“O IDH de Cuba é maior que o do Brasil”

Quando se discute com socialistas, quase sempre eles apresentam Cuba como um modelo a ser seguido. Talvez porque tenham perdido as esperanças com Coréia do Norte, Laos, Vietnã ou a China “vendida” ao capitalismo.

Para fazer de Cuba um modelo, é necessário primeiramente reduzir a qualidade de vida de um ser humano àquilo que ele pode consumir: comida, água, habitação, etc. Partindo deste ponto, temos a conclusão lógica de que se uma pessoa tem o mínimo necessário de comida, educação e saúde, então ela tem qualidade de vida. Exclua deste cálculo absolutamente toda e qualquer liberdade de expressão, de imprensa, de associação, de ir e vir, etc. A isto chamamos “liberdade da necessidade”, que é o conceito esquerdista de liberdade. Nada a ver com viver para si, busca da própria felicidade e ausência de coerção. Basicamente é assumir que, se um senhor de escravos provê comida, habitação e vestuário aos seus escravos, então estes são “livres”.

A bandeira alardeada é o IDH Cubano. Sobretudo o índice de educação, no qual o país se destaca realmente como o “melhor” da América Latina. No entanto há alguns problemas com relação ao IDH que serão abordados aqui.

Em primeiro lugar, o IDH de Cuba não pode ser calculado com precisão por um problema técnico: o governo cubano não permite que instituições independentes avaliem o país. Todos os dados são invariavelmente fornecidos pelo governo, e este não fornece dados confiáveis sobre renda, que é uma variável do cálculo. Sem a variável renda, o IDH não pode ser calculado. A alegação oficial é que, como o governo provê tudo, ou praticamente tudo, que o cidadão poderia comprar, logo o seu salário é reduzido.

Em segundo lugar, é um erro afirmar que a ilha supera em qualidade de vida seus vizinhos americanos. Muitos países ou estados americanos que se comparam à Cuba em tamanho da população tem uma qualidade de vida superior. É o caso das divisões administrativas brasileiras do Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia e cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Cidade do México, Buenos Aires e Bogotá, e de países menores como o Chile e o Uruguai.

Se pegarmos a avaliação do IDH dos estados brasileiros realizada pelo UNDP em 2005, veremos que muitos estados brasileiros apresentam um IDH superior ao de Cuba no mesmo ano. O Rio de Janeiro é um deles. Podemos dizer que o Rio de Janeiro em 2005, com um IDH de 0.832 (em contraste com os 0.681 de Cuba no mesmo ano) tinha uma excelente qualidade de vida? Podemos afirmar que o Rio de Janeiro em 2005 tinha uma qualidade de vida superior à do Chile do mesmo ano, que contabilizava 0.779 no índice de desenvolvimento humano? Não tenho tanta certeza.

Acredito que o método “FarmVille” de calcular a qualidade de vida só pelos índices de educação, saúde e renda seja muito grosseiro. Qualidade de vida é ter ração todo dia, ter um galinheiro onde dormir e serviço veterinário? Acho que qualidade de vida vai muito além disso e engloba uma série de coisas que não são abordadas neste índice, como a liberdade de ir e vir, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, de culto, de associação, etc.

Mas, o IDH é o que temos. Como a última avaliação dos estados brasileiros a que tive acesso foi feita em 2005, vou postar aqui uma comparação simples entre os índices de desenvolvimento humano de estados brasileiros e países sul-americanos, incluindo Cuba. Os números relacionados à população brasileira são do censo de 2010 realizado pelo IBGE. O total da população brasileira segundo este último censo é de 185.712.713. Com relação às populações de outros países latinos, as fontes são os institutos nacionais de estatística e, quando não disponíveis estas informações o Factbook da Central de Inteligência Americana.

Se fôssemos selecionar o TOP 10 do ranking de IDH, ficaria assim:

Todas as dez primeiras posições são ocupadas por estados brasileiros. São nada mais nada menos que 115,4 milhões de pessoas,todas brasileiras, o que representa mais de 62% da população brasileira. Nada de Cuba por enquanto.

Vamos adicionar mais 10 e ficar com o TOP 20:


Mais 6 estados brasileiros, totalizando 16. São agora 125,6 milhões de brasileiros contabilizados. Ou seja, 67,7% da população brasileira. Entram Argentina, Bahamas, Barbados e Chile. Se somarmos a população destes países (57,3 milhões) aos estados já contabilizados, temos 183 milhões de pessoas na América Latina. Nada de Cuba ainda.

Vejamos os próximos 10 para fechar o TOP 30:


Pausa. Mais 5 estados brasileiros entram no ranking. São 21 agora, somando uma população de 152,6 milhões de brasileiros… ou seja, 82,2% da população brasileira. Se somarmos os outros felizes latino-americanos vivendo melhor que os cubanos – algo em torno de 177,5 milhões – temos um total de cerca de 330 milhões de pessoas. É mais do que a população dos Estados Unidos.

Cuba aparece ali no 30º lugar, logo abaixo de Trinidade e Tobago. Veremos agora os que, de acordo com o índice de desenvolvimento humano da ONU, tem o infortúnio de viver “pior” do que os cubanos:

Entram ali as outras 6 divisões administrativas do Brasil. Dá um total de 33 milhões de brasileiros, 17,8% da população. Os outros povos que estão na lista somam uma população de 196,6 milhões. Com os brasileiros, são 229,6 milhões. Somados os cubanos, são 240,9 milhões.

