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O dinheiro é a representação da riqueza. Não é à toa que é a vítima preferencial dos ataques de socialistas, comunistas, ultraambientalistas e outros tipos que pregam uma vida “mais comunitária”, “mais altruísta”, “mais em harmonia com a natureza”, “menos consumista”. Confundem a representação da riqueza com a própria riqueza: um homem milionário que não usufrui de seu dinheiro é tão pobre quanto aquele que não o tem. Ironicamente, o crime do avarento é ser pobre… ou seja, ter o dinheiro mas não convertê-lo em riqueza.

Há aqueles que ainda recorrem ao primitivismo, na esperança de encontrar em sociedades tribais aquela pureza de povos ainda não contaminados pelo “vil metal”. Decepção: o dinheiro não é um objeto (uma moeda ou uma cédula). É antes uma função. Sua existência só se dá por convenção social: a moeda vale na medida que é aceita, tal qual o significado de uma palavra. Assim sendo, mesmo nas sociedades mais primitivas se encontrará o dinheiro: na forma de sementes de cacau, de garras de urso, de penas de ave, etc.

Mas o mais irônico ainda é que aquele que ataca o dinheiro não só erra o alvo (assim como quem ataca a bebida, a arma de fogo ou a revista pornográfica) como revela um pouco dos próprios vícios. Aquele que ataca a moeda ataca por consequência o comércio, as livres trocas que esta media. Revela o desejo de que os outros trabalhem de graça para atender às suas necessidades, como se fosse uma criança de colo. Ou seja, a vontade de anular a soberania do outro na negociação e subordinar o mundo ao atendimento daquilo que o moralista julga ser as necessidades humanas. Pensa ele que pode determinar, para toda a Humanidade, o que deve e o que não deve ser produzido ou consumido, o que é ou não importante, o que é ou não supérfluo.