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Acreditar que melhorar a Educação do Brasil é uma mera questão de aumentar o investimento percentual do PIB é inocência pura. O problema da Educação no Brasil começa e termina no modo como ela é administrada. Ela é centralizada, burocrática e desestimulante.

Dê às Unidades Federativas, Municípios e Escolas (e aqui entram diretores e professores) mais autonomia e uma boa parte dos problemas é resolvida. Cobre desempenho dos alunos, dos professores e das escolas. Compense mais quem faz mais.

Aliviar o peso do sistema de ensino também ajuda. Focar no essencial e parar de tentar transformar a escola numa fábrica de cidadãos-modelo já ajuda muito: é o cidadão quem deve moldar o Governo, não o Governo quem deve moldar o cidadão.

Deveríamos pensar, antes de desembolsar mais dinheiro (afinal quem vai pagar pela Educação Pública somos nós mesmos), se o problema da nossa Educação não é a forma como ela está organizada. Antes de querer gastar mais, precisamos gastar melhor. Precisamos de formas mais inteligentes de gerir e administrar a Educação e os recursos destinados a ela para fazer mais com menos (o nome popular para o termo eficiência). O Brasil já tem um gasto satisfatório com sua Educação em termos de porcentagem do PIB: entre 5 e 5,5%. Não difere muito de países como EUA (5,5%) e França (5,6%), e gasta tradicionalmente mais do que países que tem melhor Educação como Chile (4,5%), Japão (3,8%), Hong Kong (3,6%), Coréia do Sul (4,8%) e Alemanha (4,6%).

Portanto, o que a Educação Pública do Brasil precisa é de uma reforma, e não de mais verba sendo mal-gasta.

FONTES:
Índice de qualidade da Educação – Programa de Desenvolvimento da ONU (UNDP).
Gastos percentuais do PIB em educação – Banco Mundial.