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Surpreendi-me hoje pela manhã ao me deparar com o artigo intitulado “Porque que o Brasil não cresce”, do consultor e conferencista Stephen Kanitz. Apesar de não se declarar de direita (não fica claro se ele se considera de esquerda ou centro), Kanitz faz um importante comentário sobre o vácuo político-partidário na direita brasileira.

Diz ele:

Dos 34 Partidos Políticos que o Brasil infelizmente possui, nenhum é de Direita, Liberal, Neoliberal, muito menos de Extrema Direita. A França, que é um país bem mais politizado e de esquerda do que o Brasil, tem seu partido de Extrema Direita, que ajuda o Partido de Direita a ser mais crível ou uma opção mais balanceada.

Perdoados os erros comuns (“neoliberalismo” é uma escola de pensamento econômico que não existe e extrema-“direita” é socialismo nacionalista), Kanitz tem razão ao afirmar que o desequilíbrio político no Brasil é prejudicial.

Nenhum Partido Político Brasileiro, nas comissões que preparam nossas leis, defende o empreendedor, o inventor, o criador, o arriscador, o investidor, o incubador, o produtor, o distribuidor, o administrador, o empresário.

Nenhum aponta “esta medida vai reduzir a produção”  e nem estou falando em leis que irão aumentar a produção, estas sequer são discutidas.

Que audácia, Senhor Kanitz! No Brasil, lucrar é pecado, especular é crime de lesa-pátria e investir é coisa de burguês reacionário. O brasileiro ainda acredita em mitologia socialista e acha que o Estado pode gerar empregos públicos infinitamente e assim sustentar a todos. É óbvio que o cenário que temos é de auto-destruição. Se não houver uma ação política que alforrie os setores produtivos e os liberte do peso do governo, o Brasil não crescerá.

O melhor vem depois:

Nossos intelectuais, nossos jornalistas, nossos escritores, nossos autores de telenovelas nunca defendem o empreendedor, o inventor, o criador, o arriscador, o investidor, o incubador, o produtor, o distribuidor, o administrador, o candidato a futuro empresário.

São sempre retratados como gananciosos, movidos por espíritos animais, sacanas, mentirosos, em suma culpados.

A nova onda agora, aqui e nos Estados Unidos, é acusá-los de serem os 1% da população que exploram os demais 99%, e que a melhor solução para eles é prestar concurso público e saírem de cena, o que muitos estão fazendo.

Portanto, não é de se surpreender que o Brasil não cresce, nem crescerá.

A análise não poderia ser mais acertada. No Brasil, todo o ambiente acadêmico, midiático e cultural parece ter como alvo favorito o empreendedor, o executivo, o banqueiro. Os diabos de terno, enfim. A demonização é tanta que o que ocorre é a completa inversão da realidade: quem gera empregos é acusado de exploração, quem produz comida é acusado de causar a fome, quem educa crianças no setor privado é culpado pelo descaso com o ensino público.

Não vou me estender mais. Para ler o artigo completo, clique aqui.