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A República Popular da China é um Estado oficialmente ateu onde todas as religiões sofrem intervencionismo do governo. A Constituição Chinesa de 1982 só permite o culto a cinco religiões e mesmo assim sem que estas sofram qualquer tipo de influência estrangeira. Vamos falar nesse artigo da situação dos católicos que vivem neste país de regime comunista.

Logo que um bebê nasce na China e ele é de família católica, automaticamente ele é “filiado” à Associação Católica Patriota Chinesa que é a Igreja oficial do país, ou seja, uma Igreja Católica distorcida, pois por sofrer intervencionismo do Partido Comunista, seus fieis são impedidos de seguir o catolicismo segundo as orientações do Vaticano. Os padres da igreja oficial do partido comunista não podem, por exemplo, falar contra o aborto, pois esta prática é OBRIGATÓRIA no país para controle de natalidade e muitos destes sacerdotes são casados.

Os católicos que desejam seguir sua religião a risca devem se reunir clandestinamente. Muitos católicos da igreja clandestina se reúnem em piqueniques, ou nas casas de outros católicos, para poderem rezar a missa segundo as orientações do Vaticano. O Estado não aceita a autoridade do Papa.

Procissão realizada pela Igreja Católica Clandestina

Muitas dessas pessoas, principalmente líderes religiosos, sofrem perseguição, sendo elas prisões, internação em campos de reeducação, tortura e morte. Muitos estão desaparecidos há anos. Há uma estimativa que na China há cerca de 8 milhões de Católicos clandestinos e 5 milhões oficiais.

Somente em Macau e Hong Kong há liberdade religiosa, pois lá ela é defendida pelos seus textos constitucionais e por tratados internacionais.

O vídeo abaixo explica como se dá a prática religiosa do catolicismo nesses país.