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NOTA: O artigo é fictício e humorístico. Qualquer semelhança com a realidade é tragicômica.

Companheiros, não podemos mais suportar a mercantilização do esporte, que tem transformado a diversão do povo em mercadoria industrializável e consumível. O que antes era uma paixão popular que reunia toda a família hoje não passa de um mero negócio onde jovens talentos são massacrados pela mídia e pelos clubes esportivos em prol do lucro de uma pequena elite que vive do suor da nossa testa.

Por isso, estamos publicando hoje esta proclamação oficial da Associação de Futebolistas Socialistas, que será ouvida por todos os cantos da América Latina:

“Unidos podemos combater o imperialismo dos clubes europeus, que tem sorvido o sangue jovem dos clubes do nosso coração, arrebatando de nossa terra os melhores jogadores para serem incorporados à imperialista Liga Européia. Temos de valorizar mais o futebol nacional e dos países da América Latina: a exportação de jogadores deve ser monopólio do governo, pois o futebol é NOSSO, não é produto para ser vendido a preço de banana para clubes estrangeiros.

Estes clubes estrangeiros só prejudicam o futebol nacional ao explorar os nossos recursos e a nossa mão-de-obra, vilmente explorada na produção de seus próprios campeonatos e ligas que são depois comercializados a preços exorbitantes nos canais de televisão nacionais. Exigimos portanto a proteção do esporte nacional contra a concorrência desumana e desonesta do capitalismo selvagem que vigora no futebol neoliberal europeu.

Mas isto só não é suficiente para garantir a nossas crianças – futuros craques da seleção – um futuro brilhante e igualitário. É necessário acabar com a exploração capitalista também no futebol nacional, eliminando por completo a especulação financeira (“olheiros”), instituindo cotas nas peneiras de seleção para times infanto-juvenis e acabando com o trabalho semi-escravo nos times de várzea.

É injusto que alguns jogadores ganhem salários astronômicos enquanto tantos outros jogadores esforçados sangram em campos de futebol da várzea para ganhar salários indignos, sub-humanos. Todos os jogadores deveriam ser tratados de maneira igual, como seres humanos. Queremos a isonomia salarial para jogadores, já!

Hasta La Victoria!”