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Crianças, o Capitão Planeta precisa de vocês!

O autor, produtor e antropologista Michael Crichton referia-se ao ambientalismo como “uma das mais poderosas religiões do Mundo Ocidental”, chamando-o “a religião preferida dos ateístas urbanos.” Explicava:

Se você olhar atentamente, verá que o ambientalismo é na verdade um remapeamento dos mitos e crenças tradicionais judaico-cristãos para o século XXI.

Há um Éden inicial, um paraíso, um estado de graça e unidade com a natureza, há a queda da graça a um estado de poluição por comer da árvore do conhecimento, e como resultado de nossas ações haverá um dia do julgamento para nós. Somos todos pecadores energéticos, fadados à maldição da morte, a não ser que busquemos a salvação, que é chamada hoje de sustentabilidade. A sustentabilidade é a salvação na igreja do meio-ambiente. Tal qual a comida orgânica é a comunhão, a hóstia sem pesticidas que as pessoas certas, com as crenças certas, poem à boca.

Éden, a decadência do homem, a perda da graça, o juízo final — estas são profundas estruturas míticas. São crenças profundamente conservadoras. Elas podem estar bem sedimentadas na cabeça das pessoas, eu sei disso. Eu certamente não quero que as pessoas largem mão delas, do mesmo modo que não quero que elas desacreditem que Jesus Cristo é o filho de Deus que ressuscitou.  Mas a razão pela qual eu não quero dizer para que elas desistam destas crenças é que eu sei que não se pode dizer isto. Não são fatos que podem ser discutidos. São uma questão de fé.

Assim é, infelizmente, com o ambientalismo. Por mais incrível que pareça os fatos não são necessários, porque os princípios do ambientalismo são uma questão de fé. É tudo uma questão de ser um pecador ou de ser salvo, de estar do lado da salvação ou do lado da danação. É uma questão de se você será um de nós, ou um deles.

Crichton dissertou mais sobre estes temas no “Remarks to the Commonwealth Club” de 2003, em São Francisco.

Michael Crichton palestrando em Harvard.

Traduzido e adaptado para o português do Brasil por Renan Felipe dos Santos. Para ler o artigo original em inglês (“Environmentalism as Religion”) no Discover The Networks, clique aqui.

Para ler na íntegra esta e outras duas palestras de Michael Crichton, clique aqui.