Analisamos então 54 unidades políticas, que englobam quase todos os países da América Latina, mais o Brasil dividido em unidades federativas. São 571,1 milhões de pessoas, das quais 57,8% vivem melhor que os cubanos.

Em azul, regiões com IDH maior que o Cubano.

Resumindo:
1) O IDH cubano é mediano dentro do contexto latino-americano. Países grandes como o Brasil, ou mesmo o México, acabam passando uma visão distorcida do seu desenvolvimento por causa da disparidade entre as suas regiões: a média que resulta do cálculo pode iludir.

2) A impressão de que as 185 milhões de pessoas vivendo no Brasil tem uma qualidade de vida inferior àquela dos 11,2 milhões habitantes de Cuba é falsa: 82% da população brasileira desfruta de um IDH mais alto do que o de Cuba.
É este o modelo que propõem? Piorar a vida de 82% da população apenas para reduzir a desigualdade relativa, em vez de preocupar-se com a pobreza absoluta?

3) Mais da metade da população latino-americana vive melhor que os cubanos. O número de sul-americanos vivendo em áreas com qualidade de vida superior à cubana excede a população dos Estados Unidos: 330 milhões de pessoas.

Mas o mais importante, ainda assim, é enfatizar que educação, saúde e renda não são os definidores absolutos da qualidade de vida de um povo. Há uma série de fatores importantes que este índice não aborda: liberdade de expressão, de culto, de imprensa, de ir e vir, de fazer negócios, etc. Um homem livre tem mais qualidade de vida que o escravo bem alimentado, sem dúvidas. É o caso dos uruguaios, costarriquenhos, chilenos, jamaicanos, panamenhos, colombianos, peruanos, salvadorenhos, paraguaios, guianenses, surinameses, bahamenses, barbadenses…


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Autor: Renan Felipe dos Santos

Indie Game Localizer.

33 comentários em ““O IDH de Cuba é maior que o do Brasil””

  1. Se procura dizer como a qualidade de vida deve ser relativa a todos e passa a se apontar o que deve ser qualidade de vida… apontar que cubanos são “escravos” e afim, muito sentimento, muito exagero…
    Com toda a certeza não indicaria esse texto para nenhum conhecido, veiculo informativo ou acadêmico pois seria vergonhoso indicar um texto que fica flutuando entre fatos concretos e sentimentos quanto a processos políticos…
    O texto pode servir aos desejos do escritor de expressar seu desafeto para o modelo politico… Mas não como uma boa analise do nível educacional ou de saúde de Cuba, de um ponto de vista construtivo.
    Pois acreditem vocês, nada tem a ver o fato de estas pessoas serem, infelizmente, desprovidas de liberdade,em um péssimo regime, e terem ótima saúde e educação.
    Não seria o fato de serem socialistas que leva uma nação a investir 10% da sua renda em saúde.

    1. “Se procura dizer como a qualidade de vida deve ser relativa a todos e passa a se apontar o que deve ser qualidade de vida… apontar que cubanos são “escravos” e afim, muito sentimento, muito exagero…”
      Desculpe, mas, afirmar que é escravo ou súdito quem vive em uma comunidade política sem liberdade não é uma hipérbole, é um fato facilmente verificável.

      “Com toda a certeza não indicaria esse texto para nenhum conhecido, veiculo informativo ou acadêmico pois seria vergonhoso indicar um texto que fica flutuando entre fatos concretos e sentimentos quanto a processos políticos…”
      Seria com certeza vergonhoso constatar que mais de 80% da população brasileira vive em melhores condições que o tão elogiado (na academia, inclusive) “modelo cubano”.

      “O texto pode servir aos desejos do escritor de expressar seu desafeto para o modelo politico… Mas não como uma boa analise do nível educacional ou de saúde de Cuba, de um ponto de vista construtivo.”
      Sim, mas o objetivo do texto não é analisar a educação e a saúde cubana em específico, mas a qualidade de vida como um todo. O IDH é um índice que avalia a educação, a saúde e a renda.

      “Pois acreditem vocês, nada tem a ver o fato de estas pessoas serem, infelizmente, desprovidas de liberdade,em um péssimo regime, e terem ótima saúde e educação.”
      Tem tudo a ver. Um regime totalitário, altamente interventor na Economia, é um atraso para o avanço dos serviços nestas duas áreas. É por isso que nos EUA e na Europa estão pesquisando neuropróteses enquanto em Cuba ainda há gente que morre de cólera.

      “Não seria o fato de serem socialistas que leva uma nação a investir 10% da sua renda em saúde.”
      Claro que não, mas isto não altera em nada o fato de que o IDH cubano é, de fato, medíocre.

      1. Que eu saiba os cidadãos de Cuba ainda não são propriedade de Cuba, nem valorados em moeda ou usados como mercadoria ou objeto, claro cada um tem seu conceito de liberdade, a minha visão é de que somente o controle abusivo só muda de forma, em cuba eu não pagaria como micro empresa com quase mais de 1 terço do meu lucro anual, por exemplo, o texto é reflexo de como lhe agrada que a balança se comporte, agora eu sei muito bem o conceito de uma sociedade escravista e uma sociedade ditatorial e com toda certeza preferiria não ser escravo onde além de ausência de liberdade sou objeto, humilhado e chibateado sem muitos motivos.

        Porque não seria quando 17% dessa população brasileira (Com os seus dados devidamente confortáveis de 2005) Podem estar vivendo em condições ridículas? E mesmo que fosse somente 1 milhao de brasileiros. Sua indiferença a esse custo social expressa diretamente como o seu “milhares de vezes melhor” esta coberto por sentimentos platônicos.

        Obrigado por resaltar os fatos. Como eu disse… jamais indicaria, como dito. Primeiro que seu texto e uma versão clara de suas ambições e desejos sociais em texto e claramente, não dos modelos em caso ou dos fatores importantes quanto ao desenvolvimento de Cuba, logo serve mais a ti que a uma analise multi facetada do processo vivido em Cuba, segundo que como realmente transparece nos dados, IDH é uma completa abobrinha e ao contrario de basear o meu texto em algo que eu mesmo consideraria não pertinente eu seria mais objetivo e não poria tanto animo e factualidade nestes.

        Hum… Como isso explica a conclusão de uma vacina de tratamento para câncer de pulmão, a vacina contra a meningite B, única no mundo em sua época, que chegou a afloxar o fechamento comercial Estado unidense, e atualmente a pesquisa por uma contra a Meningite C? Dentre outras coisas?Realmente não explica, mas esclarece como você aponta casos e os modela a seu favor, como a primeira epidemia em 130 anos Com 3 mortes em Cuba, enquanto no Brasil só entre 1996 e 2006  ocorreram para mais de 10 mil casos e em 1994 a OMS divulgou que o Brasil era o país mais afetado do mundo, não me lembro de sermos participantes de um governo socialista nessa época.
        De fato só há associação entre estes fatores porque você quer, como explicar como este modelo deve ser definitivamente causador da epidemia de cólera em Cuba? E por um lado, Cuba ter a menor mortalidade infantil agora se deve ao pais ser socialista?

        Bom isso é tao relativo quanto pode ser uma estatística de medias extremamente flutuantes, que agora em 2011 passou de 725 para 776 em Cuba, quem sabe refazendo os cálculos deixe de ser tao medíocre já que agora passam a ser 65% da população brasileira com qualidade de vida melhor considerando o IDH brasileiro de 2005, que era 792 e hoje é 718.

        Ainda assim seu texto é meramente expressão da sua concepção da realidade de Cuba, baseado na sua desavença para com o modelo socialista… E independente do IDH ser medíocre ou não um texto que eu realmente indicaria seria um texto que apresentasse como o Brasil poderia aprender com certas abordagens sócias em Cuba, e como realmente podemos ter orgulho de certas condições sociais das quais desfrutamos. Não uma expressão de desafeto ao socialismo que visa mostrar como Cuba é inferior por meias medidas.

      2. Respondendo bem brevemente porque não tenho mais tempo para ficar refutando propaganda e chororô:

        1 – Pesquise sobre liberdade negativa, conceito de Isaiah Berlin. Este é o conceito de liberdade que empregamos.
        2 – Em Cuba sim, os cidadãos são tratados como propriedade. Tanto é que os médicos cubanos são tratados como moeda de troca pelo governo, o que já foi motivo até de polêmicas internacionais sobre trabalho escravo.
        3 – 17% da população brasileira vivendo em condições piores que os cubanos ainda tem o alento de ser mais livre. Os outros 83% além de ser mais livre vive melhor. Dizer que sou indiferente com os que vivem na pior é só um espantalho. Em nenhuma parte do texto é dito isso.
        4 – Meu texto não é visão de ambição nenhuma. Isso é papo de psicanalista de Orkut, coisa de quem acha que pode ficar lendo mentes online de acordo com os pressupostos da polilógica marxista e da guerra de classes.
        5 – O objetivo do artigo não é apontar os fatores importantes da falência de Cuba, é simplesmente comprovar estatisticamente o que empiricamente já se sabe ser uma farsa: o desenvolvimento humano em Cuba é medíocre.
        6 – O IDH pode não ser perfeito, por desvincular a liberdade da qualidade de vida, mas não é por isso que vou deixar de usá-lo para avaliar aquilo que ele engloba (saúde, educação e renda).
        7 – Os casos concretos sobre a saúde aqui e acolá não me interessam, já que o IDH já faz um apanhado geral da situação no seu índice de saúde. Sobre as bobagens que você afirmou: lembre que o Brasil tem uma população 17 vezes maior que Cuba (cuja população cabe em SP tranquilamente) e portanto está mais sujeito à virulência das epidemias. O número de casos de cólera em Cuba foi de 417, não 3. A questão é que a cólera só se prolifera onde há falhas no sistema básico de saneamento, um problema de infra-estrutura gravíssimo em termos de saúde.
        8 – Analise o IDH divido por UF e você verá que está se baseando em um dado ilusório ao comparar a média geral com o IDH de Cuba. Foi justamente o que eu demonstrei neste artigo: a maioria das pessoas vivendo no Brasil goza de um desenvolvimento humano superior ao encontrado em Cuba. Repetir mil vezes a mesma coisa não te tira do buraco.
        9 – Pode chorar o quanto quiser, o IDH não tem nada que ver com minha concepção da realidade de Cuba. O meu desafeto com o socialismo não muda uma vírgula do índice.
        10 – Não me interessa o tipo de texto que um esquerdista recomendaria. Sério.

