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Ler fornece ao espírito materiais para o conhecimento, mas só o pensar faz nosso o que lemos.

John Locke nasceu em 29 de agosto 1632 em uma pequena aldeia inglesa chamada Wrington. Era filho de um pequeno proprietário de terras. Apesar de sua origem humilde, seus pais sempre se preocuparam em dar lhe uma boa formação educacional. Estudou na escola de Westminster e em Oxford na qual estudou Filosofia, Medicina e Ciências Naturais, o que mais tarde, em 1668 levou-o a ser admitido na academia científica da Sociedade Real de Londres.

Foi autor da doutrina filosófica chamada de Empirismo. De acordo com essa doutrina, as teorias científicas devem ser formuladas a partir da observação do mundo e das práticas, descartando portanto outras formas não científicas, como a fé, a intuição, as lendas e o senso comum.

Locke também acreditava que a mente humana era como uma “tábua rasa” ou uma folha em branco e é através das experiências pelas quais a pessoa passa em sua vida que sua personalidade e seus conhecimentos vão sendo formados. Acreditava que a sociedade interfere diretamente na formação dos indivíduos. Ideia também defendida por Jacques Rousseau, em sua famosa frase “O homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe”.

Mesmo sabendo que John Locke foi um dos ideólogos do Liberalismo, logo quando começou a se interessar por política ele tinha ideias nada liberais. Inicialmente ele defendia uma estrutura de governo centralizada a fim de impedir uma desordem no interior da sociedade. Sua visão era conservadora e autoritária também no campo religioso. Ele chegou a acreditar que os monarcas poderiam interferir na liberdade religiosa dos indivíduos.

Mas, graças ao seu interesse pela filosofia, suas opiniões foram totalmente modificadas. A partir daí, Locke começa a questionar a Teoria do Direito Divino dos Reis, indo de encontro ao regime Absolutista. Para ele a soberania não vem do Estado e sim da população. Para ele o Estado só deveria existir a fim de garantir o respeito aos direitos naturais que seriam estes: a proteção à vida, à liberdade e à propriedade. A partir do momento que o Estado não esteja atendendo a essa necessidade, a população tem o direito de derrubá-lo e substituí-lo por outro mais competente.

No que se refere à questão da propriedade, Locke defendia que toda riqueza que o homem fosse capaz de obter por meio de seu esforço individual deveriam ser de sua propriedade desde que isso não prejudicasse a ninguém. Essa é uma das bases da ideia para uma sociedade sem interferência governamental, um dos princípios básicos do Liberalismo. Locke passou a defender também a separação da igreja do Estado e a liberdade religiosa. Pode-se dizer que Locke considerava bastante importante a tolerância.

John Locke defendia que o poder deveria ser dividido em três: legislativo, executivo e judiciário. Sendo que o Legislativo, por representar o povo, seria o mais importante deles. Apesar de afirmar que todos os homens fossem iguais, ele defendia a escravidão, mas não sendo ela imposta pela cor da pele. Para ele, a escravidão aconteceria com os prisioneiros de guerra, pois estes teriam tido suas vidas poupadas e como ônus deveriam dar em troca a sua liberdade. Porém, isso na época era irrelevante, por ser a escravidão uma prática comum e o próprio Aristóteles a defendia e nem por isso deixou de ser um filósofo brilhante.

As ideias dele ocasionaram a vitória da Revolução Gloriosa, em 1688 contra o Absolutismo. Ele exerceu também grande influência sobre todos os pensadores de sua época e foi um precursor do pensamento Iluminista.

John Locke nunca se casou, tampouco teve filhos e faleceu em 28 de outubro de
1704 aos 72 anos de idade e encontra-se sepultado em All Saints Churchyard, High
Laver, Essex na Inglaterra.

Algumas citações de John Locke:

A necessidade de procurar a verdadeira felicidade é o fundamento da nossa liberdade.

É mais fácil avaliar do espírito de qualquer pessoa pelas suas perguntas do que pelas suas respostas.

A influência do exemplo é penetrantíssima na alma.