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Dando seguimento à nossa série de artigos em defesa da vida humana, vamos continuar denunciando o tipo de mentira que se usa para defender o assassinato de humanos in utero. Segue a segunda mentira:

II. A mentira do “bebê-zumbi”

Conceitos-chave:

Vida – Enquanto conceito biológico, a manutenção dos processos biológicos que sustentam um sistema vivo. Dentre outras características podemos citar a homeostase, organização biológica, crescimento, adaptação e resposta a estímulos. Podemos resumir como a geração da entropia negativa (ou: antientropia), se concordarmos com o conceito de Schrödinger.

Processo entrópico (entropia) – De acordo com a segunda lei da termodinâmica, “A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado termodinamicamente tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor máximo”. Mais sensivelmente, quando uma parte de um sistema fechado interage com outra parte, a energia tende a dividir-se por igual, até que o sistema alcance um equilíbrio térmico. Em resumo, os sistemas tendem a dissipar a própria energia para manter um equilíbrio térmico.

No nosso caso, podemos assumir que é o processo pelo qual as estruturas físicas decompõem-se sempre em estruturas cada vez mais simples enquanto dissipam energia. É o que acontece com todas as coisas inanimadas como rochas, ou de tecido orgânico morto. Neste artigo, chamaremos “entropia” o processo entrópico segundo o qual todas as coisas se decompõem.

Processo anti-entrópico (entropia negativa) – É o processo pelo qual estruturas físicas desenvolvem-se em estruturas mais complexas enquanto consomem, transformam e geram saídas de energia.  É o que acontece com todos os seres vivos: crescimento celular e reprodução. Neste artigo, chamaremos “entropia negativa” o processo antientrópico segundo o qual todos os seres vivos mantém o equilíbrio interno de seus sistemas, retardando a morte.

Entropia negativa residual – É o quantum de energia residual em partes de sistemas vivos. No caso do ser humano, partes de seu sistema vivo não podem sobreviver muito tempo se não estiverem integradas ao sistema. O período – quase sempre muito curto – pelo qual podem manter-se se dá por esta energia residual armazenada nas células ainda vivas.

Morte – A interrupção da entropia negativa, que culmina com a interrupção de todas as funções e processos biológicos de um sistema vivo. A morte é um processo irreversível: a partir do mesmo, o sistema segue o processo entrópico universal e se decompõe.

O argumento:
O embrião mantém o próprio processo antientrópico característico de todos os sistemas vivos. Mas, segundo alguns defensores do aborto, só devemos considerar como vivo aquilo que já tem atividade cerebral (o que, obviamente, coloca ouriços-do-mar e todo o reino vegetal na categoria de coisas “não-vivas”, além de invalidar o pseudo-argumento da propriedade da mãe sobre o próprio corpo, o que independe do embrião estar vivo ou não).

O tal argumento, no entanto, desconsidera fatos óbvios e verificáveis pela ciência. O primeiro é que a presença ou não de atividade cerebral nunca foi conceito para determinar se um ser é vivo ou não. O segundo é que a atividade cerebral evolui juntamente com a neurogênese e portanto desde a formação do primeiro neurônio (lá pelo 31º dia de fertilização). Não existe um marco inicial para dizer “a partir deste momento, fulano de tal está vivo” levando em consideração o grau de desenvolvimento de qualquer órgão que seja. Um ser vivo está vivo desde o exato momento que passa a existir. No caso de nós vertebrados com reprodução sexuada, quando da fusão das duas cargas genéticas que cria um indivíduo novo, com identidade própria e mantenedor do próprio processo antientrópico.

Portanto, se seguissemos a lógica da argumentação de certos abortistas, decorreria que num primeiro momento o ser humano está literalmente morto, depois passa a viver (assim, do nada) e depois volta a estar morto. Qualquer semelhança com animismo, shamanismo e golems judaicos é mero charlatanismo.

O ciclo da vida para os defensores do aborto: morto, vivo, morto?
Parte I aqui.