Entrevista com a Campanha do Armamento

O governo federal junto a ONGs vem fazendo inúmeras campanhas para desarmar a população civil com o pretexto de diminuir a violência, porém a população se opõe. A oposição da população foi comprovada no referendo de 2005 sobre o desarmamento onde mais de 63% dos eleitores votaram contra o fim a comercialização legal de armas de fogo. Porém o governo federal não sossegou e continuou fazendo campanhas pelo desarmamento e dificultando o acesso da população ao porte legal de arma, mas novamente a população se opõe, e uma forma de se opor e pelas redes sociais. A Campanha do Armamento é uma das formas de se opor e protestar contra o governo, a página da campanha no facebook já conta com mais de 6.500 likes e nós do Direitas Já conversamos com a equipe da Campanha do Armamento.

Direitas Já: Como surgiu a ideia de fazer a Campanha do Armamento?

Campanha do Armamento: Em primeiro lugar, obrigado pela oportunidade de falar sobre a Campanha.

A Campanha do Armamento surgiu como um contraponto de cunho irônico às campanhas do desarmamento impostas pelo Governo Federal ao povo brasileiro. Com a clara manifestação da vontade popular contra o desarmamento civil no Referendo de 2005, essas manifestações da administração pública se mostraram notadamente antidemocráticas e a movimentação social no sentido contrário era só uma questão de tempo.

DJ: O grupo tem líderes?

CA: A intenção da Campanha é dar o máximo de poder e liberdade ao povo, e isso só pode ser construído a partir de uma organização verdadeiramente democrática.

Eu (Lucas Silveira) tive a iniciativa da movimentação nas redes sociais em um primeiro momento, mas hoje a maior parte das publicações parte dos próprios membros que, de todas as regiões do país, enviam suas imagens, vídeos, matérias de jornais e outras contribuições.

A título de exemplo temos o nosso recém-criado canal no Youtube: os vídeos que postamos lá são feitos pelos membros e não pela organização da campanha.  Todos são convidados a participar. É melhor não falar em líderes, portanto, mas em mediadores.

DJ: No Brasil há um grande lobby de ONGs, governo e outros grupos para que se acabe com o direito de portar e comprar armas e toda essa propaganda está enraizada na maioria dos jovens. O que pode ser feito para mudar esse senso comum de que armas são perigosas?

CA: Se você observar nossas publicações encontrará argumentações de todos os gêneros: Temos publicações científicas de diversas fontes, inclusive do próprio Governo Federal, publicações argumentativas, de caráter meramente reflexivo, publicações humorísticas e irônicas e até publicações de teor artístico. Alguns membros já se dispuseram a fazer charges e até animações para reforçar o nosso posicionamento.

O melhor caminho para mudar a visão sobre as armas é o debate. Não importa o teor de qualquer forma de debate nos favorece.

DJ: O Grupo tem alguma preferência política?

CA: Nosso objetivo é agregar pessoas e esforços e jamais segregá-las. Procuramos nos manter afastados de partidarismos, especialmente na nossa relação com os congressistas.

EU (Lucas Silveira), pessoalmente, tenho meu posicionamento político, mas a Campanha do Armamento não pode tê-lo, sob pena de comprometer a sua causa.

DJ: Na página da Campanha do Armamento no facebook que vocês estão indo atrás de senadores e deputados questionando se eles são a favor ou contra o desarmamento. Como tem sido? Há políticos receptíveis a causa da campanha?

CA: Estamos entrando em contato com cada um dos legisladores federais do Brasil. Em um primeiro momento faremos isso pelo Twitter. Em seguida será feito por e-mail e por último, por telefone. Infelizmente a lista é muito grande, e estamos chegando apenas aos 20% do total de Deputados nesse momento, em seguida ainda faltarão os Senadores.

Até o presente o maior problema tem sido a omissão. Alguns congressistas preferem ignorar a pergunta ou, quando respondem, o fazem de forma evasiva. É um assunto muito polêmico, não para o povo, mas para a política intrinsecamente. Quem se coloca contra o desarmamento, necessariamente se posiciona contra o Governo Federal e favoravelmente ao povo. É preciso escolher, e nem todos têm coragem.

Felizmente existem exceções, e estamos muito satisfeitos em poder contar com o Dep. Rogério Peninha (PMDB/SC), que, em respeito a nossa manifestação se prontificou a apresentar um Projeto de Lei, e também com alguns outros parlamentares que, sem pestanejar, apoiaram nossa causa, como o Dep. Guilherme Mussi (PSD/SP), O Dep. Luis Carlos Heinze (PP), O Dep. Onyx Lorenzoni (DEM) e diversos outros.

DJ: Vocês têm algum apoio da indústria bélica ou lojas de armas?

CA: Hoje não temos nenhum tipo de auxílio financeiro dessas partes interessadas, todavia, esperamos que as indústrias brasileiras e as demais partes interessadas, sobretudo o cidadão brasileiro, logo se deem conta da importância da Campanha, e da necessidade do aporte de capital para que ganhemos ainda mais visibilidade.

Infelizmente e ainda não se sabe o motivo, a Taurus, que é brasileira e uma das maiores indústrias de armas curtas do mundo, fez doações a alguns políticos que se posicionaram favoravelmente ao desarmamento civil.

