aos meios de combater a tirania não são mais homens livres. Eles são súditos, possivelmente até escravos. Um país onde o povo não tem o poder que importa não pode mais se chamar um país livre. Um Estado onde o povo precisa confiar na benevolência de uma pequena classe toda-poderosa que mantém completo controle e monopólio da violência é um Estado Policial.

O Estado Policial controla as armas, e usa as armas para controlar você.

Defensores do controle de armas estão, efetivamente, exigindo um Estado Policial.

Acho que deveríamos chamá-los assim. Deveríamos começar a referir-nos a eles como “defensores do Estado Policial”, porque um Estado Policial é essencialmente o que eles estão pedindo.

Os americanos hoje estão distraídos por idéias superficiais do que a liberdade significa. Para muitos, “liberdade” significa legalizar a maconha e o casamento gay. Nenhuma destas “liberdades” ameaça o Estado Policial.

De qualquer formas — nossos manipuladores dirão — fique chapado e case com seu namorado gay se isto te faz sentir “livre”. Só não se oponha a nossa autoridade crescente e intrusiva, nem ameace nossos interesses financeiros. Dê-nos suas armas, e nunca mais diga CHEGA de um modo que importe.

É para o seu próprio bem, vejam. Não queremos que vocês se machuquem ou machuquem uns aos outros.


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