Tags

, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

As redes sociais andam incomodando, e muito, nossos políticos. Medidas autoritárias e antidemocráticas já não são mais aceitas como antigamente: as pessoas agora tem acesso a informação muito mais rapidamente do que décadas atrás, e portanto já conseguem se manifestar contra o autoritarismo em tempo real. E haja autoritarismo para derrubar: só nesta semana já fiquei sabendo do apartheid maranhense e de um deputado que quer impor o vegetarianismo até nas escolas públicas. Tão logo a reclamação surge, os mais esquentadinhos já vão tratando de silenciar o cidadão que é para a página ficar bem decorada só com os elogios daqueles que concordam com as medidas.

Talvez ainda não tenham lembrado os políticos – pessoas públicas – de que o cidadão offline também é cidadão online, e portanto goza do direito à liberdade de expressão – o que inclui não ser censurado. Uma pessoa pública que monta uma página ou perfil no Facebook deve estar preparada para ouvir críticas PÚBLICAS, afinal política trata das coisas PÚBLICAS. É, meu amigo, internet is serious business.

Dia 9 de outubro entrei em contato com o Senador Cristovam Buarque (PDT) pelo Facebook. Para quem não sabe, ele é o autor do projeto de lei que pretende acabar com o direito do cidadão brasileiro de possuir armas – PL 176/2011. Enviei-lhe a seguinte mensagem:

Olá, senhor senador Cristovam Buarque. Gostaria de fazer um pedido em nome de todas as pessoas que já votaram, pelo votenaweb.com.br, contra a tramitação da PL 176/2011.

Peço que retire urgentemente esta tramitação pelos seguintes motivos:

1 – Viola o direito humano à defesa.
2 – Não reduz a criminalidade, como já foi comprovado em diversos casos ao redor do mundo e aqui mesmo com as armas de uso restrito.
3 – É um desrespeito explícito à decisão do povo brasileiro no Referendo de 2005, quando 60 milhões de pessoas votaram pelo seu direito de defesa.

Agradeço a sua atenção

Não basta que o projeto viole o direito humano de defender a própria vida, não basta que seja uma medida completamente ineficiente na redução do número de crimes (e o uso de armas já proibidas como as de uso restrito das FAs é prova disso), não basta passar por cima da decisão de dezenas de milhões de cidadãos no Referendo das armas que demonstrou, claramente, que o povo é CONTRA o desarmamento. Agora ele deu para ficar bloqueando seus desafetos no Facebook, para não ter de ler aqueles que discordam de suas ideiazinhas totalitárias. Sabe como é, político só aguenta ouvir o povo (“de onde emana o poder”) até a página dois. Quando o povo demonstra que é contra seus devaneios, ele tapa os ouvidos e toca o projeto. Comportamento semelhante se observa em crianças quando elas colocam as mãos no ouvido e repetem incessantemente: “lalalalalala não tô te ouvindo lalalalalala”.

Para um projeto de emenda constitucional bom do referido senador, o que permite o lançamento de candidaturas independentes de partido, há dezenas de propostas péssimas, para não dizer tragicômicas. Uma de suas PECs viola o direito de auto-afirmação dos povos: veda o reconhecimento de qualquer novo país latino-americano criado a partir de secessão. Outra quer estatizar a Felicidade. Mas nenhuma se compara à sua cruzada contra a democracia e contra o direito humano à defesa.

Se você leitor quer continuar lutando pelo seu direito de defender sua vida e a de sua família, já sabe em quem NÃO VOTAR: Cristovam Buarque.

Mas, se você quer ver seu direito de defesa garantido, apoie a PL 3722/2012 do deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB) e os movimentos envolvidos com a garantia do direito de aquisição, porte e posse de armas.


Defenda os seus direitos: