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Continuando o estudo da obra de Juan Bautista Alberdi, La Omnipotencia del Estado es la Negación de la Libertad Individual (A Onipotência do Estado é a Negação da Liberdade Individual). Alberdi traça um comparativo entre as nações livres do Norte (EUA e Inglaterra) e as nações sulamericanas, enfatizando o papel crucial da iniciativa privada e da liberdade individual na prosperidade econômica e social dos países do Norte.

Assim nem o patriotismo grande nem o pequeno marcaram o último progresso da sociedade humana.

Faltava a aparição e o reinado do individualismo, ou seja, da liberdade do homem, levantada e estabelecida à face da Pátria e do patriotismo, como existindo com eles harmonicamente.

Foi o caráter e o diferencial que as sociedades livres e modernas tomaram do espírito e da influência do cristianismo, fonte e origem da moderna liberdade humana, que transformou ao mundo.

Pode-se dizer com verdade que a sociedade de nossos dias deve ao individualismo, assim entendido, os progressos de sua civilização. Neste sentido, não é temerário estabelecer que o mundo civilizado e livre é a obra do egoísmo individual, entendido ao modo cristão: Ama a Deus acima de tudo, ensinou, e a teu próximo como a ti mesmo, santificando deste modo o amor próprio à par do amor do homem.

Herbert Spencer, filósofo, sociólogo e teórico político inglês, é conhecido pelo seu pensamento individualista, antipatriota e antiimperialista. Alegava que o indivíduo tinha o direito de ignorar o Estado e era contra a educação compulsória. Acreditava que as sociedades passavam por um processo evolucionário, saindo de um estágio militar para um industrial.

Não são as liberdades da Pátria as que engrandeceram as nações modernas, mas as liberdades individuais com que o homem criou e trabalhou sua própria grandeza pessoal, fator elementar da grandeza das nações realmente grandes e livres, que são as do Norte de ambos os mundos.

“A iniciativa privada fez muito e fez bem” diz Herbert Spencer.

“A iniciativa privada desmontou, drenou, fertilizou nossos campos e edificou nossas cidades; ela descobriu e explorou minas, traçou rotas, abriu canais, construiu caminhos de ferro com suas obras de arte; ela inventou e levou à perfeição o arado, a tecelagem, a máquina à vapor, a prensa, inumeráveis máquinas; construiu nossos barcos, nossas imensas manufaturas, os recipientes de nossos portos; ela formou os Bancos, as Companhias de seguros, os jornais, cobriu o mar com uma rede de linhas a vapor, e a terra com uma rede elétrica. A iniciativa privada conduziu a agricultura, a indústria e o comércio à prosperidade presente, e atualmente a impele na mesma via com rapidez crescente. Por isto desconfiais da iniciativa privada?”

Tudo isto foi feito pelo egoísmo, ou seja, pelo individualismo, tanto na Inglaterra como em nossa América mais o menos. Tudo pode ser feito em nossos países por estes mesmos egoístas da Europa que entraram em nosso solo como emigrados, à condição de que lhes demos aqui a liberdade individual, ou seja, a segurança que lá tem pelas leis (porque esta liberdade lá significa segurança, se Montesquieu não entendeu mal as instituições inglesas).

Por acaso em nosso próprio país aconteceu outra coisa do que aconteceu na Inglaterra? A quem senão à iniciativa privada é devida a opulência de nossa indústria rural, que é o manancial da fortuna do Estado e dos particulares?

Fizeram mais por ela nossos melhores governos que a energia, a perseverança e a boa conduta de nossos agricultores, afamados a justo título?

Se há estátuas que se veem pouco em nossas ruas são as desses modestos trabalhadores e de nossa grandeza rural, sem a qual seria estéril a glória de nossa independência nacional.

Estes homens não tem estátuas espalhadas em praças públicas, mas com certeza contribuíram muito mais para melhorar sua vida do que reis, generais e presidentes. Eles são Reginald Fessenden, Walter Hancock e Raymond Tomlinson. Respectivamente, os inventores da telefonia móvel, do ônibus e do e-mail.

O contrário acontece com frequência: toda a cooperação que o Estado pode dar ao progresso de nossa riqueza deveria consistir na segurança e na defesa das garantias protetoras das vidas, pessoas, propriedades, indústria e paz de seus habitantes; mas isto é cabalmente o que interrompeu as frequentes guerras e revoluções, que não foram obra de particulares.

Na maioria das vezes, na América do Sul, as revoluções e motins são oficiais, ou seja, produtos da iniciativa do Estado.

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