Estou certo de que com o crescimento da Campanha é inevitável que a Taurus se retrate com o consumidor brasileiro. Nos EUA, onde a Taurus também tem uma indústria, quem adquire uma pistola ganha uma filiação a NRA (National Rifle Association), não faz nenhum sentido que aqui no Brasil seja diferente.

DJ: Quanto a Campanha, existem projetos para levar ela além das redes sócias, por exemplo, realizando palestras e outras atividades para expandir o movimento?

CA: Nossa Campanha não é feita PARA as pessoas. Nossa campanha É cada uma dessas pessoas. Nós não precisamos convencer ninguém, pois as pessoas já se manifestaram: 60 MILHÕES de brasileiros não querem o desarmamento. Quase 64% dos eleitores.

Algumas pessoas ainda não se deram conta da magnitude da situação, então eu vou deixar claro: apenas a vitória, assim entendida como o respeito irrestrito à liberdade da legítima defesa, pode parar a Campanha.

O movimento nas redes sociais é uma parcela quase insignificante do que está por vir caso os nossos legisladores insistam em não revogar o Estatuto. Eles se esqueceram de que no Brasil, a Constituição Federal é clara: o poder emana do povo que o exerce diretamente ou pelos seus representantes, ora, se os representantes não representam de fato os anseios populares, o poder deverá ser exercido pelo povo, diretamente. Vamos até lá dentro do Congresso se for preciso, e vamos arrebatar nossa liberdade das mãos deles.

A manutenção do Estatuto não é uma opção.

DJ: Nos EUA, existe a NRA (National Rifle Association), eles seriam um exemplo para a campanha do armamento?

CA: Não exatamente. No Brasil o que temos mais próximo da NRA é o Movimento Viva Brasil, presidido pelo douto Prof. Bene Barbosa, a quem eu admiro muito e cujo trabalho pela legítima defesa no Brasil não tem precedentes. Quem puder se filiar ao MVB, não deixe de fazê-lo.

A Campanha do Armamento não tem a função precípua de ser algo tão organizado. Nosso objetivo é mover as massas, alertar o brasileiro para o direito que lhe está sendo negado e fazer com que ele manifeste a sua insatisfação publicamente.

***

Conheça a Campanha do Armamento:

Site do Movimento Viva Brasil:

 

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8 comentários em “Entrevista com a Campanha do Armamento”

  1. É interessante – além do foco da campanha, obviamente – a descentralização do movimento. Como defendia Hayek, é muito mais eficiente a sociedade (espontaneamente) levar para frente seus próprios ideais e etc. do que algo ou alguém centralizando e tentando fazer tudo funcionar de cima para baixo.

  2. Chega de poíitico hipocrita,estupido que defende meia duzuia de donas de casa poe ter perdido seus filhos. Armamento já em favor de nossos direitos que é a proteção do maior patrimônio ” A VIDA”

  3. RIDICULO ESSE MANÉ QUER O DIREITO DE SE ARMAR NEM QUE SEJA POR VIAS ILEGAIS ELE MESMO DA ENTROU EM DEBATE COMIGO ,RIDICULO SOU AFAVOR DO ARMAMENTO CIVIL POR VIAS LEGAIS , MAIS O QUE ELES LUTAM É PELO DIREITO DO MARGINAL ANDAR ARMADO NA RUA SEM SER PUNIDO

    1. Falar de meio ilegal de se armar é como falar de meio ilegal de obter chocolate, Fabio. A proibição é imoral e ilegítima em si, e, como tal, é uma lei que deve ser desobedecida e rechaçada no âmbito político. Não adianta você se posicionar, por exemplo, contra a Escravidão, sem se voltar contra ela na prática.

  4. O governo PT lançou um referendo que não foi respeitado mesmo tendo vencido do direito de comprar armas; proibiu a venda de armas e munições no Brasil enquanto os marginais estão cada vez mais armados e o povo indefeso. As forças policias não já não garantem a segurança deles próprios. O governo caga na cabeça do povo e o povo aceita calado. Pensa que é fácil desarmar um americano? Lá existe o lema “só tirarão a arma de minhas mãos quando elas estivem duras e frias”. Circula no Brasil um boato que “arma de fogo não trás segurança”. Ora, armas fazem a segurança de bancos, carros forte e instituições financeiras. Armas fazem a segurança de políticos, empresas, policiais só trazem segurança porque estão armados, armas garantem a segurança de Países: vcs já viram um exército desarmado??? Agora quando é para fazer a minha segurança, aí armas trazem falsa sensação de segurança. Brasileiro é tudo otário mesmo. Basta ver o que aconteceu com os mensaleiros: acabou em nada. Povo fraco e imbecil, desarmado e submisso pelo governo que dá exemplo pros criminosos. Extorsão com dinheiro do povo através de altos impostos; embolsa tudo o que deveria ser investido em educação, segurança , habitação, infra-estrutura e na saúde, culpa o povo pelo aquecimento global, faz o povo racionar água na época de seca em vez de armazenar a água das enchentes. E o bom brasileiro continua preocupado com seu final de semana na praia, carnaval e com o joguinho de futebol do seu time. E quando é para brigar: briga no transito. E quando é para bater: bate na mulher em casa. E quando é para se impor: se impõe contra o vizinho.

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