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Contribuição de Lucas Amaro para o blog Direitas Já!:

É evidente que existem dezenas de fatores sociais, culturais e políticos que podem tornar um país mais ou menos corrupto. Porém, algo que é possível perceber é a relação entre a falta da liberdade econômica e a corrupção.

Índice de Liberdade Econômica, 2010.

O gráfico acima representa o Índice de Liberdade Econômica de 2010, criado pela Heritage Foundation.  Quanto mais azulada for a imagem do país, mais livre é sua economia. O índice não tem dados sobre os países com tonalidade cinza.O índice faz uma média entre a liberdade de negócios, liberdade de comércio, liberdade fiscal, gastos governamentais, liberdade monetária, liberdade de investimento, liberdade financeira, direitos de propriedade, corrupção e liberdade de trabalho.Os dez melhores colocados são, respectivamente, Hong Kong, Singapura, Austrália, Nova Zelândia, Irlanda, Suíça, Canadá, Estados Unidos, Dinamarca e Chile.Índice de Percepção de Corrupção, 2010.

Índice de Percepção de Corrupção

Este outro gráfico representa o Índice de Percepção de Corrupção de 2010, criado pela Transparency International. Quanto mais azulada for a imagem do país, menos corrupto ele é, segundo os dados.

Os dez melhores colocados são, respectivamente, Nova Zelândia, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Singapura, Noruega, Holanda, Austrália, Suíça e Canadá.

É possível ver semelhanças nos dois índices. Por exemplo, nos dois top 10 encontramos Singapura, Austrália, Nova Zelândia, Suíça, Canadá e Dinamarca.

Pode ser considerado coincidência esse fato? Como eu disse anteriormente, inúmeros fatores sociais, culturais e políticos podem influenciar para aumentar ou não a corrupção. Porém, é evidente a semelhança entre os dois índices.

Mas porque será que isso acontece?

É possível encontrar países escandinavos bem colocados nessa lista, que são (equivocadamente) considerados socialistas. Porém, como a Heritage demonstra, a iniciativa privada e os princípios liberais podem sim ser encontrados nesses países, muito mais do que no Brasil e vários outros países ao redor do globo.

No geral, pecam com a carga tributária e com os gastos governamentais, porém, o setor privado tem uma admirável liberdade para trabalhar.

O Estado, quando precisa de dinheiro, pode tributar ou providenciar a impressão de ainda mais. Quem acaba por ter pagar a conta é a iniciativa privada: desde donos de pequenos mercadinhos até empresas gigantescas e seus funcionários… ou seja, você.

Então, o que podemos concluir com isso? O Estado muito presente em muitas áreas da sociedade leva à corrupção, pois muito dinheiro público irá passar por suas mãos, em diversas áreas diferentes. Quando o Estado cuida de poucas áreas e o setor privado passa a desenvolver as outras é dinheiro privado que está sendo utilizado. Geralmente, as pessoas administram mais seriamente recursos quando eles são seus, pois seus erros trarão prejuízos a si mesmo.

Sem contar que com o Estado intervindo na Economia frequentemente surge o protecionismo, o monopólio e o cartel, protegendo imoralmente determinadas empresas em detrimento de outras.

Portanto, aumentar a liberdade econômica é um importante passo para diminuir a corrupção, pois assim aloca-se mais eficientemente os recursos (com um sistema de lucro ou prejuízo), evitando assim desperdícios, o que inclui gastos desnecessários e dinheiro desviado que terá que ser reposto pelas empresas e pelos contribuintes.