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A distribuição igualitária, seja de renda, de terras ou qualquer bem material, requer a existência de no mínimo um agente político para realizá-la. Este distribuidor terá mais poder (e, consequentemente, mais recursos) do que todos os outros para poder realizar esta tarefa e submeter todos os cidadãos ao processo de expropriação e divisão de suas posses. Para fazer a distribuição “justa” e igualitária, seria necessário antes o seu extremo oposto: a concentração de poderes em um único agente político onipotente: o Estado (e seus representantes – os políticos, os burocratas, as forças armadas, a polícia).

Se todos os humanos estão submetidos às mesmas tentações e vícios, qual é a garantia de que estes Robin Hoods onipotentes não serão corrompidos pelo poder e pela riqueza que monopolizaram com o suposto objetivo de distribuir?