  2. Achei muito bom o artigo. A posição do autor pode até ser crítica quanto ao modelo político, mas tudo está baseado em números com fontes oficiais, o que é raro de se ver em artigos da internet, recheados de achismos vazios. O Regime Cubano tem mesmo que ser criticado, pois seus cidadãos muitas vezes preferem enfrentar tubarões para fugir de lá do que desfrutar de todo o conforto do paraíso Castrista.
    Leve-se ainda em consideração que Cuba não permite que organismos internacionais neutros meçam suas dimensões sociais. O IDH de Cuba é fornecido pelo governo, que deturpa obviamente os dados. Então essa análise de que Cuba tem um desempenho medíocre em relação à América Latina está errada. O desempenho é muito pior. Como poderia um país onde o salário mínimo equivale a cerca de 30 reais ter um IDH médio, sendo que renda é um dos 3 pilares do IDH? As informações que temos à respeito de Cuba são aquelas que o governo quer. De que adianta usar meia dúzia de números completamente distorcidos por um governo totalitário Stalinista para analisar sua performance social?
    Acho realmente impressionante constatar que em pleno século 21 ainda existam pessoas como o cidadão Romulo acima, que não enxergam sua própria condição de massa de manobra de uma filosofia de governo falida, anacrônica e inviável, visto que países de todas as culturas, tamanhos, condições geográficas, econômicas e militares falharam miseravelmente em adotá-la.
    É impressionante ver o quanto estão durando esses modelos socialistas-comunistas e suas diversas variantes, como as pessoas seguem defendendo aquilo que elas nem sabem ao certo o que é e de onde veio.
    Mais do que isso, me impressiona ver que as pessoas defendem até hoje com unhas e dentes um modelo onde não morrer de fome ou gripe, e saber ler e escrever é tido como algo paradisíaco.
    Duvido que sequer 1 desses defensores furados do regime de Cuba aceitasse que sua internet fosse proibida, que recebesse semanalmente uma ração pré-determinada de alimentos, que a compra de uma simples compota de frutas fosse inatingível para o seu salário, que não pudesse escolher sua leitura ou que sequer a presente discussão fosse proibida. Duvido que aceitassem viver sem computador, sem celular, com 1 telefone público para cada 100 habitantes, sem carro, sem trem, sem ônibus, sem meritocracia, onde um médico e um pedreiro ganham quase a mesma coisa, enfim, sem as liberdades civis mais básicas!

    1. Confesso que fiquei maravilhado com isso:
      “Mais do que isso, me impressiona ver que as pessoas defendem até hoje com unhas e dentes um modelo onde não morrer de fome ou gripe, e saber ler e escrever é tido como algo paradisíaco.”

  3. é que nós vemos tanta pobreza, morte e miséria na televisão, que passamos a admirar o modelo cubano … aquelas propagandas sobre milhões de crianças dormindo na rua, e nenhuma delas é cubana e por aí vai. Fome zero, bolsa família, África , Datena , criança esperança , só pobreza.

  4. Nossa, gostei desse método. Muito inteligente e engenhoso.
    É só excluir a parte da amostra que piora a média nossa, e depois comparar com a média do outro. Pq. afinal a parte que piora a média que se lasque, né?
    Não tinha tido essa idéia, mas achei muito boa. Belo tratamento estatístico. Parabéns.

    1. Não consegue ser tão engenhoso quanto fazer parecer que a população cubana vive em melhores condições que a brasileira quando na realidade ocorre o extremo oposto: mais de 80% da população brasileira vive em condições melhores de vida, considerando somente o IDH. A diferença seria ainda mais favorável para o Brasil se este índice levasse em conta a liberdade humana e o respeito aos direitos humanos.

    1. Leia o texto antes de escrever merda. Cuba não sofre um bloqueio, sofre um EMBARGO que não lhe impede de obter tecnologia de outros países. Só não o faz porque, de fato, não tem com que negociar já que sua indústria está falida.

  5. O IDH de CUBA segundo a CIA é de 0.863, o que a coloca atras apenas do DF.
    Mas ficou aqui pensando, se não é confiavel para que comparar, se é confiavel porque não mostra quando o ‘Diabo do Norte’ acha que é? Porque afinal eles devem preferir o pior valor possivel sem comprometer a propria credibilidade.

    Algo que já me parece que você não tomou tanto cuidado.

    https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/cu.html

    1. Usamos os dados que são publicados pela organização responsável pela compilação dos dados. Assim, o IDH que usamos é o que é divulgado pela ONU, o índice de liberdade econômica é conforme o que é divulgado pela Heritage, etc. Por isso não usamos os dados de IDH publicados pela CIA.

      Os dados são todos de 2008 porque é até onde iam as informações sobre os estados brasileiros publicados na época.

      Abraços

  6. Engraçado é que em 2005 80% dos brasileiros viviam em uma sociedade com IDH maior que o de Cuba agora são cerca de somente 25%, (2010) Segue as fontes abaixo:

    IDH de Cuba : 0,780 (2012)

    IDH dos Estados Brasileiros (2010):

    1 Distrito Federal 0,824
    2 São Paulo 0,783
    3 Santa Catarina 0,774
    4 Rio de Janeiro 0,761
    5 Paraná 0,749
    6 Rio Grande do Sul 0,746
    7 Espírito Santo 0,740
    8 Goiás 0,735
    9 Minas Gerais 0,731
    10 Mato Grosso do Sul : 0,729

    Legal né?

