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Fidel Castro, ex-senhor feudal da “democracia” cubana.

São várias as explicações que se dá à demência espacial. Uma delas é a de que o ser humano, na imensidão do espaço sideral, sente-se insignificante perto da grandiosidade daquilo que o rodeia, caso deixado muito tempo no espaço. Os sintomas podem variar, sendo um deles um impulso suicida. A existência dessa doença é questionada, mas é presente na ficção científica. E esse é apenas o primeiro ponto em comum com os delírios esquerdistas, a ficção. Mais sobre isso depois.

A implantação de qualquer regime autoritário de esquerda segue um roteiro curioso, quase sempre comum. Normalmente são insurgências contra regimes autoritários. Pode parecer bom em um primeiro momento, mas é aí que mora o maior perigo. “Em nome da democracia” a população é convocada. E ao desejo por democracia, a população responde. E em torno do ideal democrático o ideal revolucionário ganha corpo. A partir desse momento a democracia torna-se apenas um detalhe. A revolução ganha um corpo tão grande que tudo passa a ser sacrificado em seu nome: inclusive a democracia. Pode-se inferir do pensamento de Edmund Burke que o ideal democrático, se não convertido em instituições e ações sociais concretas, seria apenas uma palavra que levaria a população em direção ao caos¹. E exatamente isso acontece. Mesmo após a implantação de uma ditadura Lenin dizia que a URSS era “muito mais democrática” que qualquer nação ocidental. Fica claro que o significado da palavra se perdeu, mas mesmo assim continua sendo usado para manipular a população ao caos que se desejar.

Junto com a revolução crescem outras figuras: O Estado, o líder da revolução, os mártires da revolução. O Estado passa a interferir em cada aspecto da vida do “cidadão”, evitando assim colocar em risco a revolução. Qualquer coisa que não cheirar a revolução é duramente reprimida. Então aqueles que primeiro a trouxeram à tona passam a ser obrigatoriamente glorificados: ganham porte de gigantes. Não fosse o inconveniente, provavelmente teriam verdadeiros colossos em sua homenagem.

Mas isso não basta. Para a submissão total do indivíduo ao coletivo é necessário que o Estado demonstre poder. Marchas militares são comuns para que fique clara a força que paira sobre o cidadão. A violência do Estado, em nome da revolução, passa a ser banal, afinal de contas, o indivíduo é agora insignificante.

E, assim como o homem que por muito tempo é esquecido no espaço, o indivíduo é agora minúsculo quando comparado com as grandes estrelas da revolução e do Estado. A imensidão da coletividade o engole e, ciente de sua insignificância, ele agora está pronto para oferecer tudo em nome de seu melancólico ideal: sua vida, sua família, seus amigos. Tudo ocorrendo numa verdadeira demência coletiva, impregnada pelo medo, com apenas um destino possível: o caos.

¹ Pires Ferreira, Lier; Guanabara, Ricardo; Lombardo jorge, Vladimyr: Curso de Ciência Política – Grandes autores do pensamento político moderno e contemporâneo; 2ª edição;