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Como vender uma ideia? Como fazer as pessoas aceitarem algo de livre e espontânea vontade? Simples, faça com que elas acreditem que aquilo é o correto, que todos apoiam tal ideia e se ela se posicionar contra, ela será isolada socialmente.

A cientista política alemã Elisabeth Noelle-Neumann propôs uma teoria de ciência política e comunicação de massa chamada de Espiral do Silêncio. Essa teoria consiste na hipótese científica de que há uma ideia de espiral que explicita a dimensão cíclica e progressiva de uma tendência ao silêncio.

Quanto mais minoritária a opinião dentro de um universo social, maior será a tendência de que ela não seja manifestada, pois a pessoa terá medo do isolamento social que ao expor sua opinião ela pode vir a sofrer.

Hoje no mundo ocidental essa teoria é fortemente aplicada e tem tido grande sucesso. No Brasil há vários exemplos dessa prática, a começar pelo lobby dos grupos GLBT e pró-aborto na mídia. A maioria das novelas busca colocar personagens gays e mostrá-los como pessoas acima de criticas e totalmente corretas, sem nenhum defeito. Mas, se homossexuais são pessoas como qualquer outra, eles são passiveis de erros e podem ser ‘maus'(OBS: não tenho nada contra homossexuais). Quando o assunto é aborto o lobby continua. Geralmente é uma personagem jovem, que ou resolve abortar porque o parceiro a abandonou ou porque não quer “estragar” a vida dela. A trama segue com esse dilema e muitas vezes ela acaba abortando, aí ou ela morre, ou acaba arrependida, ou ela segue sua vida. Mas durante esse processo acaba acontecendo um debate entre os personagens mais conservadores e os progressistas: os conservadores são retratados como pessoas ruins, de baixa intelectualidade e atrasadas, já os progressistas são sempre uma galera descolada, culta e boa.

Logo, quem assiste a essas novelas acaba copiando essas tendências e associam as opiniões aos personagens: caso alguém seja contra o aborto ou as práticas da militância GLBT (que são: lutar por cotas para gays, criticar e hostilizar pessoas que são contrárias a tais políticas e ao mesmo tempo condená-las por ‘homofobia’, etc.), acaba preferindo ocultar sua opinião, pois sabe que será associado ao personagem ‘reacionário’, além de ser criticada pela maioria.

O deputado federal Jair Bolsonaro é uma ‘vitima’ dessa espiral do silêncio, pois muitos que tendem a pensar igual ele, mesmo que em intensidade diferentes, se calam por ver como ele é tratado pela mídia e em especial pelo programa CQC (Custe o Que Custar), que em duas oportunidades acabou induzindo a opinião pública a uma direção em relação ao Bolsonaro (mas essa prática de induzir as pessoas ao um lado da questão é de praxe do CQC) e tentou mostrá-lo como uma pessoa racista, não dando a ele um direito de resposta digno. Mais idiota foi o Bolsonaro de ir num programa desse nível que é o CQC.

Mas vale a pena colocar a explicação do Bolsonaro se defendendo:

Mais uma prova de como a mídia pode fabricar uma opinião contra algo e ao mesmo tempo coagir quem é opositor dela

Se você for uma pessoa de direita pode ter receio de ser chamado de preconceituoso, homofobico e afins. Se for uma pessoa indecisa politicamente, pode achar que a direita faz realmente o que o ‘apresentador’ Marcelo Tas diz, mas o comentário dele só mostra a parcialidade e a ignorância contida em sua mente, pois são os regimes de esquerda que tem histórico de violência em relação a homossexuais (Cuba, URSS, China, Coreia do Norte e outros países comunistas) e não os governos de direita (liberais)