  7. Parabéns pelo exaustivo trabalho, contudo, me permita considerar que:

    1 – Dados estatísticos de qualquer espécie, depois de coletados, servem para “provar” quase tudo. Como se diz na área, “A matemática não mente. Os matemáticos sim”. Por exemplo, quando vc diz que o Estado do Amazonas tem um IDH de 0.780, ocupando, portanto, a 13º colocação de sua lista – a frente de Chile e Argentina – me pergunto: “como pode um Estado como o Amazonas possuir um IDH tão alto se sua capital, Manaus é a 850º cidade de melhor IDH no Brasil enquanto que Atalaia do Norte é o 3º pior IDH nacional (http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2013/07/municipio-do-interior-do-amazonas-tem-o-3-pior-idh-do-brasil-diz-onu.html)? Ai me lembrei! É que isso são dados estatísticos, semelhantes aqueles que afirmam que a renda per capita no Brasil é de pouco mais de R$24 mil/ano – apesar de termos milhões de pessoas vivendo com menos de R$70/mês, enquanto outros chegam a ter salários de
    alguns milhões.

    2 – De qualquer maneira, ao contrário do que muitos possa achar, um IDH medíocre é melhor que um IDH baixo, assim, podemos dizer que Cuba não é o inferno da Terra, ao menos se compararmos com os outros 136 países analisados, dentre os quais, diga-se de passagem, inúmeros são os que adotam o sistema de produção capitalista.

    3 – Ainda sobre Cuba: “O que coloca Cuba em 51º lugar e no segundo grupo é o baixo rendimento bruto per capita de sua população, que, ao contrário do que pensam ou querem que pensemos os analistas neoliberais, não significa necessariamente uma qualidade de vida muito menor. Em Cuba a renda é mesmo muito baixa, quase a metade da brasileira, mas com pouca diferença entre o mais baixo e o mais alto rendimento. Há um sistema de subsídios — que está sendo revisto, mas com compensações — à alimentação, ao transporte e à cultura, e a saúde e a educação são gratuitas em todos os níveis, do curativo à quimioterapia, da creche ao doutorado. / O “IDH de não rendimento” de Cuba (ou seja, o IDH sem o indicador de renda) é de 0,904, o que coloca o país em 25º lugar, ultrapassando 26 países que tem o IDH maior por causa da renda. O maior IDH de não rendimento é o da Austrália (0,975), seguido de Nova Zelândia, Noruega, Coreia do Sul, Holanda e Canadá. Os Estados Unidos estão em 13º lugar (0,931). Cuba está na frente, dentre outros, do Reino Unido, da Grécia, de Portugal, de Israel e dos riquíssimos Emirados Árabes Unidos, Brunei e Qatar, sendo que esse último que tem rendimento bruto per capita 20 vezes maior do que a de Cuba.” (http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/11/e-agora-como-explicar-as-criticas.html).

    4 – Vc diz: “Piorar a vida de 82% da população apenas para reduzir a desigualdade relativa, em vez de preocupar-se com a pobreza absoluta?” Bem, penso que se a vida fosse tão ruim em Cuba a expectativa de vida lá não poderia ser alta, mas… veja só!!! A expectativa de Cuba (79,1) é maior do que a dos EUA (78,5) e muito próxima da Noruega (81,1), Austrália (81,9), Holanda (80,7) e Canadá (81,2) e a mortalidade infantil (crianças com menos de um anos de idade, mortas entre mil habitantes) é a 5º menor do mundo, com 4,6, perdendo apenas para a Noruega (2,8), Holanda (3,6), Austrália (4,1) e Coreia do Sul (4,2)!

    É como vc disse “Há uma série de fatores importantes” a serem considerados.

    5 – “Mais da metade da população latino-americana vive melhor que os cubanos. O número de sul-americanos vivendo em áreas com qualidade de vida superior à cubana excede a população dos Estados Unidos: 330 milhões de pessoas.” Essa sua afirmação parece estranha, posto que vc, ao dividir o Brasil por Estados, esqueceu de fazer o mesmo com os demais países latinos, afinal de contas, assim como no Brasil o IDH de Brasília não é igual ao das terras da família Sarney, penso que em outros países isso também deve ser verdade, isto é, no México, Argentina, Chile ou qualquer outro país latino deve haver “Estados” mais bem situados do que outros, portanto, a comparação mais correta seria a de comparar os IDHs dos países ou das divisões políticas internas de cada país entre si.

    Em suma, vc deveria fazer com os países latinos-americanos o mesmo que vc fez com o Brasil, ai sim poderíamos pensar numa comparação mais apropriada.

    6 – Vc afirma, como bom liberal que és, que “Um homem livre tem mais qualidade de vida que o escravo bem alimentado, sem dúvidas”. Sobre isso dois comentários: 1º) Então para vc os Cubanos são todos “escravos” do comunismo? Tem certeza que a palavra escravo se aplica aqui?! 2º) Para mim, TODA escravidão é ato hediondo, contudo é muito fácil para quem não tem fome e, melhor ainda, tem sempre comida à mão, falar que um “homem livre” faminto tenha mais qualidade de vida que “um escravo bem alimentado”. Eu, particularmente, tenho minhas dúvidas. Penso mesmo que ambas as situações são desprezíveis, isto é, tanto a escravidão com barriga cheia, quanto a “liberdade” que nem sempre é o suficiente para encher barrigas.

