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Talvez um dos grandes feitos dos esquerdistas atuais foi convencer a grande maioria da população de que não existe mais nem esquerda e nem direita, criando assim um espaço propício para divulgação de suas ideias sem que isso seja percebido pela maioria das pessoas.

Esse modo de propagação de ideias chama-se Marxismo Cultural. Muitas pessoas são vítimas dele e não sabem. Nesse artigo vamos mostrar o que ele é e como acontece no dia a dia da sociedade.

Em 1923, na Alemanha, foi realizada a Semana de Trabalho Marxista. Filósofos marxistas se reuniram para debater a crise de sua teoria, pois na prática a realidade não estava se adequando ao que eles acreditavam.  Após inúmeras tentativas fracassadas de tentar implantar a revolução socialista no ocidente, os adeptos do marxismo clássico chegaram à conclusão de que deveriam mudar os pilares da sociedade ocidental, pois esta era sustentada em três pontos: o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã. Para que o marxismo fosse implantado com sucesso no ocidente concluiu-se que seria necessário acabar com a moral judaico-cristã. Nesse encontro, se destacaram Felix Weil e Georg Lukács. Felix Weil vinha de uma família rica e gastou o dinheiro do pai criando e sustentando financeiramente o Instituto Para a Pesquisa Social em Frankfurt em 1924: a famosa Escola de Frankfurt que inicialmente se chamaria “instituto Marx-Engels”, porém como o objetivo era difundir os ideais marxistas no ocidente, concluiu-se que seria melhor que a escola não fosse identificada com marxista.

Para que o marxismo cultural seja implantado, não é necessário luta armada. A única coisa de que um marxista cultural precisa é de um espaço propício para que suas ideias sejam difundidas livremente e para o maior número de pessoas possíveis. Ambientes propícios seriam estes: as universidades, a mídia e até mesmo a Igreja. Eu digo mesmo a igreja, pois todos sabem que em países de regime comunista, não há liberdade religiosa, podemos citar exemplos como Coréia do Norte e China onde cristão são perseguidos, torturados e mortos.

Professor Fraga do filme Tropa de Elite 2 representa o que é o marxismo cultural nas universidades.

Conseguindo chegar a um desses ambientes, começa o patrulhamento ideológico, pois é através dele que a esquerda difunde suas ideias. Através dessa técnica que tem como objetivo desencorajar quaisquer iniciativas que levem ao questionamento de princípios ou fatos, aproveitando-se de relações de autoridade como a relação professor-aluno numa sala de aula, por exemplo, e também várias outras situações onde se podem empregar técnicas de intimidação, apelo ao medo e obstrução de espaço público e privado, evoluindo eventualmente para o conflito.

O patrulhamento ideológico foi usado na Alemanha nazista, através da Juventude Hitleriana, e na URSS stalinista, mediante a instituição da denúncia sistemática de desvios ideológicos, inclusive dentro das famílias. Os integralistas de Plínio Salgado também são modelos de patrulha ideológica.

Em seu discurso eles pregam que a sociedade capitalista é opressora, incitam ódio aos Estados Unidos, por acharem ser ele o maior símbolo do capitalismo, pregam a promiscuidade – atualmente podemos ver isso no “Ocupa Sampa” pessoas de esquerda pregando o que eles chamam pelo nomezinho inocente de “poliamor” – e atacam a igreja católica, atribuindo a ela várias mortes, perseguições e torturas, esquecendo-se de falar que o nazi-facismo e o comunismo mataram muito mais que as Cruzadas e a Inquisição. O objetivo deles é distorcer fatos históricos. Muitos deles chegam ao feito de dizer que o nazi-facismo era de direita. Pregam mentiras em nome do ideal esquerdista.

