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Você já deve ter participado ou presenciado uma discussão na internet e à medida que ela cresceu, um dos lados acabou comparando o outro com Hitler ou nazismo, essas comparações geralmente acontecem porque um dos lados fica sem argumento e tenta demonizar o outro, por meio de uma associação ao nazismo, que geralmente não tem nenhuma relação com a discussão. Essa é a Lei de Godwin, que segundo seu idealizador, o advogado americano Mike Godwin: “À medida que cresce uma discussão online, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou nazismo aproxima-se de um (100%)”.

Eu há algumas semanas atrás participei de um debate no facebook com uma galerinha da canhota sobre a questão de cotas raciais. Apenas eu tinha posição contrária às cotas e o resto era a favor delas, sendo eles três jovens de classe média e brancos e outro pardo que também é de classe média. Não demorou muito para que um deles me chamasse de fascista, a partir daí parecia que o estoque de argumentos pró-cota  tinham acabado e eles abriram um outro estoque, mas de ataques e xingamentos pessoais, era “seu fascista” daqui, “seu filhote de Hitler” dali. Isso tudo não me espantou, pois infelizmente a maioria do pessoal de esquerda fica apenas no que o seu professor de humanas diz e não buscam aprender mais (que é algo ruim, pois impossibilita debates democráticos e até a busca por um meio termo), eu simplesmente peguei o conceito da Lei de Godwin e disse que eles ficaram sem argumento e não tinha cabimento ficar em ataques pessoais.

Fora isso é sempre comum ver nos fóruns ou comunidades de esquerda os seus membros associarem ao nazismo pessoas que tem visões contrárias a deles. Qualquer ideia que seja enquadrada na ‘direita’ política, já é tida por eles como nazista, mesmo o  nazismo tendo sua raiz na esquerda

O exemplo mais recente de como a esquerda sempre acaba caindo na Lei de Godwin, é a edição da revista Carta Capital dessa semana (cuja boa parte da receia da Carta Capital vem de publicidade estatal) e tem como título de capa – “A velha cara da nova direta”. A matéria de capa é um festival de erros históricos e de classificação ideológica, eles tiveram a capacidade (ou desonestidade) de comparar o Instituto Millenium ao os grupos que pediram intervenção militar em 1964, jamais o Instituto Millenium defendeu o totalitarismo ou medidas autoritárias e sim o contrário, ele sempre defendem a liberdade e o estado de direito. Talvez a Lei de Godwin, aqui no Brasil para questões políticas, não se aplica apenas em  associar o seu oponente ao nazismo quando lhe faltar argumentos, mas também associá-lo a ditadura militar.