    Aqui não posso me furtar a reflexão: “liberdade de expressão, de culto, de imprensa, de ir e vir, de fazer negócios, etc.” em um mundo capitalista idealizado é bonito de mais, contudo, num mundo real, cabe alguns “condicionantes”, senão vejamos:
    a) “liberdade de expressão” só funciona quando temos os espaços midiáticos a nosso dispor, do contrário a “voz das periferias” não são ouvidas nunca;
    b) “liberdade de imprensa” funciona quando as concessões de mídia não ficam nas mãos apenas de alguns grupos familiares e empresárias, isto é, quando a mídia pode ser protagonizada por todo e qualquer cidadão interessado (apesar de algumas rádios comunitárias poderem existir, não pode haver TV comunitária no Brasil. Que liberdade de imprensa é essa?);
    c) “liberdade de ir e vir” é uma das que eu mais gosto! Vejo sempre os moradores das “comunidades” e moradores de rua “indo e vindo” nos “shopping Center’s” desse nosso mundão capitalista de “deus”. Amo ver como é fácil ir e vir quando alguém passa 2, 4, 6 ou mais horas se locomovendo para um trabalho que tomará dele outras 8h e, ao final da jornada, com o salário já terminado na primeira dezena do mês, ele poderá, sozinho ou com a família, “ir e vir” por toda a cidade nos baratíssimos meios de transporte público nacionais. O interessante dessa ideia de “liberdade de ir e vir” é que muita gente, quando a conclama, esquece que para realizá-la é necessário mais do que a mera “autorização”, posto que, em países capitalistas, para “ir e vir”, em regra, tem que se pagar.
    d) “liberdade de fazer negócios”! Essa é uma das “cerejas do bolo”, afinal, dito dessa maneira, nem parece que só alguns conseguiram realizar essa tal “liberdade” com sucesso e, ao mesmo tempo contribuindo para a coletividade. Digo isso porque, como vc mesmo disse – quando afirmou que a ideia da “esquerda” sobre liberdade era a tal da “liberdade da necessidade” – que o bom mesmo é “viver para si”, em “busca da própria felicidade” e com “ausência de coerção”. Dito de outra maneira, o bom mesmo é que eu me de bem e que tudo mais vá para o inferno! Esse princípio liberal do individualismo desintegra as relações comunitárias necessárias a saúde da sociedade, principalmente quando ela vem acompanhada da ausência de coerção, posto que a coerção (seja pela tradição, seja pelas leis estabelecidas pelos legisladores políticos ou ambas) são a forma “natural” que os membros das sociedades possuem para coibir excessos que poderão ser danosos a cada membro individualmente, tanto quando para a coletividade como um todo.

    Bem… escrevi demais, mas, provavelmente vc dirá que só falei besteira (se é que vc lerá isso)

    Então, resumindo:

    1º) “Apesar” de socialista, Cuba tem um bom IDH, alta expectativa de vida, baixa mortalidade infantil, ótimos hospitais e escolas publicas e, apesar de estar sob embargo a meio século (que limita sobre maneira as condições econômicas dos habitantes da ilha), ainda não teve nenhuma tentativa de golpe, guerra civil ou coisa que semelhante – o que me faz pensar que o povo lá não deve estar tão mal assim, caso contrário já teria se rebelado a tempos e, temos de convir, se houve tentativas disso, a imprensa capitalista (especialmente a estadunidense) já teria descoberto e anunciado… mas como não o fez, penso que o povo de lá não deve estar tão descontente como os liberais costumam supor.

    2º) Se vc quer fazer uma comparação de IDHs separando o Brasil por Estados, então deveria fazer o mesmo com os outros países, senão fica muito esquisito, mesmo porque, muitos dos países da América Latina o que mantém seus IDHs altos está muito mais relacionado com suas capitais e grandes cidades do que com o conjunto de seus habitantes. Dessa maneira somar o número de habitantes do México como se todos eles tivesse vivendo sobre o mesmo IDH é, segundo sua própria lógica, tão falso como afirmar que Cuba tem IDH maior do que o Brasil.

    3º) A ideia de liberdade no mundo capitalista inúmeras vezes são do tipo: “Vc tem a liberdade de não aceitar o salário de fome que lhe ofereço. Não tem problema… sempre tem alguém, suficientemente desesperado por comer e pagar as contas, que aceitará as minhas condições de ficar rico as custas dela” – principalmente quando não há instituições democráticas que garantam um tratamento com um mínimo de igualdade cívica (como os casos da NIKE na Ásia e das Pernambucanas em São Paulo, só para ficar nestes dois exemplos).

    1. 1 – Concordamos com você. Aproximações estatísticas, muitas vezes, não demonstram bem casos extremos e excepcionais. Cuba é justamente um exemplo de como um país cuja estatística (neste caso, o IDH) mascara a realidade. A qualidade de vida que existe em poder comprar pão sem um cartão de racionamento não é medida por este índice.

      2 – É claro que um IDH medíocre é melhor que um IDH baixo. O que se quer dizer por “sistema de produção capitalista”? Esse termo, quando empregado por defensores do socialismo, é tão vago que abarca desde o feudalismo até o capitalismo financeiro contemporâneo passando pelo mercantilismo da era dos descobrimentos e a revolução industrial. Economias totalmente corporativistas, com alto grau de estatização ou intervencionismo, por exemplo, são contabilizadas como “capitalismo” e entram no mesmo bojo da economia liberal, criando espantalhos retóricos.

      3 – O IDH de não rendimento só é utilizado por Cuba, não tem validade perante os órgãos que fazem a medição como o PNUD. Se fizéssemos, por exemplo, um “IDHL” incluindo aí a liberdade econômica e a defesa do direito de propriedade como medição da qualidade de vida, é óbvio que o índice do país cairia ao chão. O que acontece em Cuba é que, ALÉM dos salários miseráveis, a população está submetida a um monopólio estatal da maioria dos bens e serviços (que é a definição de uma economia socialista). Neste cenário, o governo cubano “subsidiar” tudo aquilo que ele monopolizou não é nenhuma qualidade, mas uma obrigação: se ele não o fizesse estaria cometendo um crime. Mas sabemos bem qual é a qualidade deste “subsídio”: a medicina diagnóstica e curativa do país é precária apesar da qualidade da prevenção, há racionamento e escassez de alimento, o transporte coletivo é improvisado aproveitando caçambas de caminhão, as pessoas adquirem doutorado mas precisam vender abacate na rua pra soberviver, etc.

