Tropa de Elite sob outro ângulo

Tropa de Elite (2007) foi um dos poucos filmes nacionais que conquistou grande destaque na mídia, inclusive internacional. Mas infelizmente, de uma forma equivocada (na minha visão). O filme ficou famoso por causa das cópias piratas e toda violência nele contida, que é apenas um retrato de uma realidade, além dos seus clássicos bordões (“não vai subir ninguém”, “pede pra sair”). Mas o que passa batido aos olhos de muitos espectadores são cenas que não contêm violência, mas denunciam uma realidade tão perigosa para o Brasil quanto a guerra gerada pelo tráfico de drogas. Essa realidade é a doutrinação ideológica feita por professores em universidades brasileiras.

Cartaz de divulgação do filme

Quando o personagem André Mathias (André Ramiro), que é negro de origem humilde e consegue com muito esforço passar em direito numas das melhores universidades cariocas (sem cotas raciais), ele encontra um ambiente onde discorda de muitas coisas que seus professores e colegas de sala lhe dizem, ainda mais quando vão contra  sua vocação de policial. Logo no começo ele chega à sala de aula e pergunta a Maria (Fernanda Machado), uma típica patricinha de família “burguesa” mergulhada no no politicamente correto e no esquerdismo, se aquela era sua turma. Maria diz que sim e que eles vão estudar sobre Foucalt, pois tem um trabalho a ser feito sobre o filósofo francês. O filme continua, André e Maria acabam se envolvendo e ela o leva em uma ONG no Morro dos Prazeres que é voltada para o cuidado de crianças carentes. Mas a ONG obedece aos traficantes, que são liderados por Baiano (Fábio Lago) e ele deixa a ONG funcionar por ela se submeter a sua “autoridade” (e ainda teve gente chamando o Cap. Nascimento de “fascista”) e também tem como representante Rodrigues Magalhães, candidato a senador (curioso que o número dele é 451, 45 para quem não sabe é o número do PSDB, partido socialdemocrata). Edu (Paulo Vilela), jovem de família rica, critica as ações de repressão da policia, mas utiliza a ONG (mesma de Maria) onde é voluntário para conseguir drogas e ser um traficante menor em sua faculdade. Em um dos encontros de Edu com o traficante Baiano, podemos ver o traficante vestindo uma camisa vermelha com o rosto de Che Guevara estampado (engraçado?).

Uma das cenas que denuncia bem o clima de doutrinação é a corrupção social que existe nas universidades. Quando André discorda da turma e do professor, é rapidamente é hostilizado.

Já essa outra mostra umas das maiores hipocrisias que se repetem constantemente no país: os protestos pela paz. Mas quem participa, no caso, é quem financia o tráfico, como o Edu.

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3 comentários em “Tropa de Elite sob outro ângulo”

  1. Creio que o primeiro filme é mais real do que o segundo e que ambos são bons.

    No primeiro, policiais honestos e corruptos, marginais, esquerdistas que adoram falar das “atrocidades” da polícia que trabalha para os ricos e que financiam essa merda, como é mostrado no filme.

    Já no segundo, temos um esquerdista que estava certo, algo que não é comum. Que é do “PSOU”, ainda por cima. Justo a esquerda, que praticamente sempre está envolvida com essas maracutaias, como é visto no primeiro filme.

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