Cartilha Politicamente Correta: Um atentado contra a Liberdade de Expressão

O patrulhamento ideológico brasileiro me espanta mais a cada dia. Inicialmente proveniente do governo, hoje também é praticado pelas escolas fundamentais e de ensino médio. A onda esquerdista que começou a invadir o ensino nos anos de ditadura está longe de minguar: torna-se cada vez mais forte, alienando e aprisionando as mentes de cada vez mais jovens que passam a ter sua capacidade de pensar limitada e enferrujada. Dizer verdades, hoje, é grosseria. Ainda mais quando se posicionam contra o poder estabelecido, contra a ditadura politicamente correta.

Muito se fala que o discurso politicamente incorreto é necessariamente um discurso preconceituoso, que busca legitimar o discurso de ódio. E muito se repete essa mentira sem que se pense à respeito. Mas é fácil reprovar o politicamente incorreto: ele incomoda, provoca o pensar. Se desvincula de interesses momentâneos e dispara verdades que machucam os ouvidos frágeis dos despreparados. Quantos pararam para pensar na origem desse termo? Eu explico.

A ideia de politicamente incorreto nasceu com a Igreja Católica, durante a Idade Média. Esse era um dos critérios para se proibir livros, que se posicionassem contra a política estabelecida. E isso não se atém à origem do termo: estende-se até hoje, mas sob outras roupagens. O termo politicamente incorreto nada mais é do que uma desculpa para censurar discursos indesejados.

Acredito na existência da verdade. Duvido de relativistas como Foucault, mas este disse algo que é de grande pertinência nos dias atuais: a verdade depende do contexto histórico. A verdade, hoje em dia, nada mais é do que a versão do poder. Pouco importam os fatos, se a narrativa mirabolante esquerdista trilhar caminho distinto do ocorrido. E quando se tenta combater esse discurso hipócrita, a resposta é rápida: A pessoa é rapidamente taxada de preconceituosa, e a repressão à opinião é tamanha que as pessoas passam a ter medo de expressar o que pensam. O povo teme se posicionar contra as cotas raciais por medo de ser taxado de racista; assim esse se torna um discurso politicamente incorreto. O povo teme se posicionar contra o assistencialismo por medo de ser taxado de elitista; assim esse se torna um discurso politicamente incorreto. E quando o medo toma conta da população, agora temerosa de expor o que pensa, o resultado é claro: censura velada sob o nome da boa educação, do politicamente correto.

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7 comentários em “Cartilha Politicamente Correta: Um atentado contra a Liberdade de Expressão”

  1. Em tempos, ser contrário à conquistas das minorias e expor verdades alheias ou opinativas é visto como um fascista, reacionário e etc. Pouco me lixo para esses adeptos baratos do politicamente correto querendo contra-versar o meu pensamento.

  2. A ideia de politicamente incorreto surgiu com a igreja católica??????? jura? antes da igreja ninguém tinha nada que quisesse esconder? nenhum rei? nenhum césar?

    1. Não se faça de boba. A ideia de uma ideia ser politicamente incorreta, nesses termos, nasceu com a Igreja Católica na Idade Média com o Index Librorum Prohibitorum. Que antes existiam coisas a serem escondidas, é óbvio ululante, gritante. Mas é inegável que a repressão ideológica tornou-se ainda mais pesada com o poder nas mãos dos clérigos. E o termo, que deu origem ao que usamos na atualidade, surgiu com eles. Aliás, não só o termo permaneceu, como a ideia é exatamente a mesma, mas velada. Pelo menos a Igreja era sincera.

  3. daqui a pouco navegar na net vai ficar impossivel, por que se vc posta qualquer merda a galera ja censura pelo tapetão..ta foda..e no lixil é ainda pior..republica das bananas do carajo..aqui a fundação ford manda e desmanda..

  4. Gostei muito!
    O politicamente correto é uma forma de minar o espaço público das discussões com alguém que se posta no alta da própria soberba condenando os que pensam com a qualificação “preconceituoso”.
    É muito mais fácil condenar sumariamente do que debater as razões dos vários lados, sejam razões históricas ou momentâneas. É isso o que torna nosso povo medíocre e repetidor de frases de (d)efeito, vazias de sentido e de reflexão.
    Parece que todos os que se posicionam pelo politicamente correto o fazem de forma truculenta como se tivessem medo de perder um lucro que, certamente, é bancado por quem pensa e produz.

  5. Esta tendencia tem PIORADO num crescendo que aproxima-se do insuportável quando as MANOBRAS daqueles que querem IMPOR os seus manejos inescrupulosos goela abaixo, pasmem, “LEGITIMANDO-OS” nas instâncias do Legislativo e Judiciário… veja essa onda da “HOMOFOBIA” … a nomeação daquela que se distinguiu pelo “RELAXA E GOZA” quando, pasmem, MINISTRA DO TURISMO!

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