      4 – Na verdade, segundo a OMS, a expectativa de vida nos EUA é de 79 anos (http://apps.who.int/gho/data/node.main.688?lang=en). Se adotássemos a idéia ridícula de que somente este índice decide onde a qualidade de vida é maior, Singapura e Costa Rica teriam mais qualidade de vida que a Finlândia, o Chile e a Dinamarca. Não é a toa que existe um índice composto dedicado somente à qualidade de vida. Não faz sentido defender um modelo ditatorial porque em um ou outro índice ele se destaca, se sabemos como o panorama geral se apresenta.

      5 – Fiz a divisão com o Brasil pelo simples fato de que ele é o país mais extenso e populoso da América do Sul. O estado de São Paulo, por exemplo, tem a população comparável à da Colômbia ou da Argentina inteira. Outros tantos estados do Brasil tem população maior do que países sul-americanos. Um país como Cuba, com 11 milhões de habitantes, tem praticamente a metade da população de algumas UFs. Se fosse feita uma divisão sub-nacional em um país menor como Cuba, Uruguai ou Peru, perderia-se o eixo de comparação. Infelizmente, não temos dados fornecidos pela ONU sobre o IDH das províncias cubanas para verificar o grau de desigualdade entre elas.

      6 – 1) Não, nem todos os cubanos são escravos do comunismo. Somente aquela maioria que não dispõe de posições de poder político, econômico ou militar. Considerando-se que não se pode sequer comprar comida fora da sua província sem o cartão de racionamento (o que em qualquer país do mundo configura regime de apartheid), o direito de sair do país é muito restrito e as pessoas não detém propriedade alguma sequer sobre sua moradia, a situação do cubano médio, se não é de escravidão, aproxima-se em muito dos regimes de servidão pré-capitalista.

      2) Para que se atinja a qualidade de vida, ambas as coisas são necessárias: o “pão” e a liberdade. Considerando-se que o homem é dotado de razão e dignidade, diferente da galinha ou da vaca que se contentaria com a ração dentro de um espaço confinado, é impossível para ele ter qualidade de vida se não for proprietário de si mesmo, ou seja, livre. E quanto mais um governo regula as relações sócio-econômicas, mais monopoliza as decisões que os seus cidadãos tomam ao longo da vida e, portanto, lhes tolhe a liberdade.

      a e b) Nota-se que Você confunde liberdade com poder. Ter liberdade de expressão não é sinônimo de fazer sua voz ser mais ouvida que as demais, assim como liberdade de imprensa não significa que todo mundo vai ter um estúdio de rádio e televisão em casa. E, claro, há uma discussão possível sobre a radiotransmissão e a transmissão via satélite: as ondas de rádio e televisão sempre foram pesadamente regulamentadas pelo Estado, o que contribuiu para a sua concentração.

      c) Até onde se sabe, dentro do modelo socialista o espaço-tempo (e os problemas logísticos por ele imposto) continuam existindo, bem como a necessidade de trabalhar para sustentar-se. Novamente, você confundiu a liberdade de ir e vir com o poder de ir e vir, sem falar na confusão entre “transporte privado” e “transporte pago”. Quando você pega uma carona com um amigo, só pra ficar em um dos milhares de exemplos possíveis, você está usufruindo de um transporte privado e não está pagando nada. Obviamente, você pensa dentro de um modelo pré-concebido, que é a realidade que você vive hoje, onde o Estado é responsável pela cartelização e encarecimento do transporte através das concessões e cartéis oficiais.

      d) Em Cuba, um dos maiores problemas que afetam a população é a dificuldade de manter negócios. Falta estrutura, falta acesso a crédito, sobra burocracia, proibição, regulamentação. Quando falamos em liberdade de fazer negócios, não nos referimos somente a grandes corporações, mas também a pequenos negócios, a empreendedores individuais, empresas familiares, cooperativas, etc.

      Até hoje, não se evidenciou a desintegração social em regiões com altos índices de liberdade econômica e defesa da propriedade privada, como o ocidente e o norte europeu, o leste asiático, a América do Norte, etc. O que sim, tem-se percebido, é o aumento estupendo da qualidade de vida.

      Apenas para finalizar:
      1. Não se pode afirmar que as escolas cubanas (redundante dizer pública porque a Educação lá é monopólio estatal) são boas porque o país não foi analisado em exames internacionais como o PISA recentemente. O que se pode avaliar é o desempenho acadêmico e científico do país, o que não seria muito favorável a um defensor do modelo socialista…

      2. Já vazaram inúmeros vídeos clandestinos sobre a qualidade dos “ótimos” hospitais públicos cubanos. Não se tem uma comparação abrangente de sistemas de saúde pela OMS que possa trazer mais informações, infelizmente. O que se sabe, por enquanto, é que por falta de acesso a tecnologia médica de ponta, a medicina cubana deixa a desejar em diagnóstico e tratamento.

