A Esquerda e o Roubo

É oficial. A esquerda apoia o roubo. Essa é a conclusão a que cheguei não apenas após o mensalão e seu acobertamento, mas também após o recente artigo do doutor Sakamoto e os comentários de alguns que compactuam com o absurdo escrito por um dos responsáveis pela educação brasileira. Infelizmente esses são alguns dos professores de hoje. Um breve hiato para retornar ao assunto.

Sakamoto
Sakamoto, OSTENTANDO um troféu

A marcha das vadias, apoiada de forma maciça pela esquerda, nasceu no Canadá após um absurdo: Um policial culpou a mulher pelo estupro, culpou as roupas que ela usava. A versão tupiniquim fugiu um pouco desses propósitos, mas o recado das canadenses é claro: É absurdo culpar uma mulher por ser estuprada. Tendo isso em vista, fica fácil de localizar a incoerência.

Marcha
Marcha das Vadias – A mulher não é responsável por ser estuprada

Um recente artigo de Sakamoto faz a mesma inversão de valores que fazem os que culpam a mulher por ser estuprada: culpa o dono de algo por ser roubado. Diz que a causa do roubo não é a moral falha do criminoso, mas sim a desigualdade. E que a vítima do roubo não é o roubado, mas sim o ladrão. Afinal de contas, diz ele, ostentação é pior que bullying e devia ser criminalizada, com pena prevista no Código Penal. Absurdo. É sempre bom lembrar que a moralidade não está relacionada com a riqueza, pobres também fazem escolhas morais. Mas esse absurdo é facilmente notado por qualquer um. Acredito que mesmo alguns esquerdistas tenham a sensatez necessária para perceber o absurdo que diz o professor.

O maior problema do artigo não é exatamente essa inversão de valores que o suposto comunista faz. O grande problema está na expressão da cultura derrotista brasileira que o artigo não apenas deixa claro: transborda. No Brasil é errado ser bem sucedido. No Brasil a culpa é sempre dos outros. Nós, por exemplo, não somos ricos por causa do imperialismo dos países desenvolvidos. Nada tem a ver com a corrupção, com os fracos investimentos na educação e com a precária saúde pública. Nada também tem a ver com a nossa cultura de esperar que alguém resolva os nossos problemas. E nada tem a ver com a cultura de que o estudioso e o trabalhador é um otário. Nada tem a ver com o governo que sufoca o empreendedorismo e mantém um protecionismo exagerado. Não, a culpa é dos outros.

De um professor universitário não esperamos que exalte o derrotismo (na verdade, hoje, infelizmente esperamos). Dele esperamos que forneça o conhecimento para que os acadêmicos tenham as ferramentas necessárias para competir no mercado de trabalho ou realizar bons trabalhos acadêmicos. Mas eles fazem o contrário: escrevem artigos passando a mão na cabeça de criminosos, glorificando a cultura da derrota e legitimando a síndrome de Robin Hood esquerdista. Afinal de contas, se os ricos estão errados, porque devemos garantir que todos o sejam? Porque devemos, então, ser um país desenvolvido?

Sinceramente, espero que não sejam muitos os alunos que passem pelas mãos desse professor. Seria trágico o Brasil nas mãos de uma geração que glorifica o crime e o derrotismo. Quem sabe ele não venha também a nos culpar pela corrupção dos governantes, afinal de contas, somos nós quem colocamos o dinheiro na mão dos políticos. E isso, ao despertar a ganância dentro da pessoa que administra a nação, é ostentação.

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3 comentários em “A Esquerda e o Roubo”

  1. Mises já nos explica isso em seu livro “A Mentalidade Anticapitalista”. Ao contrário do que ocorria antigamente, com o advento do capitalismo as pessoas passaram a ser as únicas responsáveis pelo seu fracasso ou sucesso. E admitir o fracasso é algo dramático para alguns. Mais vale por a culpa nos outros, no sistema, na inustiça, na pobreza, na ignorância (ou qualquer outra coisa que sirva como bode expiatório). Ou seja, o ladrão não é mais culpado por sua situação, é o velho processo de vitimização esquerdista. Esse Sakomoto só pode ser uma mente perturbada ou desonesta intelectualmente! Mas eu compreendo, para obterem sucesso em sua revolução cultural eles precisam acabar com os conceitos de certo e errado (são criações da mentalidade burguesa). Assim, os papeis são invertidos, o ladrão passa a ser a vítima (da sociedade burguesa excludente) e o assaltado passa a ser o culpado por ter mais bens, por ostentá-los. Os mesmos esquerdistas que criaram a ‘marcha das vadias’, pois um policial no Canadá disse a uma mulher que, ao vestir-se de forma inadequada, ela fora culpada pelo estupro (mesma lógica usada pela esquerda ao afirmar que o assaltado, ao ostentar seus bens, fora culpado pelo assalto). Ou seja, não há comprometimento com a lógica, com a busca da verdade. É impossível dialogar com esta gente, pois diálogo pressupõe a busca da verdade. Eles não querem a verdade (ela não existe para eles), querem a destruição da nossa sociedade judaico-cristã ocidental, dos nossos valores. Com marxista não se discute, desmascara-se. Continuem com o bom trabalho!

  2. O argumento falacioso não resulta. O embrólio das verdades de sutileza cristalina não chega a confundir o conhecimento mediano conhecedor mesmo de um passado recente. Não confunde, não convence

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