No Brasil podemos perceber o esquerdismo implantado em novelas de várias emissoras. Recentemente o SBT exibiu a novela “Amor e Revolução” como tentativa de convencer a população de que os comunistas eram heróis e foram “vítimas do regime militar”, esquecendo-se de mostrar que eram sequestradores, assaltantes de bancos, assassinos, entre outras coisas. Vale ressaltar que os maiores culpados pela implantação do regime militar no Brasil foram os próprios comunistas, sendo que foi pra combater a tomada do poder pelos mesmos e evitar que o Brasil se tornasse um país socialista, sem democracia, sem liberdade de ir e vir, com a pobreza igualmente distribuída, para evitar que nos tornássemos um país onde todos são igualmente miseráveis, é que foi necessária a intervenção militar. Depois de alguns anos o poder foi devolvido para os civis. Agora respondam sem hipocrisia: Se os comunistas tivessem tomado o poder, eles teriam devolvido o mesmo para os civis? Se você acha que sim, sinto informar, mas você deve ser uma grande vítima do marxismo cultural.

Roberto Marinho, dono da Rede Globo peitava o regime militar e protegia os comunistas da sua emissora. Ele falava: “Dos meus comunistas cuido eu”. Os militares não faziam ideia do que era o marxismo cultural, por isso a dificuldade em combatê-lo. Houve um episódio em que a polícia invadiu a casa de Dias Gomes, famoso autor de novelas da Rede Globo tentando encontrar armas ou livros com ensinamentos de guerrilha e nada encontraram. Somente após escutas telefônicas Dias Gomes explicou o suas intenções ao amigo Nelson Werneck Sodré: “Mas a Censura vai deixar passar?” “… Assim passa. Esses militares são muito burros!” Essa conversa foi descrita no livro de Artur Xexéo, “Janete Clair, a Usineira de Sonhos”. Assim que o governo soube disso a novela Roque Santeiro foi banida por atentado a ordem pública e aos bons costumes.

Como já foi dito anteriormente que os militares não conheciam a técnica, dentro das universidades essas ideias eram facilmente propagadas, mesmo tendo militares assistindo aulas. Os discursos esquerdistas eram feitos de forma cuidadosa e velada, tomando-se cuidado para não citar os termos “luta armada” e “reforma agrária”, pois caso fossem percebidos, acabaria com todo seu trabalho de doutrinação. Eram difundidas livremente ideias como aborto, sexo livre e divórcio e também era denegrida a imagem da Igreja Cristã, já que essa pregava totalmente o contrário. E se alguém tentasse se opor à essas ideias logo era desencorajado, chamado de “retrógrado” e protetor da “moral burguesa”.

É através da esquerda que surge também a ideia do “politicamente correto” que nada mais é do que uma forma hipócrita de impor ideias que não fazem parte da sociedade, da cultura do país. Justamente porque a sociedade pressiona, impõe certos tipos de comportamento. O politicamente correto teria como objetivo principal diminuir preconceitos, desigualdades, porém tudo que faz é mascarar o que a sociedade pensa. Em 2004, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, ligada à Presidência da República publicou a cartilha “Politicamente correto e direitos humanos”, com 96 expressões consideradas preconceituosas. A lista desestimulava termos como “baianada”, “anão” e “palhaço”. A frase “a coisa está preta” também entrou no índex. A publicação gerou muita polêmica e foi recolhida logo depois.

Após essa onda do politicamente correto, autores brilhantes como Monteiro Lobato estão tendo suas obras consideradas como racistas. Na Itália, Dante Alighieri é considerado homofóbico e antissemita por uma ONG adepta do “politicamente correto”. Sequer se leva em consideração que A Divina Comédia, que é a obra em questão, foi escrita no século XIII e condenar um livro que mostra os costumes da época, sendo ele de Dante Alighieri, de Monteiro Lobato ou qualquer outro autor, seria no mínimo ignorância.

Vale ressaltar que o marxismo cultural acontecia na época do regime militar e acontece até hoje em todas as esferas da sociedade. O marxismo cultural está implantado de forma tão forte na sociedade que há uma grande distorção de valores. Vítimas da patrulha ideológica defendem a legalização das drogas, consideram ladrões, assassinos, corruptos como vítimas da sociedade, defendem o aborto indiscriminado, protegem criminosos, demonizam a polícia, são contra o porte de armas para defesa e não respeitam a propriedade privada.

Concluindo, os marxistas culturais pregam a ideia de que não existe mais polarização entre esquerda e direita, mas entre si continuam falando em revolução, em comunismo, em luta armada e para o restante da sociedade fazem um verdadeiro terrorismo ideológico onde defender ideias conservadoras e de direita é considerado praticamente um crime.

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