      3. Um bom IDH (que Cuba não tem, é mediano como já demonstrado), alta expectativa de vida e baixa mortalidade infantil são conquistas corriqueiras em um enorme número de países. Qual seria a justificativa de ter de adotar um modelo totalitário apenas para obter aquilo que todo o resto do mundo obtém em liberdade?

      4. Para que possa haver rebelião, o povo precisa de acesso (legal ou ilegal) a armas, o que não é o caso em sistemas totalitários como o cubano ou norte-coreano. É mais fácil haver uma rebelião em um país genuinamente livre e democrático do que numa ditadura.

      5. Já foi explicado porque se dividiu o Brasil em UFs para comparar. Primeiro, para demonstrar como a região de clima árido (ou seja, um deserto) como a Caatinga impacta negativamente o índice. Segundo, para comparar regiões levando em consideração o tamanho das populações. Em teoria é muito mais fácil alimentar, educar e sustentar 10 milhões de pessoas do que 40 milhões de pessoas, mas ainda assim estados com população igual ou maior à cubana conseguem superar ela no índice (comprovando a tese de que a maior parte dos brasileiros vive melhor que os cubanos);

      6. Você precisa urgentemente estudar como se dá a oferta e a demanda dentro do mercado de trabalho porque dá a entender que no livre mercado o salário é determinado como numa economia socialista: unilateralmente imposto por um monopolizador do emprego.

    2. Meu amigo Cuba e uma republica socialista em tão esse país não tem muitas expectativas de um dia se igualar ao brasil, você esta falando de uma nação de cadente que cresse na base do militarismo, matam sua propiá população para manter seu sigilo e continua seguindo nesse rumo, e você ainda quer afirmar que se fala em uma nação boa para se viver! então você e cubano ou esta muito enganado.]

  8. NOS PAÍSES “CAPITALISTAS” O SALÁRIO MÍNIMO É DE 2000 MIL DÓLARES, E NO FAVELÃO COMUNISTA CUBA É DE 17 DÓLARES POR MÊS! QUEM E O VERDADEIRO EXPLORADOR AÍ?!UMA BOA PARA OS PANACAS SOCIALISTAS SUBDESENVOLVIDOS QUE GOSTAM DE MISÉRIA SOCIALISTA!

  9. O problema continua o mesmo: as disparidades regionais distorcem nossa visão sobre o indicador. Dizer que o IDH médio do Brasil se aplica a uma família vivendo no semiárido nordestino faz tanto sentido quanto dizer que o IDH médio de Cuba representa a qualidade de vida em Pinar del Río (província mais pobre deste país). O outro problema é que até a galinha mais bem abrigada e alimentada na granja continua sendo uma escrava: o IDH não considera outros coisas essenciais para a qualidade de vida humana, como as liberdades civis e os direitos políticos.

    1. Na maioria dos países, organizações civis e ONGs nacionais e internacionais tem a liberdade de investigar e divulgar estatísticas sobre temas sensíveis como educação, saúde e renda. Por exemplo, a Anistia Internacional fiscaliza direitos humanos e a RSF fiscaliza a liberdade de imprensa. Infelizmente, em Cuba estas organizações tem o seu trabalho dificultado quando não totalmente proibido.

  10. A meu ver, essa comparação é groseira sim (sem querer ofender),em primeiro lugar pelo fato de querer comparar países inteiros com apenas estados, que mto embora embora gigantes, obviamente não refletem a realidade de uma nação inteira que paga os mesmos impostos, pois tanto em Brasilia, qto em Alagoas como quanto em Ipanema as pessoas pagam as mesmas taxas impostos, IDH é calculado também com o intuito de ver quanto as nação são igualitárias com seus cidadãos(sabemos perfeitamente como funciona n Brasil). Em segundo lugar,mencionar q é justamente pelo fato de q IDH conta entre seus parâmetros com educação e saúde, e como eles são oferecido Á população levando em conta o profissionalismo e humanismo, pelo amos de deus, olha o q está acontecendo no Rio de Janeiro com a saúde, uma verdadeira falta de respeito, vá estudar numa escola pública sem ser de nível superior,pelo amor de Deus..
    Olha o artigo é realmente interessante, mas acredito q se o tempo de realização dele tivesse sido empregado para trabalhar em base a resolver os problemas e não para criticar os parâmetros mundias de avaliações histórica mente utilizados certamente o tempo tivesse sido melhor empregado..Vamos deixar Vuba pra lá, e preocuparmos com outras coisas internas mais importantes…
    abraços

    1. Boa tarde, David.

      A comparação não é grosseira pois o Brasil é uma República Federativa e não um Estado unitário. O que sim é um erro grosseiro é afirmar que as pessoas pagam os mesmos impostos em Brasília ou em Alagoas: sendo o Brasil uma federação, cada Estado tem seus impostos. Aliás, até os Municípios tem impostos próprios. Portanto, mesmo duas pessoas morando em Alagoas, uma em Coqueiro Seco e outra em Arapiraca, não pagam as mesmas taxas. Você deve ter notado a diferença entre o IDH de Brasília e da maioria dos Estados do norte e nordeste brasileiro. Isto é muito importante quando se consideram políticas públicas.

      De resto, o objetivo do blog é levar conhecimento às pessoas. Se as pessoas, com base no IDH, afirmam que a qualidade de vida em Cuba é melhor que no Brasil (o que foi demonstrado falso), é necessário esclarecê-las. A exceção de alguns Estados brasileiros, a maioria da nossa população vive uma vida melhor do que os cubanos. Portanto, o modelo cubano jamais poderia ser usado como exemplo para melhorar o IDH no Brasil.

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