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Nota: Os auxílios aqui criticados são as entregas de dinheiro público ou incentivos fiscais para uma determinada empresa, não eventuais políticas fiscais baseadas em cortes de impostos no geral para a sociedade, o que é bom para a economia.

É comum ver pessoas comemorando o fato de que o governo criou uma nova bolsa ou um novo auxílio, com a crença de que isso ajudará quem não tem recursos para um determinada atividade. Porém, na prática, isso não gera um avanço real.

Todos pagamos impostos para o governo. Alguns pagam mais, e outros pagam menos. Com um complexo sistema tributário como o brasileiro, composto por diversos impostos diretos e indiretos tanto para pessoas físicas como jurídicas, fica difícil calcular quanto cada um pagou exatamente.

Em 2011, segundo dados do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), o brasileiro trabalhou até o dia 29 de maio somente para criar receita para o governo – na prática, foram 149 dias trabalhando para sustentar o governo. Depois, os frutos do trabalho continuaram para o setor privado. Se comparado a outros países da América Latina como Argentina e Chile, o brasileiro trabalhou cerca de 55 dias a mais somente para pagar impostos.

Uma parte dessa receita (obviamente, apenas uma parte) foi utilizada para “benefícios sociais”, o que inclui bolsas e auxílios. Talvez, o mais famoso seja Bolsa-Família.

Por mais que atitudes concretas para ajudar os mais necessitados sejam louváveis, nesse caso, o que vale não é a intenção. O que vale é o crescimento, é o desenvolvimento. Mesmo tentanto distribuir renda dessa forma, as pessoas podem até sair mais pobres do que antes, dependendo do caso.

Quando você paga impostos para o governo (tanto diretos quanto indiretos), deixa de ter dinheiro. Mas então, o governo, com seus “projetos sociais”, devolveria o dinheiro para o pagador de impostos. O que acontece é que para o governo funcionar, ele precisa de funcionários, precisa cobrir gastos com equipamentos, e por aí vai. Logo, uma parte desse dinheiro se perderá, pois foi utilizado em inutilidades.

Exemplificando, se uma pessoa de baixa renda pagar apenas $100 para o governo e receber de volta em forma de auxílio $100 (uma das melhores hipóteses), recursos de terceiros foram desperdiçados, pois o governo teve gastos com funcionários e equipamentos, tanto para fazer a cobrança quanto para devolver o dinheiro. Se o cidadão não tivesse que pagar inicialmente esse valor, não seriam precisos gastos governamentais (bancados por terceiros) para devolver o dinheiro para o cidadão.

Se uma pessoa com uma condição social um pouco melhor pagar $500 de impostos para o governo e receber em forma de auxílio $150, uma parte do valor pago foi desperdiçado pelos mesmos motivos já expostos, pois o governo teve gastos para devolver o dinheiro. Uma parte dos $350 restantes foi gasta somente para devolver recursos, logo, se a pessoa tivesse pagado $350 de uma vez só, a totalidade dos $350 “contribuídos” poderia ter sido empregada de uma forma um pouco mais eficiente na medida do possível.

O mesmo vale para empresas que possam receber dinheiro público (milagrosamente, para fins sócio-econômicos e não políticos). O que a empresa recebe veio dos recursos que ela mesma forneceu ao governo.

Também serve para o caso do Estado realizar eventuais obras ou serviços, intermediando a contratação. Muitas vezes não é preciso uma intermediação estatal (principalmente em países em que há altos gastos públicos), pois o Estado estaria apenas fazendo algo que poderia ser feito pela iniciativa privada. Com isso, tempo e dinheiro seriam economizados, com a economia tendendo levemente a outro caminho. Além do fato de que uma intermediação do Estado (em que seus recursos não são produzidos por ele mesmo) facilitaria a existência de corrupção.

Há casos mais extremos como exemplos agrícolas em outros países, em que o governo praticamente banca o agricultor, o que evidencia que o Estado está tentando distorcer demais a economia, pois ninguém está disposto a realizar tal atividade. Então, a solução é não produzir alimentos, por exemplo, e deixar todos os mais pobres morrerem de fome?

Não. Centenas de países no mundo produzem alimentos e de boa qualidade. A solução é não produzir alimentos (já que por algum motivo interno não está dando retorno) e, em vez de gastar muito dinheiro público com algo de retorno questionável, facilitar a importação de alimentos, cortando os impostos e derrubando as barreiras. Quanto à Balança Comercial, o setor privado terá, nessa situação, mais recursos para investir em outros setores, podendo melhorar a produtividade e/ou aprimorar a qualidade da quantidade atual, podendo assim também exportar, evitando um déficit.

De vez em quando, o governo fornece incetivos fiscais para apenas uma determinada empresa de um setor, o que também não deixa de ser um erro. Políticos dificilmente fazem isso sem pensar em algo em troca. No final das contas, por causa de facilidades específicas, surgirá um jogo de interesses corrupto de ambas as partes, isso graças a mais uma intervenção do Estado na economia.

Portanto, para aqueles que aprovam esses benefícios governamentais, é muito mais prático defender cortes de gastos do governo e uma consequente redução na carga tributária pois, de qualquer forma, a pessoa terá uma quantidade a mais de dinheiro no bolso, porém, sem precisar passar pelo governo, evitando assim evidentes desperdícios e desvios de recursos escassos.