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A legalização do aborto gera controvérsia e debates pelo mundo. Vemos países que recentemente legalizaram a prática (Uruguai) e outros que buscam baní-la (Espanha). Eu particularmente sou contra o aborto, pois defendo a vida e acredito que ela é tão cara e frágil que devemos defendê-la a qualquer custo. Esta série de artigos busca trazer argumentos diretos a favor da vida, sem qualquer apelo a religião. O objetivo é demonstrar, um por um, que a maior parte dos argumentos em favor do aborto são baseados em falsas premissas, em mentiras e falseamento de raciocínio, além de algumas estratégias sujas.

Hoje vamos desmistificar a primeira mentira.

I. A mentira do “próprio corpo”

Conceitos-chave:

Indivíduo – Um ente indivisível. É considerado individual todo ser contíguo – não disperso, não fragmentado e nem exibindo ausência de coesão entre suas partes no espaço-tempo.

Identidade – Característica do indivíduo, é aquilo que o distingue de todos os outros indivíduos. É o que faz dele ele mesmo e não qualquer outra coisa. A identidade de um ser humano, por exemplo, pode ser verificada pela carga genética.

O argumento:
Quem defende o aborto diz que é um direito da mulher escolher ter ou não o bebê, pois a mesma tem direito sobre o próprio corpo. Porém, se esquece de um detalhe importante: o bebê tem um corpo próprio. São dois indivíduos humanos envolvidos diretamente nessa escolha. O feto, esperneiem os pseudocientistas o quanto quiserem, não é só um “amontoado de células” (não somos todos amontoados de células?) e muito menos é algum tipo de extensão do corpo da mãe como um apêndice ou uma verruga. Desde o momento da fusão das duas cargas genéticas (do pai e da mãe), temos uma carga genética nova e única: ela caracteriza a identidade própria do embrião. O embrião não só tem uma carga genética única e própria como desenvolve todos os seus processos biológicos fora de sincronia com a mãe. O embrião é tratado como um corpo estranho pela mãe, motivo pelo qual é combatido com anticorpos. O sistema de defesa do embrião contra os anticorpos da mãe é a origem da placenta.

Reprodução humana, segundo a descrição dos defensores do aborto. Como podemos comprovar, mãe e filho são ambos o mesmo indivíduo.