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Hoje é um dia dedicado aos indígenas no Brasil. É o dia que as crianças aprendem na escola alguma coisa sobre a cultura indígena (ocas, canoas, arco e flecha, cocares, carinha pintada, etc) e provavelmente minha irmãzinha voltará para a casa com as bochechas riscadas de caneta hidrocor ou pintada com tinta guache.

O que sabemos mesmo sobre os índios é muito pouco. O que aprendemos nas aulas de História quase sempre é exposto de maneira caricaturizada: ou o índio é bárbaro, ou o índio é mais uma “classe oprimida” (marxismo mode on). Quando vamos para a Literatura, a romantização do mesmo não ajuda muito. Hoje o índio é ainda um desconhecido para a maioria de nós, mas serve de agenda política para partidos e organizações de idoneidade duvidosa.

É necessário, primeiramente, entendê-lo. Entendê-lo, em vez de tentar imitá-lo ou pintá-lo como uma caricatura sujeita aos maniqueísmos clássicos do bárbaro e do oprimido. Num segundo momento é necessário compreender a natureza dos seus direitos – onde começam, onde terminam – e como garanti-los. É um desafio diante de um cenário onde ou ele é um peão num jogo de interesses transnacionais, ou um desiludido cooptado por partidos políticos, ou mais um cidadão destituído dos seus direitos pela democrassia* que vigora no país.

Em vista disso, estarei elaborando uma série de artigos sobre a história dos índios no Brasil (ou em outros países, se a história de um grupo se estender a outros territórios). Abordarei sobretudo o período pré-cabralino e o período colonial, mas também elaborarei um pouco sobre a situação atual dos índios, problemas relacionados à estas populações e a sugestão de soluções para estes problemas com base no estudo de problemas similares estudados e resolvidos por especialistas em outras áreas do mundo.

*de demos e crassus… algo como “estupidez popular, estupidez comum”, em detrimento de democracia que vem de demos e kratos – “governo, força popular” ou “governo, força comum”.